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Como brasileiro, é motivo de orgulho, saber que meu país já é um dos maiores mercados do mundo na fabricação de motocicletas, só nos faltam mais opções, como muito bem colocou Paulo Couto na matéria "As motos que ninguém quer comprar!" |
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Outro dia, aqui no Motonline, respondi a carta de uma leitora, onde ela pedia orientação para comprar sua primeira motocicleta financiada. Ao final da resposta, sugeri que não se preocupasse (não gastasse), só com a compra do seu sonho, mas, também, com a compra de equipamentos. Aí, alguns leitores pensarão: “Pó, que cara chato!” Mas não é questão de chatice, mas de segurança. O lema do motociclismo seguro é: “Vista-se para cair”. São inúmeros acidentes, onde o motociclista não apresenta fratura, mas sua recuperação leva 6 (seis) meses, às vezes 1 (um) ano ou mais, até seu corpo reconstruir toda pele esfolada no asfalto (há relatos de motonliner’s). Há inúmeros casos de motociclistas levados a óbito, num hospital, por complicações, como infecção generalizada, não entrando nas estatísticas do trânsito. Esses acidentes, causam o aumento do DPVAT. Não é verdade tal afirmação, mas é o que as autoridades governamentais e grandes grupos econômicos como as seguradoras alegam, para justificar os aumentos abusivos. Seria engraçado, se não fosse trágico, mas 99,9% dos motociclistas mortos em acidentes de trânsito, foram à luz do dia. Um Deputado Federal de Portugal, afirmou aqui no Motonline, que tal adesivo, há muito, caiu em desuso e a lei portuguesa revogada, pelo simples motivo, do farol baixo do veículo não atingir o capacete do motociclista. Depois, brasileiro adora fazer piada de português!!! E pelo que me consta, o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) é muito claro: vedando ou proibindo veículos de transitar com luz alta, pelo simples e lógico motivo de ofuscar quem vem em sentido contrário, ou quem está no mesmo sentido, através dos retrovisores interno e externos, no caso de um veículo quatro rodas. Então, não fica difícil concluir que a famigerada Resolução 203 é pura demagogia, pois não trouxe ou não aumentou, a tão almejada, segurança ao motociclista. A bem da verdade, tem um cheiro de “lobby”, mas não é assunto pra ser tratado no momento. O mesmo podemos afirmar em relação à exigência do selo do inmetro, órgão que foi contra a tal exigência, porque tem a humildade em reconhecer o quão ridículo é obrigar, por exemplo, o selo num capacete ARAI. Cabe aqui, só uma explicação, não se trata de propaganda, mas para quem não sabe, o Senhor Hirotake Arai quando fundou sua empresa de capacetes há 65 anos no Japão, teve como lema fazer o melhor capacete, por levar o nome de sua família. Tanto que Arai Helmet já está em sua 3ª geração e não tem compromisso em ser a maior empresa fabricante de capacetes do mundo, mas a melhor, por isso todos os capacetes são inspecionados 3 vezes durante sua fabricação, notem todos, não é por lote de 10, 100 ou 1000 capacetes, todos os capacetes são inspecionados, não havendo preocupação em praticar preços baixos, afinal segurança é investimento. Apenas para reflexão: lembram quando afirmei que a exigência do selo reflexivo cheirava “lobby”, não fica difícil concluir que exigindo o selo do inmetro, tiraria de foco o fabricante da matéria prima dos reflexivos, prometo que escreverei a respeito, como também das famigeradas faixas de sinalização usadas nas nossas ruas, que se tornam escorregadias quando chove. Por fim, quero que o leitor pense e faça outra reflexão: É mais seguro um selo refletor no capacete, ou uma jaqueta com uma linha reflexiva, é, uma linha, como vem em todas as jaquetas para motociclista. Será que ninguém lá no contran parou pra pensar na dubla finalidade da jaqueta? Proteção contra arrasto abrasivo e o motociclista ser notado à noite. Será que é mais importante o selo adesivo no capacete, ou a utilização de bota, calça, jaqueta, luvas e protetor de coluna??
Num segundo momento, ou concomitantemente, devemos tratar da educação, que está diretamente ligado a atitudes humanas no trânsito e uma reformulação total no exame para CNH, onde seja exigida do motociclista situação do cotidiano urbano, assim como exigir do futuro motorista uma atenção especial para com as motocicletas. Lembrando que nosso sistema de habilitação tem a seguinte separação por categoria: "A" para veículos de 2 ou 3 rodas; Deixo uma pergunta: limitar a cilindrada por categoria/idade/tempo de habilitação será uma alternativa eficaz, para amenizar a quantidade de acidentes/óbitos? Exemplo "A1"de 51cc até 150cc; "A2" de 151cc até 400cc; "A3" de 401cc até 600cc; "A4" de 601 cc a 750cc; e "A5" de 751cc em diante, onde o indivíduo para passar ou subir de categoria deve ter uma ficha ilibada, ou seja, não pode ter infração grave de trânsito ou envolvimento em acidentes. E a categoria "A" para 50cc, lembrando que há uma lacuna entre a bicicleta e o ciclomotor, por que não imaginarmos a liberação desta categoria para jovens a partir de 16anos, este já recebendo educação de trânsito? Assunto palpitante que demanda reflexão.
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