Dafra Smart 125

Texto : Carlos (Bitenca) Bittencourt e André Garcia Fotos: Equipe do Motonline

HaoJue é simplesmente a fabricante da An125 Burgman Suzuki comercializada pela J. Toledo do Brasil.

Não é nenhum exagero afirmar que esse produto poderia estar sob a marca Suzuki, já que nitidamente é uma evolução da An125, já que conta com a tecnologia da injeção eletrônica para atender o PROMOT III e é um pouco maior, dando mais conforto ao piloto, já que a garupa continua não sendo privilegiada em relação aos pés. As pedaleiras para o garupa é igual a An125.

Quem já pilotou a Burgminha não notará qualquer diferença em relação a Smart, já que no acerto são idênticas, a única mudança, realmente, é no visual e a melhora oferecida pela injeção eletrônica.

Como já afirmamos, é um produto para utilização urbana e nesse quesito dá conta do recado, já que o câmbio CVT – transmissão continuamente variável, é uma comodidade no pesado trânsito urbano e possibilita saídas rápidas no semáforo.

Com rodas de 10 polegadas, curso de suspensão de 70mm na dianteira com o tradicional garfo telescópico e 50mm.na traseira por mono amortecimento, essa valente scooter dá conta do recado nas esburacadas ruas de São Paulo que em conjuntos com os excelentes pneus Pirelli não chegou ao final do curso, evidentemente, como exaustivamente falado na imprensa, todo cuidado é pouco para vencer buracos e ondulações do asfalto.

A pequena guerreira está equipado com motor OHC (comando simples no cabeçote), quatro tempos, 124,6 cm³, com potência máxima de 10,3 cv a 8.000 rpm e torque máximo de 0,97 kgfm a 7.000 rpm, com injeção eletrônica Mikuni. O acabamento é perfeito na carroceria e as peças plásticas se encaixam sem nenhum desvio. As rodas de liga são bonitas, os espelhos combinam bem com o conjunto, facilitando o ajuste dos espelhos, e os freios são bem eficientes.

O grande bagageiro externo de alumínio fundido prevê a instalação de bauleto, pois já conta com a furação necessária.

Pequenos detalhes fazem a diferença como painel digital, luz de cortesia no bagageiro interno que não infiltra água e botão para ultrapassagem no comutador do farol, mas algumas faltas prejudicam o uso normal no cotidiano e seriam de fácil solução pela fábrica: O bagageiro sob o banco é pequeno e não cabe um capacete fechado e nem todos do modelo aberto, você também não vai encontrar nenhum outro jeito de prendê-lo com segurança ao estacionar, nenhum gancho está previsto sob o banco.

Outra questão, agora de segurança: O motor só dá a partida com os freios acionados, isso evita a saída acidental por causa de uma aceleração demasiada no momento da partida, mas a falta do corta corrente no pezinho lateral pode provocar uma situação de risco, pois o condutor pode sair com ele abaixado e ao inclinar numa curva….

Incorpora-se nesse sistema um avanço importante. A colocação da bomba no mesmo corpo do bico de combustível, veja as mangueiras de alimentação, retorno e conector (marrom) do acionamento elétrico do conjunto . Isso favorece toda a construção e funcionamento, pois evita a utilização de toda uma tubulação pressurizada e a manutenção da pressão é mais eficientemente controlada. O conjunto bomba/bico fica bastante próximo da válvula de admissão e longe do corpo da borboleta uns 100 mm trazendo os sensores de temperatura, pressão atmosférica (conector azul) e da posição do acelerador (TPS). Essa concepção aumenta em muito a eficiência do sistema, pois dá velocidade aos gases antes de receber o combustível, como se faz nos automóveis e motocicletas mais modernas, algumas até com dois bicos, um em cada posição do duto de admissão. Os resultados do teste em autonomia e economia de combustível atestam isso.

A construção e geometria do chassi são as mesmas e partilham das qualidades e características da An125 Burgman. Como tem a estrutura do canote da direção mais próxima do motor e em ângulo mais ameno, não oferece tanto espaço para os pés, mas em contrapartida dá mais rigidez ao escudo e coluna de direção. Esse é um problema comum nos scooters, a flexão da coluna da direção, mas que no pequeno Dafra não acontece, assim como no Suzuki, mas fica parecendo que foi feito para crianças, o guidão passa muito perto das pernas.

Isso aliado ao ângulo fechado de caster e pequeno diâmetro das rodas (trail) faz a pequena scooter ter a maior agilidade nos circuitos urbanos, mas em contrapartida oscila como um coelho fugindo do predador nas grandes avenidas ou em estradas assusta um despreparado.

O elemento volumoso colocado sob a plataforma é a bateria, bem dimensionada para os padrões normais oferece uma reserva adicional de energia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Resta saber o que o futuro nos reserva, uma vez que a Suzuki e Dafra possuem o mesmo produto, com diferencial tecnológico para a Smart em relação a An125 Burgman.

No próximo ano alguma outra definição deverá reajustar os acordos entre HaoJue, Suzuki e Dafra, ou será que continuarão dois fabricantes para o mesmo produto, mesmo que com um bom diferencial?

Consumo

Km ini. Km Fin. Abast. Km precorrido média Obs: Condutor
295.3 437 4.62 141.7 30.67 Uso urbano e avenidas João Tadeu e Bitenca
437 570.4 3.84 133.4 34.74 Uso urbano, bairros Bitenca
570.4 700 4.95 129.6 26.18 Uso rodovias Bitenca
700 791.3 2.67 91.3 34.19 Uso urbano, bairros André Garcia e Claudinei
Totais 16.08 496 30.85

Avaliação

Tópico Bitenca Claudinei Cordioli André Garcia
Média Nota Comentário Nota Comentário nota Comentário
Motor 8.33 8.00 Bom motor, muito econômico e bom torque e potência. Poderia ter o limitador um pouco mais alto para uma final melhor, mas isso pode implicar grandes modificações no motor. 9.00 Funcionamento macio e sem ruídos. Boa potencia para a proposta. 8.00 Cumpre o papel dentro da proposta urbana, faltou força para subir ladeiras
Câmbio 9.17 10.00 Excepcional a resposta da embreagem e CVT. Não se percebe nenhum atraso no acoplamento. Funcionamento perfeito. 9.50 Mostrou-se bem casada com o motor. Sem ruídos ou vibração. 8.00 Suave, bem escalonado.
Suspensão 8.33 8.00 Sofre muito por causa do tamanho das rodas, mesmo sendo bem feita, transmite muito a aspereza do piso. 9.00 Equilibrada. Não deu fim de curso em nenhum momento. 8.00 Bem acertada. Só com o piloto não chega ao final do curso.
Ciclística 8.33 8.00 Um compromisso entre rapidez nas manobras do trânsito e estabilidade em alta velocidade (90 Km/h), chega a assustar, mas muito rápida no trânsito travado 9.00 Bem rígida. Proporciona rápidas mudanças de direção sem sustos. 8.00 Ótima
Conforto 7.67 7.50 Incomoda a aspereza da suspensão, soma-se a isso pouco lugar para os pés do condutor, apenas nas laterais do escudo frontal. 8.50 O banco é 10, mas o guidon encosta nas pernas em curvas mais fechadas. 7.00 Boa para piloto e péssimo para garupa que não tem onde por os pés
Acabamento 9 9.00 muito bom acabamento, encaixe perfeito da carroceria 9.00 Bom acabamento e boa montagem. 9.00 Muito bom para a categoria 125cc especialmente pelo relógio no painel.
Freios 8.67 8.00 Bons freios, param bem a motoneta, com bom controle e potência. Sensibilidade do traseiro poderia ser melhor 9.00 Bem dimensionado para o peso/potência 9.00 Excelente pegada
Média final 8.50 8.36 9.00 8.14

 

Ficha Técnica

Potência 10,3 cv a 8000 rpm.
Torque 0,97 kgf.m a 7000 rpm.
Diâmetro e curso 52,4 x 57,8mm.
Taxa de compressão: 9,4:1.
Alimentação Injeção eletrônica, partida elétrica e a pedal.
Câmbio Automático CVT.
Chassi Quadro Monobloco.
Suspensão Garfo telescópico, com 70 mm de curso (dianteira); Monoamortecedor, com 50 mm de curso (traseira).
Pneus e rodas 3,5-10, de liga leve (dianteira e traseira).
Freios Disco simples de 180 mm de diâmetro (dianteira), a tambor (traseira).
Dimensões 1.986 mm (comprimento), 674 mm (largura), 1.104 mm (altura), 1.240 mm (entre-eixos); 110 mm (distância do solo) e 740 mm (altura do assento).
Tanque 6,9 litros.
Peso 110 kg.
Cores Preto, grafite, vinho e amarelo.
Preço sugerido R$ 6,160.00

 

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