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Dados do Anúncio

MARCA
Harley-Davidson
MODELO
Sportster 1200
VERSÃO
XL 1200
ANO MODELO
2013
ANO FABRICAÇÃO
2012
ESTILO
Custom
KM
37174 km
COR
Preto
MAIS INFORMAÇÕES
A XL 1200 Custom é a única com o tanque baixo e gordinho mais tradicional, de 17 litros, em lugar do reservatório mais alto e de apenas 12,5 litros das demais, chamado de "peanut", amendoim. Além do visual diferenciado e mais encorpado, ganha autonomia com o tanque rechonchudo. Ela é também a única Sportster à venda no país a ter o pneu dianteiro balão, 130/90-16 (é 100/90-19 nas Sportster 883), quase tão gordinho quanto o traseiro, 150/80-16. Eles são montados em rodas cromadas de cinco raios largos, bem bonitas, que ajudam a compor o visual rebuscado dessa simpática fat custom. Apesar do motor maior, ela parece bem mais estreita, maneável e versátil para uso urbano diário que as custom japonesas de menor cilindrada, tais como a Honda Shadow 750 e a Yamaha Midnight Star 950, ambas mais lentas, largas e difíceis de manobrar nas ruas que a Sportster 1200C. As Sportster têm o motor Evolution (conhecido popularmente nos Estados Unidos como Blockhead) em duas versões: esta, de 1 202 cc, e a menorzinha, de 883 cc. A diferença entre eles é de 12,7 mm no curso do pistão, pois o diâmetro do cilindro é igualzinho. Esse pouco mais de 1 cm também aqui faz toda a diferença: o torque passa de 6,7 "quilos" a 4500 rotações no 883 para 8,9 mkgf a 3500 rpm no 1200. Assim falando não parece, mas a diferença de sensação é clara. O aumento de 2,2 "quilos" é importante (é mais que o torque máximo de uma Yamaha YS250 Fazer, por exemplo), porém mais significativo que ele é o regime de rotações em que o motor atinge sua maxima força de torção: 1 000 rpm antes. A 3 500 giros o torque é mais presente e muito mais útil que a 4 500, ainda mais em um motor com as características de uso deste V-twin a 45 graus. Ele é assentado sobre coxins de borracha para a redução das vibrações inerentes aos grandes bicilíndricos em V - elas não chegam a incomodar, embora façam parte do pacote. A moto pesa tanto quanto as irmãs 883 e tem, por isso, desempenho mais vibrante que elas. Acelera de 0 a 100 km/h em 7,8 segundos e de 40 a 70 km/h em 3,5 segundos. Com cilindros e cabeçotes de alumínio (eram de ferro nos primeiros motores dessa geração), refrigeração a ar e injeção eletrônica sequencial, o motor percorre em média 20 km com 1 litro de gasolina - com certa moderação no punho direito. Sua linhagem deriva dos Shovelhead e Ironhead dos anos 60 e 70. É bonito, com os cilindros encorpados pelas aletas polidas em contraste com o preto do fundo das peças. As tampas de válvulas e as capas das varetas do comando de válvulas são cromadas. A preocupação da Harley-Davidson com o visual de seus componentes mecânicos é incomparável: nenhuma outra marca cuida tanto da aparência de motor, câmbio, filtro de ar etc. Tradição da marca, o câmbio de cinco marchas tem os engates meio lentos, ruidosos e metálicos, mas as marchas não ficam teimando para entrar. O conjunto transborda robustez, parece feito para um trator de esteiras. A transmissão primária, do motor ao câmbio, é por corrente e a final, até a roda, é feita por correia de borracha reforçada por fibras compostas com kevlar, sistema mais limpo e silencioso que a corrente, além de também ser mais durável e exigir menos manutenção. Os pneus Michelin Scorcher (termo que já foi usado, em inglês, para definir um piloto agressivo) são bons de traçado e, de perfil mais alto, ajudam a suspensão a amaciar as irregularidades de nosso asfalto, "latino" demais para os padrões ianques. Com o símbolo da barra e do escudo gravado em relevo, até eles têm charme e estilo. A moto poderia ir mais rápido em curvas, mas as pedaleiras raspam logo. O limite calculado pela fábrica é de uma inclinação de 28,3 graus para a direita e 26,2 graus para a esquerda. A empunhadura do guidão é ótima, assim como a posição de pilotagem. Os pés não ficam tão adiantados como nas Harley de longo curso, o que é ótimo. Possibilita até mesmo ficar de pé ao avistar um buraco incontornável. O banco é muito gostoso e acomoda bem. No estilo conchinha, permite postura firme, pelo menos para o piloto. O garupa vai bem, sem reclamar, melhor que na maioria das motos, mas sem os regalos das grandes Harley. Boa de conversa Estranhos, os comandos nos punhos seguem a peculiar opção da marca por não se acomodar ao resto do mundo: é tudo peculiar e diferente. Claro que é possível acostumar-se e isso acontece em pouco tempo, mas quem vem de outra moto demora um pouco e faz algumas trapalhadas até acertar os botões de partida, pisca, buzina... Felizmente, o painel, de um só instrumento e várias luzes-espia, fica sobre a mesa do guidão e não sobre o tanque, como em quase todas as custom. Assim mesmo, a quantidade de informação, para um mundo conectado, é pouca. Só velocímetro, relógio e hodômetro, com duas parciais. Luzes indicam baixo nível de óleo e de combustível no tanque, problemas na injeção, facho alto do farol e sistema de alarme. Bom, por sinal, com um chaveiro de aproximação: se a peça estiver longe da moto e alguém movê-la, ela começa a gritar. A 1200 Cu

  Data do anúncio: 05/07/2016

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JEANE BOSCO

RIO DE JANEIRO - RJ
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Harley-Davidson Sportster 1200

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