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A Apple e a célula de combustível

A Apple, a maior companhia de tecnologia do mundo, está perto de fazer uma revolução – tão cara que só mesmo uma empresa do tamanho dela poderia fazê-lo.

O plano que ela enviou à Comissão de Utilidades do estado americano da Carolina do Norte embasa um pedido de licença para construir um projeto de energia por células de combustível dentro do mesmo complexo que em breve será uma ‘fazenda solar” de 20 megawatts. As células, com 5 mW de potência, se constituirão no maior projeto privado de energia do país, absolutamente silencioso e que gerará eletricidade diretamente do hidrogênio. Um passo gigantesco em direção a uma nova revolução energética.

Várias empresas já tentaram fazer alguma coisa neste sentido, mas o custo astronômico as fez abandonar seus projetos. Agora aparece a Apple, com suas dezenas de bilhões de dólares disponíveis e uma tecnologia que inicialmente deixará pouca margem de lucro – mas que poderá significar a geração e o uso de segundas tecnologias que darão muito, mas muito lucro mesmo.

A Apple tem o que importa mais do que apenas dinheiro: em seus laboratórios sobram inventores, gente inovadora e verdadeiros exércitos de pessoas inteligentes, vindas de toda parte do mundo. Recrutar peritos em energia e em química não será problema: os melhores cérebros nesses campos vão quase certamente fazer fila na entrada de seus laboratórios.

O dinheiro deixa a Apple passar por dificuldades que outras firmas não enfrentariam: detalhes em que o lucro passa longe, ou mesmo não aparece, mas que por sua vez geram um processo de geração de energia mais barato quando no mercado final.