A Guerra dos Energéticos e outras batalhas

Buenos Aires, Argentina, 29 de dezembro – Nos últimos tempos os energéticos têm sido uma enorme fonte de patrocínio para os esportes a motor.

O principal exemplo é a austríaca Red Bull, que conquistou em 2010 o Campeonato Mundial de Rally, o Campeonato Mundial de Pilotos e o de Construtores na Formula 1. Mas tudo isso começou com o pé direito vencendo logo em janeiro o Dakar com o espanhol Carlos Sainz. Quem vai desafiar a RedBull e a Volkswagen neste Dakar 2011?

Seguindo a fórmula de sucesso
São mais de 50 os energéticos existentes no mercado mundial hoje em dia, todos em busca de uma fatia importante de mercado e usando para isso a imagem eficiente das competições a motor. A Red Bull apóia desde o início a Equipe Oficial Volkswagen e junto com ela e seus Race Touareg conquistou diversas vitórias inéditas nos últimos cinco anos, e o seu sucesso aguça a ambição dos concorrentes, faz crescer a vontade de vir beber na mesma fonte e, porque não, dá asas também aos sonhos dos desafiantes. Neste Dakar 2011 vamos destacar dois deles: Monster e Speed. O primeiro, já presente no ano passado com o Hummer de Robby Gordon e agora mudando-se de armas e bagagens para a Equipe X-Raid que vai usar dois BMW X3 e um Mini All4. Adversários de qualidade já que têm entre seus pilotos os franceses Stephane Peterhansel, poli vencedor do Dakar (em motos e carros) e Guerlain Chicherit ex-campeão mundial de esqui na neve estilo livre.

Contando com a ousadia do showman Robbie Gordon
Esse tem história e a justificativa mais curiosa, que ilustra bem como se dão os combates nesse campo energético/esportivo. Começou no Dakar pelas mãos da Volkswagen e da Red Bull. Resolveu fazer o seu próprio Hummer e apareceu em 2010 patrocinado pela Monster. Neste 2011, trocou o preto “monstro” pelo laranja da Speed. O mais novo energético do mercado americano, um produto dele próprio, Robbie Gordon. Isso mesmo, do alto da sua posição de homem-show Gordon declarou: “Ninguém entende mais desse mercado de energéticos do que eu, então lancei o meu Speed e eu mesmo me patrocino”. O desafio está lançado.

E com a tranqüilidade do campo Volkswagen
Trabalhadores, focados e prudentes nas declarações, toda a Equipe Volkswagen sabe que pode contar com seus engenheiros, mecânicos, carros, co-pilotos (os profissionais da navegação) e pilotos. Basta analisar as respostas de sua estrela maior Carlos Sainz, que venceu 17 especiais e competiu quatro vezes no Dakar antes de vencê-lo em 2010: “A receita para vencer o Dakar é ir atacando e correndo riscos para ser o mais rápido. Até que um dia você acerta a dose dos riscos. Pontos fracos temos todos, eu trabalho para minimizar os meus que também não conto quais são”. Ele, ao lado de seus três companheiros, são as apostas da Red Bull para manter a hegemonia que, diga-se de passagem, também venceu em 2010 entre os caminhões (com o russo Vladimir Chagin) e entre as motos (o espanhol Marc Coma)

Mais e as outras batalhas? Quais são?
São tantas e tão diversas que merecem uma crônica própria. Ficam fáceis de imaginar quais já que temos 51 nacionalidades presentes, falando 23 línguas diferentes, em centenas de dialetos e milhares de pronúncias. Como harmonizar tudo isso? Só falando a linguagem da competição.