Foto: SSDT 1952 women team - The Vintagent

A Historia explica, Faisca na vela.

Foto: SSDT 1952 women team - The Vintagent

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Bitenca, também tenho curiosidade em saber como seria uma trail de baixa cilindrada com motor em “V”, tal como a Varadero 125. Claro que com apenas 14,7 hp (a potência da Varadero 125) eu não compraria nunca uma moto dessas, mas uma 250cc em “V” próximo aos 30 cv até que seria interessante. Há alguma moto com essas características no resto do mundo (tipo V-Strom, Varadero, etc., com motor 250 em “V”)?? Abraços. Celso Gomes(37), Guarulhos, SP.

R: Que eu saiba não existe Celso, A história do desenvolvimento das motocicletas é para quem gosta, muito elucidativa. O uso da moto em estradas mal conservadas ou fora delas se intensificou muito pelo uso militar que foi dado ao veículo antes e depois da 2a guerra. Particularmente as inglesas ( veja http://thevintagent.blogspot.com/) se desenvolveram numa configuração leve, de um ou dois cilindros, que podemos exemplificar nas Brough Superior, Royal Enfields, Matchless, BSA, Nortons da época. Essa característica indicou o uso de motores menores ainda, dois tempos, como a da foto, em momentos especiais como os passeios pelo campo. Alguns desses modelos passam a ser usados nas primeiras provas off-road como o Scottish Six Days Trail por onde esse grupo de senhoras londrinas em 1952 participou com o time da foto: O contingente de 1952 do SSDT de mulheres; da esquerda para a direita – Molly Briggs, Joan Slack, Lesley Blackburn (cuja BSA Bantam 2t aparece na foto), Barbara Briggs, e Gwen Wickham.
O desenvolvimento em competições cresceu e com as japonesas explodiu num mercado globalizado. A aplicação dessas motos especializadas criou um nicho que se definiu como on-off road. Ele implica o uso dentro e fora da estrada, priorizando a leveza, agilidade, economia, conforto em caminhos difíceis no dia a dia, somando uns percursos deliciosos, como uma prova de enduro nas horas vagas de fim de semana.
Outro nicho surgiu das grandes viagens bastante em moda hoje, inspiradas nas primeiras aventuras de motociclistas pelo norte da África, como fez o famoso militar inglês T. E. Lawrence que ficou conhecido como um grande usuário da marca Brough Superior a partir de 1922. Amigo de George Brough, dono da fábrica ajudou no desenvolvimento do modelo SS100 de motorização V2 JAP de 85.7x85mm extremamente “quadrado” para a época, e que desenvolvia 45hp. Seria ela a precursora da Vstrom ou a mais pura BMW GS1200 ou ainda a radical KTM Adventure. Assim como as pequenas dois tempos, do SSDT que derivadas das alemãs DKW, seriam as precursoras das modernas enduro ou trail. Perceba que são categorias muito diferentes, uma “Big trail” se aproveita da longa distância entre eixos, reserva de torque e potência e suspensões confortáveis para cobrir grandes distâncias. O formato que os amigos sugerem, na minha concepção, seria algo comparável a uma custom 250, que é uma segunda opção mais barata, para atender a demanda das grandes custom 1200. Um nicho de mercado secundário e portanto de menor status. Seria diferente das grandes, que contam também com raízes consistentes e bem definidas na história do motociclismo e que passam a ser redefinidas pelos Japoneses, Coreanos e Chineses. (Que os preconceituosos não me ouçam, rrss). Não acho que caberia uma opção “mais barata” também de uma Vstrom, ou big trail, pois não teria nem mesmo o apelo estético que a pequena custom consegue retransmitir da sua versão completa de maior tradição histórica. Abraços,

Foto: Lawrence das arábias - The Vintagent

Foto: Lawrence das arábias - The Vintagent

Olá Bitenca! há uns dias vc respondeu uma pergunta de um leitor sobre amplificadores de centelha… e o q vc pode nos dizer sobre aqueles CABOS q prometem aumentar a centelha da vela? vi alguns produtos desses, q vc instala no lugar do cabo original q vai pra vela, e promete aumentar a centelha. é desse produto q vc tava falando? abs! Mauricio, 27, São Paulo, SP

R: De fato Mauricio, esses cabos, aumentam a distância do vão da faísca e por isso provocam uma condição em que o CDI carrega por uma fração de tempo a mais o capacitor e assim amplifica a voltagem na hora da faísca. Arrisca danificar o CDI. Uma faísca mais poderosa só pode ser obtida por uma nova central, se utilizar a original, modificada pode ser perigoso ficar na rua. Ao contrário, a vela de Irídium promove melhores resultados sem forçar o circuito original da moto.
Abraços.