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A MotoGP 2017 inicia nesta semana. Saiba tudo sobre!

O ronco dos motores em altíssimas rotações voltará a soar em autódromos mundo afora a partir do próximo final de semana! A MotoGP 2017 realiza sua primeira etapa do calendário em Losail, no Qatar, neste domingo. Embalada por testes oficiais dominados pelo novato Maverick Viñales ante lendas da motovelocidade, como Valentino Rossi e Marc Márquez, e pela mística temporada do ano passado (que teve 9 vencedores diferentes ao longo de suas 18 provas), neste ano podemos esperar, no mínimo, um grande espetáculo proporcionado pelos deuses do asfalto.

Acabou a espera! Os motores da MotoGP voltam a roncar, iniciando a temporada por Losail, no Qatar

Acabou a espera! Os motores da MotoGP voltam a roncar, iniciando a temporada por Losail, no Qatar

Correndo no Qatar, a MotoGP inicia 2017 em velocidades vertiginosas. No ano passado, Andrea Iannone atingiu 351,2 kmh/h no traçado, estabelecendo seu novo recorde de velocidade máxima. O melhor tempo de volta já registrado pertence a Jorge Lorenzo, que a completou em 1’53.927, em 2008. Foi o mesmo Lorenzo quem venceu a corrida no ano passado, com Andrea Dovizioso em segundo e Marc Márquez em terceiro. Rossi tem quatro vitórias em Losail, mesmo número de Casey Stoner, contra três de Lorenzo, compondo ‘a corte’ do circuito. Construído em 2004, Losail tem 5,4km de extensão, com 6 curvas para a esquerda e 10 para a direita, além de 12 metros de largura. A reta mais longa do traçado possibilita velocidades realmente altas, pois possui mais de 1 quilômetro (1.068 metros) de extensão. A primeira corrida da temporada será transmitida ao vivo às 15h de domingo. Antes, correm a Moto2, às 13h20, e a Moto3, às 12h. Ao longo do sábado acontece a qualificação, enquanto os treinos livres ocorrem ao longo destas quinta e sexta-feiras.

Viñales, Lorenzo, Márquez, Rossi, Cal? E aí, em quem você aposta para esta temporada do mundial de motovelocidade?

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Equipes em busca de um troféu da MotoGP

Este ano teremos seis equipes oficiais de marcas na MotoGP, representando Honda, Yamaha, Suzuki, Ducati, Aprilia e KTM. A Repsol Honda mantém o mesmo elenco de 2016, com o atual campeão Marc Márquez (que possui três títulos na categoria principal e mais dois, na Moto2 e na 125cc) e Dani Pedrosa dividindo os boxes. Apesar de ter feito uma campanha apagada no ano passado, Pedrosa obteve bons resultados nos testes oficiais desta temporada, estando entre os cinco primeiros em Sepang, Phillip Island e Losail.

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Os holofotes da mídia estão voltados para o box da Movistar Yamaha, por dois motivos: Rossi e Viñales. Aos 38 anos de idade, Valentino Rossi tem uma carreira pra lá de invejável e possui inúmeros recordes (um dos mais legais veio em 2004, quando ele foi o primeiro piloto a encerrar uma temporada como campeão por uma equipe e vencer a seguinte defendendo outra. Na época, Rossi trocou a Honda pela Yamaha – e venceu nas duas). Em sua 22ª temporada no mundial (considerando todas as categorias), ele detém 114 vitórias, 221 pódios e 9 títulos, sendo 7 na categoria rainha. Aí vem o drama. Valentino precisa de mais um título para se igualar a Giacomo Agostini, o maior campeão da história da motovelocidade (que possui 8 troféus na categoria principal). Será que ele consegue o feito após 7 anos sem ser campeão (a última taça veio em 2009, de lá pra cá houve dois segundos lugares) e aos 38 de idade?

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Do outro lado, Viñales é só vigor, o que levou à Yamaha com apenas 22 anos. Em 2016, o espanhol fez uma temporada de destaque, incluindo com sua primeira vitória na MotoGP. Antes, em 2014, foram 4 primeiros lugares pela Moto2, somados a outros oito na Moto3, em 2012, e mais quatro na 125cc, em 2011. Somando tudo, no seu histórico há 17 vitórias, 16 segundos lugares e 11 terceiros, totalizando 44 pódios. Há, também, um mundial, conquistado em 2012, pela Moto3.

A Ducati Team traz a dupla Dovi e Lorenzo. O -assim como a marca- italiano Andrea Dovizioso é mais um piloto ‘sênior’, com mais de 30 anos. Apesar de estar caminhando para sua décima temporada na MotoGP, há carreira é tímida em números: são apenas duas vitórias na MotoGP e um mundial, conquistado pela 125cc, em 2004, conquistado na Honda, mesma equipe que defendeu de 2008 a 2011 na categoria rainha. Depois veio uma temporada pela Yamaha e quatro pela Ducati. Yamaha e Ducati também marcam a trajetória de Jorge Lorenzo, que troca a marca japonesa pela italiana em 2017. Com três títulos mundiais na MotoGP e mais dois na 250cc, o espanhol corre desde 2002 e acumula 145 pódios na carreira. Assim como Dovi, ele entrou para a categoria rainha em 2008, e desde então sempre defendeu a Yamaha. Insatisfeito, a trocou pela Ducati para esta temporada, em uma manobra muito parecida com a que Rossi realizou em 2010 (permanecendo apenas até 2011, com um sétimo e um sexto lugar ao final de cada temporada). Esperamos que Jorge tenha mais sorte com o macacão vermelho.

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A Suzuki Ecstar chega com um time inédito. Em 2017, Andrea Iannone e Alex Rins substituem Aleix Espargaro e Maverick Viñales. Iannone, conhecido também como ‘The Maniac”, iniciou sua carreira no mundial de motovelocidade em 2005, pela 125cc, em 2010 entrou para a Moto2, até que em 2013 chegou a MotoGP… mas sem nenhum título. Em 12 temporadas foram 13 vitórias e 31 pódios. Alex Rins fez grande temporada na Moto2 no ano passado, onde a concluiu no terceiro posto. Com 21 anos, ele correu na Moto3 em 2012 e 2013, e na Moto2 de 2014 a 2016. Ao todo, foram 12 vitórias, 40 pódios e, também, sem títulos mundiais.

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Seguindo o exemplo da Suzuki, a Aprilia Racing Team Gresini também recrutou um piloto da Moto2 para seu elenco oficial. O inglês Sam Lowes começou a correr em 2014, já pela categoria de 600cc. Em 2015 finalizou a temporada com o quarto lugar, e no ano passado, com o quinto. Em sua curta carreira, o piloto de 26 anos soma três vitórias e 11 pódios. Ao lado de Sam, estará Aleix Espargaró, que vem de duas temporadas na Suzuki, ambas concluídas na 11ª colocação. Desde 2009 foram sete temporadas na MotoGP, sem somar vitórias. ‘Em branco’ também fora suas passagens pelas outras categorias, 125cc, 250cc e Moto2. Correndo interruptamente no mundial de motovelocidade desde 2004, digamos que a carreira de Aleix esteja longe de ser considerada vitoriosa. Talvez, em uma nova equipe, sua sorte mude… ou não.

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Por fim, a novidade da temporada: a equipe oficial da KTM, a Red Bull KTM Factory Team, representada por dois pilotos vindos de equipes privadas Yamaha, Bradley Smith e Pol Espargaró. O espanhol da moto 44 tem mais louros no currículo: foram 15 vitórias e 44 pódios (somando Moto2 e 125cc), inclusive com um mundial, na Moto2, conquistado em 2013 – o que lhe garantiu o passaporte para a MotoGP. Na categoria rainha desde então, ainda não subiu ao pódio. Bradley já competiu em quatro temporadas na MotoGP, duas na Moto2 e cinco na 125, sendo que apenas nesta degustou o sabor da vitória – três vezes. A dupla não chegou a mostrar o entrosamento necessário com o recém-desenvolvido protótipo da MotoGP durante os testes oficiais, amargando a última colocação em algumas ocasiões – e sequer um P10 em todas as sessões. Mas ainda há um temporada inteira pela frente e, quem sabe, a KTM ajusta seu elenco e equipamento e acaba repetindo sua carreira vitoriosa no off road em plena motovelocidade.

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A formação de cada equipe

Ducati Team
Jorge Lorenzo (ex-Yamaha)
Andrea Dovizioso

Movistar Yamaha
Valentino Rossi
Maverick Vinãles (ex-Suzuki)

Repsol Honda
Marc Márquez
Dani Pedrosa

Suzuki Ecstar
Andrea Iannone (ex-Ducati)
Alex Rins (ex-Moto2)

KTM
Bradley Smith
Pol Espargaró

Aprilia Gresini
Sam Lowes (ex-Moto2)
Aleix Espargaró (ex-Suzuki)

EG 0,0 Marc VDS
Jack Miller
Tito Rabat

LCR Honda
Cal Crutchlow

Monster Yamaha Tech 3
Johann Zarco
Jonas Folger

OCTO Pramac Racing
Danilo Petrucci
Scott Redding

Pull&Bear Aspar Team
Karel Abraham
Alvaro Bautista

Reale Avantia Racing
Hector Barbera
Loris Baz

Uma equipe oficial da KTM é um dos grandes baratos desta temporada. Além disso, acompanharemos a incansável busca de Valentino Rossi para empatar com Giacomo Agostini como o piloto mais vitorioso da categoria rainha. 2017 promete!

Uma equipe oficial da KTM é um dos grandes baratos desta temporada. Além disso, acompanharemos a incansável busca de Valentino Rossi para empatar com Giacomo Agostini como o piloto mais vitorioso da categoria rainha. 2017 promete!

Calendário da MotoGP 2017

  • 26 de março: GP do Qatar, Losail
  • 9 de abril: GP da Argentina, Termas de Rio Hondo
  • 23 de abril: GP of the Américas, Austin
  • 7 de maio: GP da Espanha, Jerez de La Frontera
  • 21 de maio: GP da França, Le Mans
  • 4 de junho: GP da Itália, Mugello
  • 11 de junho: GP da Catalunha, Barcelona
  • 25 de junho: GP da Holanda, Assen
  • 16 de julho: GP da Alemanha, Sachsenring
  • 6 de agosto: GP da República Checa, Brno
  • 13 de agosto: GP da Áustria, A1-Ring
  • 27 de agosto: GP da Grã-Bretanha, Silverstone
  • 10 de setembro: GP de San Marino, Misano
  • 24 de setembro: GP de Aragon
  • 15 de outubro: GP do Japão, Motegi
  • 22 de outubro: GP da Austrália, Phillip Island
  • 29 de outubro: GP da Malásia, Sepang
  • 12 de novembro: GP de Valência

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Jornalista gaúcho convicto de que um passeio de moto em um dia de sol é a cura para praticamente todos os males da vida. Fã de motoaventurismo, competições de moto, café, praia e de rock n roll.