A Yamaha voa alto

A Yamaha voa alto

A nova XTZ 250 Lander, com injeção eletrônica, freio a disco traseiro e painel digital com conta-giros

O lançamento já era comentado há meses. Restava saber como seria a moto que pretende estar um passo à frente da Honda Tornado, com seus cinco anos no mercado.. Sua primeira apresentação para todos os jornalistas especializados foi da melhor qualidade, o fabricante embarcou todos no avião com destino ao Japão para conhecer a fundo o produto e tirar o máximo de informações com os projetistas responsáveis. É realmente uma oportunidade única poder jantar ao lado de uma pessoa responsável apenas por design mecânico, que além da nova XTZ já teve sua assinatura em desenhos de quadro, suspensões e freios de motos como a MT 03 e a Buldog entre outras. Empinada

Farol

Painel com contagiros

Para conhecer a fundo a nova máquina os testes práticos foram divididos em dois dias, o primeiro foi na pista de motovelocidade de SUGO, mundialmente conhecida. A primeira impressão após sua apresentação já surpreendeu a todos, seu porte lembra as YZ de corrida, esbelta e agressiva.

As faltas que a Tornado deixou desde o começo, ela supriu! Como freio a disco traseiro, painel digital com conta-giros no estilo de barras digitais. Seu porte não parece de uma 250, no mínimo como uma 400 (comprimento de 2.125mm) e o design e grafismos caíram muito bem.

Nas primeiras voltas sentimos um motor suave como o da Fazer (21 cv a 7.500 rpm), mas é lógico é o mesmo propulsor, porém a relação é diferente mostrando mais força, mesmo que tenha exatamente o mesmo torque com 2,10 kgfm a 6.500 rpm, é uma delícia, subindo de giros bem lisa, desde baixa.

As suspensões são firmes (dianteira com 240 mm e traseira com 220 mm de curso) deixando a moto na “mão” para deitar nas curvas, deitamos tanto que só paramos quando o pneu limita dando umas escorregadas. O pneu visa o uso meio que misto, porém não é tão eficiente no asfalto como um street e muito menos para um uso off como os de cravo, na frente tem medida 80/90-21 e na traseira 120/80-18 ambos Metzeler Enduro 3 (mesmos da Tornado).

Nessas curvas deu para sentir que o quadro é bem rígido não torcendo nas curvas. Os freios são competentes e uma coisa é verdade, o disco traseiro muda muito o visual, só assim vemos o quanto o sistema a tambor está ultrapassado, tanto em design como em eficiência. Na frente um disco de 245 mm e pinça de dois pistões, e na traseira um de 203 mm e pinça de um pistão.

O segundo dia de testes fomos novamente a SUGO, só que agora na pista de motocross, circuito que faz parte do calendário mundial, onde este ano Stefan Evarts piloto da Yamaha ganhou mais uma vez, aliás não só a prova como mais um título em sua carreira.

Mesmos os instrutores limitando a pista, o traçado era um pouco pesado, com “terrona” fofa o que atrapalhava bastante a dirigibilidade da XTZ pela falta de pneu de cravo. Mas foi uma diversão só! Com muitos e muitos tombos e tiração de sarros. A motinho se saiu muito bem, ágil nas curvas (com apenas 130 kg), motor muito satisfatório, mas dava até dó quando saltávamos alto, ela é uma trail e não uma cross, porém agüentou o dia todo de malhação.

Esse foi o primeiro contato com o modelo, onde já cativou todos os jornalistas, nas próximas meses já aqui no Brasil iramos dissecar a motoca em um teste completo. Mas que ela vem pra ficar vem sim, cabe a Honda correr atrás e investir bastante na Tornado.

Escape silencioso

Pedal de freio Freio dianteiro Freio traseiro Salto

Salto Curva Leandro Mello Curva no asfalto

Ficha Técnica

ESPECIFICACÕES TÉCNICAS YAMAHA

MODELO: XTZ 250 Lander 2007

Comprimento total

2.125 mm

Largura total

830 mm

Altura total

1.180 mm

Altura do assento

875 mm

Distância entreeixos

1.390 mm

Altura mínima do solo

245 mm

Peso seco

130 kg

Peso (ordem de macha)

141 kg

Raio de giro mínimo

2000 mm

Motor

4 tempos, SOHC, refrigerado a ar com radiador óleo, 2 válvulas

Quantidade de cilindros

1 cilindro

Cilindrada real

249,0 cc

Cilindrada usual

250 cc

Diâmetro x curso

74.0 x 58,0 mm

Taxa de compressão

9.80 : 1

Potência máxima

21 cv a 7.500 RPM

Torque máximo

2,10 kgf.m a 6.500 RPM Sistema de partida Elétrica Sistema de lubrificação Cárter úmido, com radiador de óleo Capacidade do óleo de motor 1,45 litros (contando filtro de óleo) Capacidade do tanque de combustível 11 litros Injeção eletrônica AISAN Sistema de ignição TCI Vela DR8EA Bateria GS Yuasa, 12V 6 Ah, selada Transmissão primaria engrenagens Transmissão secundária Corrente Relação de redução primária 74/24 (3,083) Relação de redução secundária 46/15 (3,066) Embreagem multidisco banhado a óleo Câmbio 5 velocidades, engrenamento constante Relação da marcha 1 36 / 14 (2,571) Relação da marcha 2 32 / 19 (1,684) Relação da marcha 3 28 / 22 (1,273) Relação da marcha 4 26 / 25 (1.040) Relação da marcha 5 23 / 27 (0,852) Quadro Semi Berço duplo em aço

Ângulo de cáster

26,50°

Trail

103 mm

Pneu dianteiro

80/90-21M/C 48S – METZELER/ENDURO 3

Pneu traseiro

120/80-18M/C 62S – METZELER/ENDURO 3

Freio dianteiro

disco de 245 mm de diâmetro

Freio traseiro

disco de 203 mm de diâmetro

Suspensão dianteira

garfo telescópico

Suspensão traseira Monoamortecida com link

Curso da suspensão dianteira

240 mm

Curso da suspensão traseira

220 mm

Lâmpada do farol

12V 35/35 W (halógena)

Lâmpada da lanterna traseira

12 V 5/21 W

Lâmpada do pisca

12V 10W x 4

Painel de instrumentos

Cristal liquido multifuncional – hodômetro total e dois parciais (trip1 e trip2), mais hodômetro do combustível (f-trip), marcador do nível de combustível digital e relógio. Luzes espias. Velocímetro e contagiros digital.

Cores

Vermelha, azul e preta