Abraciclo Participa do I Fórum Segurança e Saúde

A Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – participa no dia 1º de julho do I Fórum Segurança e Saúde, realizado pelo Hospital das Clínicas, na capital paulista. O coordenador de segurança viária da entidade, Wilson Yasuda, integra o painel “Propostas: Segurança no Trabalho e no Transporte”, mediado por Dr. Marcelo Rosa Rezende e Dr. Júlia Greve, do departamento de IOT do Hospital das Clínicas, que conta também com participação de Gilberto Almeida, presidente do Sindimoto; Capitão Julyver Modesto Araujo, Policial Militar de São Paulo; Luiz Néspoli, gerente de educação no trânsito da CET; e Roberto Manzini, piloto e instrutor de direção defensiva.

Paz no Trânsito, um Apelo da Sociedade nas Grandes Cidades

“Pelo fato de estarem cada vez mais presentes nas vias das grandes e pequenas cidades, discussões sobre a prevenção e conscientização do condutor das motocicletas se fazem necessárias e oportunas. Este fórum é uma excelente oportunidade de trazer assuntos essenciais ao conhecimento do grande público”, explica o diretor executivo da entidade, Moacyr Alberto Paes.

A preocupação com a segurança dos motociclistas tem sido o principal foco de eventos e atuações da ABRACICLO, bem como de suas associadas. Atualmente, os fabricantes, além de investirem no aperfeiçoamento do produto, com desenvolvimento de tecnologias voltadas para segurança, investem em pilotagem segura e conscientização, contribuindo com cursos e atividades visando a capacitação do motociclista.

“A formação do condutor é deficiente. Com o conhecimento técnico correto, muitas das ocorrências poderiam ser evitadas”, afirma Paes.

Segundo estudo realizado pela ONG Alerta, 95% dos acidentes com motocicletas são resultados de fatores humanos, como desatenção ou imprudência. Além disso, fatores viário-ambientais influenciariam 28% dos casos – aproximadamente uma em cada três ocorrências. Situações relacionadas ao produto, ou seja, ligadas a motocicleta em si, representam apenas 8% dos casos.

O estudo mostra ainda que os motociclistas encontram diversas armadilhas diariamente nas ruas, como postes construídos muito próximos das vias; árvores plantadas nas ilhas entre avenidas; desnível de faixas; tintas sem aderência correta; pavimento irregular ou com muitos buracos; entre outras.

“A motocicleta é um veículo que depende muito mais das condições de uso do que os automóveis, uma vez que o motorista está protegido por uma espécie de ‘armadura’, o que não acontece na motocicleta. Por isso uma condução segura é essencial”, lembra o presidente da associação, Roberto Akiyama.