Foto: André acelerando no curso

Acidente Anhanguera: Corporativismo X Verdade e Elogios

Foto: André acelerando no curso

Foto: André acelerando no curso

André Garcia:comentários somente podem ser feitos atrelados a documentos e provas. Advogar contra as motos esportivas e advogar contra o motociclismo. Não sei se a Polícia já apontou qualquer a causa do acidente com o veículo Polo do BV Se foi distração, velocidade, bebida, etc. Uma coisa é certa. Ninguém ainda sabe de nada. Dizer que um conta-giros parou a 10 mil giros e que a velocidade era a correspondente é prematuro.

Máquinas são máquinas. Onde estavam os triângulos de sinalização da rodovia? Você viu André? Você pode dizer que se uma R1 estivesse a 230km/h o seu piloto estaria vivo a esta hora? A R1 é a moto mais inteira do acidente, segundo ví nas fotos. Acusar os jovens que se encontravam pilotando as motos é totalmente precário e inseguro e ignorante sujar uma categoria que gosta delas. Porque não se chama de irresponsáveis os caminhoneiros quando matam uma família inteira num trevo? Talvez fosse melhor advogar pela paz e pela cautela nas rodoviase não acusar os motociclistas. Vamos fazer uma campanha e solicitar da fábricas que não fabriquem bólidos como R1, GSX 1000, CBR 1000, Ferraris, Lamborguinis, BMW M3, M5, M6 e todas as cavalarias. Você sabe André que até um Corcelzinho 74 passa dos 80 ou 110km/h. Então, vamos devagar com isso, com acusações sem provas, sem elementos de convicção, abraçando princípios mínimos de proteção às pessoas. Antonio Carlos Garcia -Três Lagos-MS

R: Antonio, acho que você esquece um detalhe. Sou motociclista! Mas não sou corporativista a ponto de fazer vistas grossas a verdade. Se você acha que 10.000 RPM numa R1 não quer dizer algo, sinto lhe informar, mas lhe falta conhecimento, você sabe quantos metros freia uma R1 a 90Km/h (limite da rodovia)? Precisa de 15 metros no máximo. Um dos motociclistas, foi lançado a mais de 30 metros de distância. Não acusei os motociclistas de nada, pois os fatos falam por si só. E por favor, as fabricantes devem continuar fabricando os bólidos, quem tem que mudar é o ser humano que deve ter bom senso e obedecer as leis de trânsito. Se num trecho de rodovia está como limite 90Km/h é porque há um estudo nesse sentido, não foi decidido no palitinho. A propósito sobre paz no trânsito recomendo o que escrevi, cujo link está abaixo.

Acidente na Anhanguera: Quem mora na região próxima a São Paulo e trafega pelo sistema Anhanguera/Bandeirantes sabe que estas rodovias são utilizadas por alguns “motociclistas” de forma totalmente irresponsável, principalmente nos finais de semana, é só procurar no Youtube que há vários vídeos para confirmar o que estou relatando. Ora, se nós motociclistas queremos respeito precisamos primeiro respeitar o direito alheio e a lei, e de forma alguma defender aquele que colocou a vida de outros em risco, seja lá com qual veículo for. Agiram de forma irresponsável, tem culpa e devem pagar pelo que fizeram. Não é por que piloto uma motocicleta que vou compactuar com uma idiotice destas. Augusto. Indaiatuba – SP

Caro André. Referente ao acidente na Anhanguera e aos possíveis responsáveis, concordo contigo em gênero, número e grau, haja vista a circunstância que o mesmo aconteceu. Se as motos estivessem obedecendo a velocidade máxima permitida, de 90 km/h, tal fato, provavelmente, não aconteceria, pois os motociclistas teriam tempo suficiente para frear ou desviar dos policiais. Tanto esses motociclistas que andam com suas R1, Hayabusas, etc., a mais de 150 km/h numa estrada, como muitos motoboys que fazem o diabo dentro de uma cidade, são os grandes desvirtuadores da nossa categoria. É por isso que pagamos, entre outras coisas, um DPVAT exorbitante. Um abraço. Gilberto. Osório – RS

Parabéns ao André Garcia!!! Estamos tao mal acostumados a ver o corporativismo imperar, que até nos assustamos quando alguém age da forma que ele agiu; não é por ser um motociclista como nós que o sujeito deve ser perdoado pela estupidez que fez, nós devemos ser os primeiros a recriminar, até porque somos os primeiros a sofrermos as conseqüências desses atos criminosos. É o IPV que aumenta, o seguro pelo aumento do risco, a sociedade que discrimina e a família com medo que nos aconteça algo faz pressão pra que abandonemos essa “maquina perigosa”, quando na verdade perigoso é o ser humano, em especial os ignorantes como estes da Anhangüera. Me solidarizo com as famílias dos envolvidos, sobretudo dos policiais, mas não posso deixar de expressar minha revolta contra esses pseudo motociclistas; não foram enganados, sabiam o que estavam fazendo, assumiram o risco de causar danos ao demais usuários da via, devem ser punidos com rigor. André, mais uma vez parabéns pela coragem de firmar posição de por o dedo na ferida!.Milton Ferrari – Cachoeiro de Itapemirim- ES

Prezado André, como médico intensivista e com experiência em resgate afirmo que há um equívoco na sua colocação a respeito do atendimento de acidentes quando disse: “…Quando ocorre um acidente, o socorrista primeiro avalia as condições da vítima ou das vítimas e depois faz a sinalização.” O procedimento para qualquer atendimento de acidente, seja onde for, é primeiramente garantir a segurança do socorrista, mesmo que em detrimento da vítima; caso contrário, corre-se o risco de uma situação com uma vítima e um (ou mais socorristas) transformar-se em uma situação só de vítimas, sem socorrista algum. Espero ter ajudado.

Parabéns pelas orientações tanto jurídicas quanto de segurança que fazem do Motonline um local obrigatório para qualquer motociclista consciente. Vinícius – Bebedouro – SP

André, boa tarde. Por ser apaixonado por todo tipo de motocicleta, por ser motociclista há mais de 30 anos, não posso deixar de concorcar com você em genero, numero e grau. No Domingo, dia seguinte ao acidente, fui passear com um amigo, residente em Indaiatuba, e fomos para os lados de Amparo, Morungaba, Pedreira. Nossas motos BigTrails eram “moscas brancas”, centenas ou milhares de esportivas inundavam as rodovias da região. Pouco antes de Amparo nos deparamos com várias pessoas ao longo da rodovia, carros e motos paradas no acostamento, vendedores de cerveja e espetinhos. Por que? Para que esse pessoal estava ali? Nesse momento passaram por nós quatro ou cinco motocicletas em altissima velocidade, fazendo curvas com tecnicas de competição, joelho raspando, derrapagem controlada a no minimo 170 Km/h. Ai a “ficha caiu”, estavam todos assitindo a RACHAS! Insano!Adrenalina? Emoção? Coragem?NÃO!!! Uma grande irresponsabilidade, colocando em risco a vida de pessoas que nem imaginam que motocilcetas assim possam chegar a 300 Km/h. A nossa frente uma familia em uma Belina, com três crianças empoleiradas nas janelas e mais cinco adultos, a míseros 60 Km/h. Há eventos no autodromo de Interlagos, como no final de semana passado, para esses “pilotos” descarregarem sua adrenalina e viver suas emoções. Mas Interlagos separa os homens das criaças e precisa ter coragem para acelerar. Quantos irão? Um grande abraço a todos. Ricardo Baraldi. São Paulo – SP

R: Agradeço os elogios e estejam certos que os recebo, fortalecido pelo aumento da responsabilidade a continuar falando sobre o que amamos.

Vinícius você tem razão e talvez não soube me expressar, pois dei o tratamento de socorrista ao primeiro cidadão que chega para socorrer a vítima. Nesse caso primeiro se checa a vítima. Quando o resgate chega ao local, aí sim, o trabalho a ser desempenhado como o seu, tem que estar com total segurança, com a via já devidamente sinalizada.

Abraço a todos e não esqueçam: pilote equipado e defensivamente, pois não há razão quando se ganha uma lesão.