Anfavea diz que é impossível congelar preços

Apesar de todo o esfor‡o do governo para garantir o repasse da redu‡Æo do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aos consumidores, a ind£stria j  d  sinais contr rios.

O presidente da Associa‡Æo Nacional dos Fabricantes de Ve¡culos Automotores (Anfavea), Ricardo Carvalho, disse nesta ter‡a-feira que nÆo h  como garantir a manuten‡Æo dos pre‡os dos ve¡culos, se houver aumentos de custos para a ind£stria.

O governo firmou um acordo com o setor automotivo de reduzir o IPI em trˆs pontos percentuais, desde que as empresas mantenham empregos e repassem a redu‡Æo do tributo para os pre‡os. O acordo ter  a dura‡Æo de quatro meses e est  previsto para acabar no dia 30 de novembro.

–  imposs¡vel congelar os pre‡os. Se houver diss¡dio trabalhista em outubro e o a‡o continuar subindo, teremos que revisar os pre‡os – disse Ricardo Carvalho.

Carvalho tamb‚m criticou os pronunciamentos recentes de autoridades do governo sobre um eventual acordo de redu‡Æo do IPI para o setor automotivo. Segundo ele, as declara‡äes levaram os consumidores a comprar menos ainda e a esperar um poss¡vel pacote para o setor. Ele negou que estivesse criticando o ministro do Desenvolvimento, Ind£stria e Com‚rcio Exterior, Luiz Fernando Furlan, que teria sido o primeiro a comentar, em Lisboa, a possibilidade de redu‡Æo do IPI.

– NÆo foi uma cr¡tica ao ministro Furlan, mas a todos os pronunciamentos que levantaram a possibilidade de um pacote. Qualquer consumidor normal esperaria que sa¡sse o pacote e isso paralisou as vendas. Eu esperaria… – disse Carvalho.

O presidente da Anfavea disse ainda que a ind£stria s¢ poder  fazer novos investimentos com a retomada das vendas. Segundo ele, 70% das vendas do setor hoje sÆo feitas com financiamentos e dependem de juros baixos.

– Se houver redu‡Æo dos juros, a roda come‡a a girar – disse Carvalho.
Segundo ele, se os investimentos forem retomados isso ocorrer  nas  reas de tecnologia e novos produtos, porque a ociosidade da ind£stria hoje ‚ de 45%.

– Ningu‚m vai investir em novas f bricas no Brasil. No Brasil tem 51 f bricas e isso ‚ uma loucura – destacou.

Carvalho acrescentou que a capacidade instalada da ind£stria brasileira atualmente ‚ de 3,2 milhäes produzidos por ano, mas a expectativa ‚ que para 2003 as vendas no mercado interno nÆo passem de 1,3 milhÆo de ve¡culos.

Ele nÆo informou a quantidade de autom¢veis que o Brasil exporta, mas destacou que existe uma previsÆo de que as exporta‡äes aumentem 20% este ano. Em 2002, segundo ele, o setor exportou US$ 4 bilhäes.