Com a crise no setor motociclístico o governo foi obrigado a lançar medidas que facilitam os crédito para compra de motos pequenas

Banco Central autoriza bancos a liberar crédito para motos

O Banco Central do Brasil (BC) aprovou circular que reduz a alíquota do compulsório sobre depósitos à vista e a prazo, simplifica as regras e promove outras alterações. Em regra geral, o fator flexibiliza as operações de financiamentos incluindo, pela primeira vez, os de motocicletas.

Com a crise no setor motociclístico e as ameaças de demissões, o governo foi obrigado a lançar medidas que facilitam os crédito para motos pequenas

Com a crise no setor motociclístico e as ameaças de demissões, o governo foi obrigado a lançar medidas que facilitam os crédito para motos pequenas

A mudança terá impacto direto na venda dos veículos de duas rodas o que, por sua vez, impacta também a produção do setor, que é concentrado no Pólo Industrial de Manaus.

“Estávamos defendendo que isso fosse adotado. O Mdic fundamentou tecnicamente e o Banco Central reconheceu a validade do nosso pleito. É o primeiro passo para a solução do problema e outros serão dados na próxima semana para que possamos finalizar essa questão do Polo de Duas Rodas”, disse o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira.

Para o senador Eduardo Braga (PMDB), líder do governo no Senado, a mudança tem importância crucial para o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus e vem em momento crucial para o modelo. “A presidente Dilma está atendendo às demandas da Zona Franca. Ela reduziu o IPI, equiparou as alíquotas e agora resolveu o problema dos financiamentos, que vinha estrangulando a venda e a produção. Essa medida tem um impacto muito importante para o Polo Industrial de Manaus. Uma ação de fortalecimento da indústria no Amazonas e dos empregos da Zona Franca”, declarou o senador.

Economia

A circular traz um grupo de várias mudanças, principalmente nos depósitos compulsórios. Esse conjunto de medidas deve liberar, nos próximos meses, em torno de R$30 bilhões do estoque atual de R$ 380 bilhões de depósitos compulsórios, o que contribuirá para alongar o perfil de captação do sistema e melhorar a distribuição da liquidez no mercado interbancário.

Essa decisão simplifica a estrutura de recolhimentos compulsórios, com a eliminação do adicional sobre depósitos à vista, reduz os custos da intermediação financeira e fornece melhores condições para o setor operar de maneira mais eficiente, em linha com as mudanças estruturais por que passa a economia brasileira.