Barros termina o GP da Holanda sem visibilidade

Sob a forte chuva que caiu no circuito de Assen, Alexandre Barros-Gauloises/Yamaha- ficou em oitavo lugar no Grande Prˆmio da Holanda de MotoGP, s‚tima etapa da temporada, vencida pelo espanhol Sete Gibernau, com uma Honda.

A largada da corrida foi retardada em trinta minutos, depois que os pilotos entraram na pista e notaram que seria imposs¡vel utilizar os pneus slicks ou slicks riscados. Nova volta aos boxes e muita confusÆo em todo o pit lane, devido a grande dificuldade na escolha dos pneus. No £ltimo treino feito antes da largada, realizado cerca de trˆs horas antes da corrida, a pista estava totalmente seca. E a presen‡a da  gua sobre o asfalto j  nÆo tem o mesmo poder de sele‡Æo que tinha no passado, quando se competia com as “ariscas” e sens¡veis motos com motores a dois tempos. Com as novas motos de quase mil cilindradas e motores quatro tempos os pilotos tem muito mais facilidade na pilotagem e controle das motos sob esse tipo de situa‡Æo.

O pole position Loris Capirossi, nÆo conseguiu largar bem caindo para a d‚cima segunda posi‡Æo no fechamento da primeira volta. Alex, foi melhor e conseguiu manter a sexta posi‡Æo da largada, mantendo uma disputa pela quinta classifica‡Æo com o seu companheiro de equipe, o francˆs Olivier Jacque. Enquanto isso disparavam na ponta Sete Gibernau (Honda), Max Biaggi (Honda), Valentino Rossi (Honda) e Troy Bayliss (Ducati).

Com performances impressionantes, aos poucos Gibernau e Biaggi foram abrindo distƒncia dos demais advers rios. Na quarta volta Bayliss surpreende Rossi, fazendo uma ultrapassagem pelo lado de fora de uma curva, assumindo a terceira coloca‡Æo. Mas a “estrela” do atual campeÆo do mundo volta a brilhar num erro de Bayliss, que levou o australiano para a d‚cima sexta coloca‡Æo.

Alex desde o in¡cio da prova dava sinais de que tinha algum problema: estava rodando cerca de trˆs segundos por volta mais lento que os l¡deres da corrida. E esse dif¡cil ritmo de corrida faz com que os pilotos que vinham atr s come‡assem a se aproximar com grande facilidade. Apesar dessas dificuldades, Barros chegou a ocupar por alguns instantes a quarta coloca‡Æo, durante a sexta volta. E o problema enfrentado s¢ pode ser conhecido ao final da prova: total falta de visibilidade, nÆo deixando que o piloto enxergasse a pista quando havia alguma moto a sua frente. Permitiu a ultrapassagem de Jacque e dos dois pilotos da Aprilia, Colin Edwards e Noriyuki Haga. Mais adiante tamb‚m teve que liberar a passagem de Carlos Checa e de Loris Capirossi. Faltando duas voltas para o final, Haga se acidentou, quando j  estava se aproximando de Rossi, o terceiro colocado.

Gibernau chega em primeiro, na sua terceira vit¢ria no ano, seguido pelos italianos Biaggi e Rossi. Carlos Checa foi o piloto da Yamaha melhor classificado, com a quarta coloca‡Æo. Na seqˆncia cruzaram a chegada Jacque, Capirossi, Edwards e Alexandre Barros.