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BMW F 650 GS: prós e contras

Análise e avaliação publicada na Comunidade Motonline no Guia de Motos por Maurício.

A moto tem 800cc, dois cilindros paralelos, ao contrário do que sugere o nome do modelo. Essa é uma esquisitice da BMW. Não há no momento zero quilômetro para venda, o que é uma pena, pois continua com produção normal na Alemanha e exportada para outras partes do mundo.


Prós
Trata-se de uma poltrona macia com rodas e motor. Tive duas F 650 GS e com a primeira fui de São Paulo até Ushuaia e voltei tranquilamente. Com a segunda, só pequenas viagens. É de fato muito tranquila, não vibra e é silenciosa, tem 800cc e por isso engana fácil, sendo até perigosa, já que passa de 100 km/h fazendo parecer que se está a 50 km/h. O consumo é irrisório, por volta de 23-24 km/l com gasolina pódium – outra só uso na ausência desta.

Corrente praticamente não precisa de ajuste, só lubrifiquei a cada 1000 km, o painel é completíssimo, o que deveria inspirar todas as outras marcas, com excelente indicador de marchas de resposta imediata, o ABS sempre funcionou perfeitamente. Tem Ótimos pneus sem câmara e rodas de liga de 17 polegadas atrás e 19 polegadas na frente, perfeitas para longas viagens ao contrário do esquisito aro 21 da F 800 e seus antiquados pneus com câmara. Pequena altura do banco ao solo. A moto jamais me deu qualquer problema mecânico ou elétrico.

Contras
O maior problema deste modelo é sua irmã F 800 GS, pois com sua montagem em Manaus, que fez o fabricante tirar a F 650 GS do Brasil para que uma não canibalizasse a outra, embora continue mundo afora, hoje com o nome de F 700 GS. Para mim, cada uma tem conceitos muito diferentes, mas enfim, o consumidor brasileiro não importa muito para a BMW. Tanto é assim face a grande quantidade de reclamações dos modelos montados aqui na fábrica da Dafra*.

CONDIÇÃO DO TESTE

Tempo de Uso: Mais de um ano
Ano de Fabricação: 2010
Tipo de uso: Lazer
Terreno testado: Estrada
Quilometragem: 8.000 Km
Manutenção: Dentro do esperado
Custo de Manutenção: Normal

*NdR – Originalmente estava escrito no último parágrafo da análise “Contras” o seguinte: “aqui na fábrica da chinesa Dafra”, o que não corresponde a verdade, pois a Dafra é uma empresa brasileira. Pedimos desculpas pela falha na edição.