BMW -  Lo Rider, quebra cabeça alemão

BMW – Lo Rider, quebra cabeça alemão

BMW -  Lo Rider, quebra cabeça alemão

No Salão de Milão a BMW apresentou a Lo Rider, uma moto-conceito minimalista que pode ser montada de acordo com o gosto do motociclista

Desde a sua criação, há exatos 85 anos, a BMW sempre esteve a frente de seu tempo. Ao longo deste período a marca alemã reafirmou seu compromisso com o pioneirismo, já que investiu na evolução tecnológica de seus produtos. A montadora criou vários conceitos e soluções que são usados até hoje como, por exemplo, motor boxer, eixo-cardã, garfo telescópico, carenagem integral, freios a disco e com sistema ABS, injeção eletrônica, catalisador, controle de tração e gerenciamento digital do motor. No Salão de Milão, a BMW ousou. Ousou tanto que arrancou aplausos de jornalistas do mundo inteiro em uma concorrida coletiva de imprensa para a apresentação da Lo Rider. Uma moto-conceito minimalista, que deixa claro que a empresa está sempre focada no futuro e no consumidor. É assim desde a R 32, a primeira motocicleta BMW a sair da linha de produção.

Neste novo projeto a BMW quis criar uma motocicleta purista, potente, com entre-eixos curto e com um design de arrepiar, além de toda a tecnologia empregada pela marca em seus modelos de linha. Para a BMW, a Lo Rider não representa apenas a continuação deste ciclo evolutivo, mas também significa um grande passo para estreitar a relação entre homem e máquina. A idéia é possibilitar ao motociclista “construir” sua própria moto. Ou seja, a BMW quer ter o cliente como projetista, que escolhe a melhor configuração para seu biótipo e estilo de pilotagem. Por isso, a Lo Rider quase não impõe limites à criatividade de seu proprietário, já que a operação é mais complexa que simplesmente instalar acessórios.

BMW -  Lo Rider, quebra cabeça alemãoMÚLTIPLAS ESCOLHAS
Na prática, é possível escolher entre escapamentos, assentos, faróis e cores. Portanto, o caráter da BMW Lo Rider pode adaptar-se às preferências pessoais do consumidor, que será capaz de montar a moto de acordo com seu gosto. Desta maneira é possível obter desde uma touring para uma condução mais tranqüila até uma agressiva “muscle-bike”. Assim, o escapamento pode ser alto ou baixo; assento individual, para duas pessoas ou single com base de alumínio; farol de formato clássico ou com design agressivo, no melhor estilo “streetfighter”; tanque com ou sem moldura de alumínio, além de várias opções de cores. É um grande quebra-cabeças sobre duas rodas. Porém o motor e o quadro mantêm-se em qualquer que seja a personalização.

Assim, a equipe dirigida por David Robb, diretor de projetos da BMW Motorrad, conseguiu que a combinação de todos estes componentes ofereça várias configurações, sempre com um excelente resultado estético. “Não importa se você escolheu o escapamento alto ou baixo, o banco esportivo ou o assento individual. A Lo Rider irradia uma imagem convincente, ainda que seu visual estético varie completamente, mas sempre de acordo com o gosto do motociclista”, explica o diretor do projeto Lo Rider, dizendo que a moto irá traduzir a personalidade e o estilo de vida de cada piloto. Assim, a Lo Rider quase não impõe limites à criatividade de seu proprietário.

CICLÍSTICA E MOTOR
Esta motocicleta combina componentes de chassi de motos esportivas, como o garfo invertido, disco duplo flutuante com pinça de seis pistões e rodas de 17 polegadas. Mas há elementos estéticos que nos remete às motos dos anos 50 ou 60, entre eles, o escapamento baixo do tipo “sidepipe”, que confere a Lo Rider uma imagem de roadster clássica ou de uma pacífica touring. Já com o escapamento mais elevado faz com que a Lo Rider lembre as lendárias motos de competição ou no melhor estilo “scrambler”.
Como uma autêntica BMW, A Lo Rider está equipada com um tradicional motor boxer, de dois cilindros opostos, com duplo comando no cabeçote (DOHC) e sistema de injeção eletrônica de combustível.
Apesar da divulgação de todos os detalhes e conceitos por trás do projeto dessa moto, a única dúvida que restou foi: a Lo-Rider vai se tornar ou não realidade?