Olhando bem, nem parece uma naked; o que menos se vê é o motor

BMW S 1000 R: das pistas para as ruas

Com um estilo que combina a performance de uma esportiva com o visual urbano e despojado, a BMW a considera uma roadster, mas ela é na verdade uma naked. Mostrada na Europa e prometida para o mercado brasileiro, a BMW S 1000 R chega com visual despojado e apelo esportivo com um motor de quatro cilindros de 999 cc e 160 hp de potência a 11.000 rpm, o mesmo que equipa a sua irmã superesportiva S 1000 RR.

Caráter esportivo para utilizar nas ruas.... com cuidado

Caráter esportivo para utilizar nas ruas…. com cuidado

Com visual assimétrico e mecânica de superesportiva, a S 1000 R traz para as ruas características das motos de pista, mas com a conveniência que exigem as motocicletas urbanas. Ela tem o desenho mais esguio, mas ainda possui muitas carenagens pequenas que escondem bastante suas “partes” mecânicas. O assento em dois níveis também é próprio dos modelos de alto desempenho e ajuda o piloto a “vestir” a motocicleta e ficar bem encaixado no cockpit para manejar e dominar todos os 160 cv do motor e empurrar com firmeza os seus 207 kg de peso.

Esguia, mas nem tanto

Esguia, mas nem tanto

A posição de pilotagem é esportiva, mas não tão radical. O piloto fica em ângulo mais ereto que nos modelos carenados, possibilitando menos fadiga para condução urbana. A altura do banco de 814 mm proporciona firmeza para o motociclista, mesmo os de menor estatura, que conseguem apoiar firmemente os dois pés no chão.

Olhando bem, nem parece uma naked; o que menos se vê é o motor

Olhando bem, nem parece uma naked; o que menos se vê é o motor

O projeto do conjunto mecânico para a S 1000 R conseguiu conciliar o uso em pista com a pilotagem diária. Para isso, o torque em baixas e médias rotações foi privilegiado através de um retrabalho de cabeçote e a geometria do comando de válvulas, além de programação diferenciada da injeção eletrônica de combustível. A transmissão de seis marchas seguiu pela mesma linha e procurou também dar eficiência no consumo de combustível, com as duas últimas engrenagens com relações mais longas para privilegiar a utilização em viagens mais longas e velocidades constantes. A relação final é por corrente.

O motor foi modificado para oferecer mais torque em rotações menores

O motor foi modificado para oferecer mais torque em rotações menores

Para adaptação em diferentes condições de pilotagem, a S 1000 R chega com quatro diferentes modos de condução – Rain, Road, Dynamic e Dynamic Pro – além dos sistemas de de controle de tração, ASC (Automatic Stability Control) e Dynamic Traction Control (DTC), que proporcionam mudanças na aceleração, curva de torque e programação dos sistemas de controle de tração e estabilidade para dar mais segurança em terrenos difíceis ou proporcionar uma pilotagem ainda mais direta e esportiva, de acordo com a escolha do piloto. O quadro é de liga de alumínio com o motor fazendo parte da estrutura.

Painel e conjunto óptico dianteiro completamente assimétricos; futurista

Painel e conjunto óptico dianteiro completamente assimétricos; futurista

Os freios também segue o padrão da superesportiva S 1000 RR, com duplo disco flutuante com pinça radial de 4 pistões na dianteira e um disco simples com pinça de 1 pistão na traseira, com ABS. A suspensão é em garfo telescópico invertido, de 46 mm, na dianteira, com configurações de compressão e retorno ajustáveis automaticamente de forma eletrônica através do sistema DDC (Dynamic Damping Control). Na traseira, o modelo utiliza balança de alumínio, com opção de ajuste do amortecimento e retorno da mesma forma que no conjunto dianteiro. Disponível nas cores vermelho, branco e azul escuro metálico, a S 1000 R está na rede de concessionárias BMW Motorrad por R$ 67.900,00.

Maior diferença no design está no guidão, que na irmã superesportiva está montado abaixo da mesa

Maior diferença no design está no guidão, que na irmã superesportiva está montado abaixo da mesa



Sidney Levy

Motociclista e jornalista, une na atividade profissional a paixão pelo mundo das motos e a larga experiência na indústria e na imprensa. É editor de conteúdo do Motonline desde 2009.