Brasil conquista a melhor classificação da história no Motocross das Nações

Brasil conquista a melhor classificação da história no Motocross das Nações

Brasil conquista a melhor classificação da história no Motocross das Nações

Balbi (Open), Leandro Silva (MX1) e Wellington Garcia (MX2), do Team Honda, garantem o 14o lugar em Donington Park, Inglaterra

Castle Donington (Inglaterra) – Dia de glória para o motociclismo nacional. Representado pelo Team Honda, o Brasil conquistou a melhor classificação da história no Motocross das Nações, neste domingo, na pista de Donington Park, em Castle Donington, Inglaterra. Além de vencer a Bateria B, que disponibilizou apenas uma vaga para a fase final, o trio de pilotos formado por Balbi (Open), Leandro Silva (MX1) e Wellington Garcia (MX2) assegurou o 14o lugar na classificação geral, superando a 16a posição do ano passado. O evento, considerado a Copa do Mundo da modalidade, recebeu a elite do motocross dividida em 35 países, com um público de 60 mil pessoas.

Wilson Yasuda, chefe de equipe da delegação nacional e gerente de competições da Honda do Brasil, ficou extremamente satisfeito com o resultado. “Tivemos um dia difícil e todos – pilotos, mecânicos e staff – trabalharam muito bem. Chegamos na fase final com o objetivo de melhorar a classificação do ano passado e atingimos um resultado melhor ainda”, comentou. “Isso tudo demonstra que o Brasil tem condições de correr com todos esses países em uma competição tão importante. Somos uma equipe poderosa e determinada. Tenho certeza de que este resultado vai abrir novos horizontes para o motociclismo nacional”, continuou.

O mineiro Balbi, que emplacou o melhor desempenho do Brasil nas finais com uma 12a colocação, parabenizou a equipe. “Fiz o meu melhor resultado individual e estou muito feliz. Parabéns a todo o time do Brasil e a Honda, que acreditou no grupo. Nós conseguimos retribuir na pista e já vamos começar a pensar no ano que vem. Agora temos que continuar ‘descendo a serra'”,disse o piloto, com bom humor.

O paranaense Leandro Silva ressaltou a superação da equipe. “Não nos classificamos ontem, mas levantamos a cabeça e viemos com toda a motivação para as baterias deste domingo. Foi um aprendizado a cada corrida, e acabou dando tudo certo.” Wellington Garcia, de Goiás, completou: “F oi muito positivo, bem melhor que o ano passado. Apesar da equipe não ter dependido de mim para classificar e eu não estar me sentindo bem nas provas, todos nós evoluímos neste intervalo de um ano”.

Brasil vence bateria – Assim como em 2007, o caminho até a fase final foi pelo caminho mais árduo. Os brasileiros não se classificaram entre os 19 nas corridas qualificatórias e tiveram de buscar a única vaga disponível na chamada Bateria B.

A repescagem, marcada por frio e chuva fina e intensa, teve os pilotos das três categorias de cada país concorrente à vaga correndo juntos. Os adversários do Brasil na Bateria B foram Irlanda, Rússia, Suécia, República Checa, Portugal, Eslovênia, Eslováquia, Venezuela, Lituânia, Noruega, Islândia e Mongólia.

Balbi e Leandro Silv a fizeram uma boa largada e iniciaram a prova em primeiro e terceiro lugares, respectivamente. Wellington Garcia, de Goiás, ficou para trás e caiu logo nas primeiras voltas. Leandro Silva chegou a assumir o terceiro lugar, mas acabou cedendo à pressão do russo Evgeny Bobryshev aos seis minutos de corrida. Balbi continuou ditando o ritmo da prova, sempre acompanhado de perto pelo irlandês Martin Barr.

A chuva deixou o terreno fofo bastante escorregadio, e os pilotos precisaram de muito controle para não deixar a roda escapar. Aos 25 minutos, Balbi perdeu a liderança para Bobryshev, que já havia ultrapassado Barr. Porém, nos minutos finais, Balbi caiu em uma funda valeta e quase viu o sonho da classificação ir por água abaixo ao voltar à prova na oitava colocação. Leandro Silva seguiu em quarto lugar, atrás de Martin Zerava, da República Checa.

Enquanto Bobryshev e Barr duelavam pela primeira posição da corrida, Balbi ia ganhando posições, mostrando bastante plasticidade nos saltos com as suas “entortadas”. O mineiro fechou a prova na quarta colocação, seguido por Leandro Silva. Os dois pilotos já eram aguardados por Wellington Garcia a poucos metros da chegada, e a comemoração foi bastante intensa na pista enquanto eram saudados pela torcida. O resultado de Wellington, a 21a posição, foi descartado.

O Brasil não teve muito tempo para festejar, já que precisou voltar à pista apenas 2h08min após o término da Bateria B para disputar as finais. Cada piloto enfrentou mais duas baterias exaustantes, as quais mesclaram duas classes, em um terreno bastante pesado. No final, a combinação de resultados garantiu o feito histórico para o Team Honda. Balbi teve o melhor desempenho individual, com um 12o e um 19o lugares. Leandro Silva ficou em 25o e em 26o, sen do que Wellington Garcia fez um 31o e um 33o – esta última colocação foi descartada.

No ano passado, em Budds Creek, circuito norte-americano, o Brasil também teve de buscar na repescagem a então inédita vaga para a final do Motocross das Nações. Com o mesmo trio de pilotos, o elenco nacional conquistou a 16a posição, sendo que os campeões foram os Estados Unidos. Com James Stewart, Ryan Villopoto e Tim Ferry, o elenco norte-americano conquistou novamente a taça em 2008.

Confira a classificação da fase final do Motocross das Nações 2008:
1 – Estados Unidos (26 pontos perdidos) – James Stewart, Ryan Villopoto e Tim Ferry
2 – França (31) – Sebastien Pourcel, Nicolas Aubin e Anthony Boissiere
3 – Bélgica (41) – Steve Ramon, Ken de Dycker e Jeremy Van Horebee k
4 – Inglaterra (42) – Tommy Searle, Billy Mackenzie e Shaun Simpson
5 – Itália (45) – David Philippaerts, Alex Salvini e Manuel Monni
6 – Austrália (55) – Michael Byrne, Chad Reed e Brett Metcalfe
7 – Espanha (58) – Jonathan Barragan, Carlos Campano e Alvaro Lozano
8 – Nova Zelândia (63) – Cody Cooper, Joshua Coppins e Scott Columb
9 – Suíça (82) – Julien Bill, Arnaud Tonus e Gregory Wicht
10 – Alemanha (96) – Maximilian Nagl, Daniel Siegl e Manuel Chittaro
11 – Finlândia (98) – Matti Seistola, Antti Pyrhonen e Harri Kullas
12 – Estônia (103) – Tanel Leok, Juss Laansoo e Gert Krestinov
13 – Canadá (107) – Colton Facciotti, Dusty Klatt e Tyler Medaglia
14 – Brasil (113) – Antônio Jorge Balbi Júnior, Leandro Silva e Wellington Garcia
15 – África do Sul (117) – Neville Bradshaw, Tyla Rattray e Kerim Fitzgerald
16 – Letônia (143) – Matiss Karro, Lauris Freibergs e Davis Livs
17 – Japão (160) – Yohei Kojima, Hiroaki Arai e Yoshiki Kitai
18 – Holanda (164) – Herjan Brakke, Ceriel Klein Kromhof e Marc de Reuver
19 – Porto Rico (100 – não completou as provas) – Zach Osborne, Tarah Gieger e Gino Aponte
20 – Dinamarca (134 – não completou as provas) – Rasmus Jorgensen, Nikolaj Larsen e Jensen Kasper

O Team Honda tem apoio da Mobil, Pirelli, Showa, ASW, Polisport, Riffel, Consórcio Nacional Honda, Oakley, Orbital, D.I.D., NGK, Master Freios, Pro Taper, Reebok e Griffe Correa.