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Brasil ficou com o 24º lugar no Motocross das Nações

Com a participação de 38 países, o Motocross das Nações 2016 aconteceu neste final de semana em Maggiora, na Itália, onde o Brasil ficou com a 24ª posição no quadro geral. Pode parecer pouco, mas trata-se de uma das principais competições de MX do mundo, e este foi o melhor desempenho verde e amarelo desde 2010. Nosso país esteve representado pelos pilotos Jean Ramos, na categoria Open; Fábio Santos, na MXGP; e Ramyller Alves, pela MX2. Para saber mais sobre o histórico dos pilotos e o formato da competição clique aqui.

De verde e amarelo, pilotos representaram o Brasil no Motocross das Nações. Resultado foi o melhor desde 2010

De verde e amarelo, pilotos representaram o Brasil no Motocross das Nações. Resultado foi o melhor desde 2010

No MXoN, como também é chamado o Motocross das Nações, o Brasil conquistou o quinto lugar na Final-B (repescagem), terminando a competição na 24ª posição geral. O título do MX das Nações ficou com a França, pelo terceiro ano consecutivo. Os pilotos brasileiros voltam hoje, terça-feira, com foco no Campeonato Brasileiro de Motocross Pró, que ainda tem duas rodadas a serem realizadas, e na final do Arena Cross Brasil 2016. Ainda na terra natal da Ducati, Jean e Fábio comentaram sua participação na competição

Motocross das Nações por Jean Ramos

“Participar do Nações é sempre produtivo. A chance é única pois enfrentamos os melhores do mundo em pistas de alto nível técnico e isso nos ajuda a desenvolver. Fico chateado por não termos chegado à final. Não consegui dar meu melhor. Tive problemas já no treino livre, quando decidi andar com câmera (de ar, ao invés de mousse) porque ano passado fui andar de mousse (no MXoN) e não me dei bem. Aí, na terceira volta do treino livre, o pneu traseiro furou. Tive que voltar para o box, trocar a roda, e só tive mais dez minutos de treino. Isso abalou minha confiança, mas fiz uma boa largada na corrida classificatória, estava no pelotão, sabia que podia fazer mais e fui tentando imprimir ritmo, mas estava desconfortável e perdido na pista. Perto do fim, ainda acertei outro piloto e caí. Então fomos para a Final-B. Larguei bem, mas fui fechado na primeira curva e fiquei atrás do Fabinho. Avançamos algumas posições, passei ele, e mais adiante sofri um pouco com os braços travando. Tentei dar meu melhor, ganhei algumas posições, mas ainda faltou um pouco. São coisas do esporte. Fica a lição. Vamos seguir trabalhando para buscar o título do campeonato brasileiro e do Arena Cross, e também do Latino-americano de Motocross que vou correr na República Dominicana”, disse Jean Ramos.

Jean Ramos lamentou alguns acontecimentos e escolhas no MXoN. Para ele, prova foi de aprendizado

Jean Ramos lamentou alguns acontecimentos e escolhas no MXoN. Para ele, prova foi de aprendizado

Motocross das Nações por Fábio Santos

“Foi uma experiência muito boa. Nosso time era bom. Jean e Ramyller estavam rápidos, mas pena que não conseguimos a classificação. No treino livre, sábado, não me senti muito bem com a pista. Estava bem pesada, lisa e com bastante cavas e buracos. Já na corrida classificatória, tive uma boa largada, mas na terceira curva me toquei com um outro piloto e perdi várias posições. Não consegui me soltar na pista e andar rápido, então terminei em 24º. Aí, na Final-B, eram quatro ou cinco países com chances de classificação. Larguei bem e consegui andar bem. Estava confiante e me divertindo na pista. Andei um bom tempo em sexto lugar, mas acabei ficando sem forças no braço e tirei um pouco a mão pra não cair. Foi uma experiência incrível. Agradeço mais uma vez ao Cacau, ao Cesinha, e a equipe Yamaha Grupo Geração por ter trabalhado desde o início do ano para realizarem nossos sonhos. E agradeço a todos que torceram por nós”, disse Fabinho Santos.

Fábio Santos correu na MXGP,  o que para ele "foi uma experiência incrível"

Fábio Santos correu na MXGP, o que para ele “foi uma experiência incrível”

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Jornalista gaúcho convicto de que um passeio de moto em um dia de sol é a cura para praticamente todos os males da vida. Fã de motoaventurismo, competições de moto, café, praia e de rock n roll.