Com uma população de 190,732 milhões de acordo com o Censo IBGE 2010, a média é de um carro para cada 2,94 brasileiros.

Brasil tem média de um carro para cada 2,94 habitantes

Com uma população de 190,732 milhões de acordo com o Censo IBGE 2010, a média é de um carro para cada 2,94 brasileiros.

Com uma população de 190,732 milhões de acordo com o Censo IBGE 2010, a média é de um carro para cada 2,94 brasileiros.

Os carros, motos, ônibus e caminhões fazem parte da vida de todas as pessoas, direta ou indiretamente.

O conforto, a praticidade e a agilidade que os automotores proporcionam são indiscutíveis, assim como a poluição que produzem. No Brasil o número total de veículos chegou aos 64,8 milhões em dezembro do ano passado, de acordo com levantamento do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Com uma população de 190,732 milhões de acordo com o Censo IBGE 2010, a média é de um carro para cada 2,94 brasileiros.

Além dos engarrafamentos, os veículos contribuem para o aumento das emissões de gases poluentes, que afetam o meio ambiente e a saúde. Estimativas do Ministério do Meio Ambiente (MMA) revelam que em 2020 as emissões terão um crescimento de 60%, sendo que do total 36% é proveniente dos caminhões, 13% de ônibus, 40% de automóveis e 3% de motocicletas. “São números assustadores, mas que infelizmente não comovem a indústria, o poder público e nem a população. As tentativas para redução da poluição não são suficientes e nem eficazes”, observa o bioquímico Paulo Edson Reis Jacob Neto.

Os dados do Denatran apontam ainda que o crescimento da frota nos últimos 10 anos foi de 119%, o que representa 35 milhões de veículos. Somente entre 2009 e 2010 mais de cinco milhões de carros passaram a circular nas ruas, um aumento de 9,19%. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília são as cidades com mais carros no país. A conta por estados indica que São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro estão no topo do ranking das regiões com maior número de automotores.

Biocatalisador contribui para a redução na emissão de gases poluentes
Paulo afirma que as consequências da poluição causada pelos combustíveis – gasolina, álcool e diesel – são devastadoras para os sistemas físicos e biológicos do planeta. “As mudanças climáticas são os sinais mais visíveis do efeito estufa, causado pela emissão de gases poluentes, mesmo que essas alterações também estejam associadas a outros fatores. “Uma equipe formada por mim e outros profissionais desenvolveu um biodigestor de combustível que reduz de forma fantástica a emissão de gases tóxicos, uma possível solução para minimizar a poluição e seus efeitos”, ressalta.

O termo biodigestor designa um equipamento que processa substâncias vegetais ou animais – matéria orgânica – ou produtos sintéticos, que dão origem aos chamados produtos biodegradáveis, em um ambiente sem a presença de oxigênio. É uma espécie de reator químico, no qual as reações tem origens biológicas. “Por meio deste processo criamos um biocatalisador, que contribui para a redução de gases tóxicos e aumenta a eficiência do motor. A melhor queima do combustível resulta ainda na economia de gasolina”, explica.

Por enquanto o biocatalisador só é indicado para veículos a gasolina e a pretensão é que o produto esteja disponível em breve no mercado. “Fizemos inúmeros testes, com procedimentos padrões, utilizando combustível de um posto considerado padrão pela Petrobrás e profissionais externos envolvidos nas medições. Os resultados comprovam que o produto reduz de maneira significativa a emissão de poluentes mesmo em automóveis mais velhos, considerados em piores condições e mais poluentes. Isto é importante já que grande parte da frota se encontra nestas condições”, enfatiza.

Poluentes emitidos pelos veículos comprometem a saúde
O bioquímico destaca que o monóxido de carbono (CO) emitido pelos veículos está reduzindo a qualidade e a expectativa de vida das pessoas. Sem contar que a câmara de combustão dos automotores utiliza pelo menos 14 litros de oxigênio para queimar apenas um litro de gasolina. “É o equivalente a um mês de oxigênio para um ser humano sobreviver. Com a diferença que nós devolvemos ao ar apenas o gás carbônico e os veículos emitem centenas de elementos tóxicos e fuligem. Esta poluição é uma das principais culpadas pelo aumento nas alergias e doenças crônicas respiratórias”, esclarece.

O monóxido de carbono compromete o funcionamento do Sistema Nervoso Central, sendo que 10% de CO na corrente sanguínea pode causar confusão mental, nervosismo e dificuldades visuais; com 20% o organismo sofre com severas confusões mentais, dores abdominais, cansaço, vertigens e desmaios; com 30% o corpo é acometido por desmaios, paralisias, distúrbios respiratórios e falhas no sistema circulatório; e com 50% pode causar coma e suspensão da atividade respiratória. “É bom lembrar que assim como a gasolina, o diesel e o álcool também são prejudiciais ao meio ambiente e a saúde. Por isso nosso próximo passo é ajustar o biocatalisador para que ele possa ser usado em veículos com qualquer tipo de combustível”, acrescenta.