Foto: Para esta edição, o carro da FEI inovará com um sistema de comunicação entre o piloto e o box

Carro da FEI ganha sistema de comunicação e sensor de pneus para disputar a Fórmula SAE

Foto: Para esta edição, o carro da FEI inovará com um sistema de comunicação entre o piloto e o box

Foto: Para esta edição, o carro da FEI inovará com um sistema de comunicação entre o piloto e o box

Estudantes da FEI buscam o tricampeonato na Competição Formula SAE BRASIL-PETROBRAS acontecerá de 6 a 8 de novembro, no Campo de Provas da Goodyear, em Americana, SP

Depois de posicionar de forma inédita o Brasil entre as 10 primeiras equipes na Fórmula SAE Michigan, competição internacional de veículos tipo Fórmula realizada em maio nos EUA, a equipe do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) vai buscar o tricampeonato nacional da Competição Formula SAE BRASIL-PETROBRAS. A competição brasileira acontecerá de 6 a 8 de novembro, no campo de Provas da Goodyear, em Americana, São Paulo, onde estão inscritas 20 equipes de vários estados. Para esta edição, o carro da FEI inovará com um sistema de comunicação entre o piloto e o box.

A inovação é uma estratégia para melhorar a comunicação durante o enduro, pois fornece informações e testa o desempenho, resistência e consumo do veículo na pista. Do box, os estudantes passam as informações para o piloto, que recebe os dados via fone de ouvido e um microfone acoplado no capacete. “Dessa forma, conseguimos passar para o piloto o ritmo que ele precisa ter durante a prova”, destaca o capitão da equipe Lucas Kira, 21 anos, aluno do 6º semestre do curso de Engenharia Mecânica.

Outra novidade no carro da FEI é um sensor que mede a temperatura dos pneus. O equipamento permite à equipe saber se as rodas precisam de mais cambagem, e ainda verificar como a suspensão trabalha os pneus.

O protótipo FEI RS4 foi projetado e desenvolvido por 13 alunos dos cursos de graduação e mestrado de Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica. O veículo possui motor aplicado à motocicleta Honda CBR 600RR, de 4 cilindros, 4 tempos, com duplo comando no cabeçote e 4 válvulas por cilindro, que desenvolve potência máxima de 79,8 hp a 11.800 rpm. Com chassi tubular em aço, o veículo tem direção do tipo pinhão e cremalheira, freios a disco nas 4 rodas, transmissão de 6 velocidades, rodas em alumínio e magnésio e suspensão (dianteira e traseira) com duplo braço triangular.

O carro utiliza gasolina como combustível, acelera de 0 a 100 km/h em cerca de 3,4 segundos e atinge 160 km/h de velocidade máxima em 6ª marcha. “O sistema de exaustão e a calibração do motor foram modificados para obter maior desempenho. Com isso houve um aumento de 9HP de potência e 0,5kgfm de torque”, afirma o estudante da FEI, que conquistou a primeira vitória na competição em 2006 e o bicampeonato em 2008.

Competição – Durante a competição, os carros passam por avaliações que vão desde a concepção técnica (projeto, relatórios de engenharia e inspeção técnica de segurança) até a viabilidade comercial (relatório de custos e apresentação do produto. Os veículos também enfrentam provas dinâmicas, como prova de aceleração lateral, manobrabilidade, e o enduro. A equipe que obtiver a melhor pontuação na soma geral das provas poderá representar o País na competição da SAE International, em Michigan, em 2010.