Carros de bambu e de bananeira vencem a maratona energética

Carros de bambu e de bananeira vencem a maratona energética

Carros de bambu e de bananeira vencem a maratona energética

Estudantes de engenharia mostram que materiais naturais podem substituir produtos que provocam polui‡Æo ambiental

Os carros “ecol¢gicos” foram os vencedores da Maratona da Eficiˆncia Energ‚tica, disputada no £ltimo fim de semana no Kart¢dromo Ayrton Senna, em SÆo Paulo. Produzido pelos alunos da Escola de Engenharia de Santa Maria, RS, um ve¡culo com chassi de bambu foi o vencedor da categoria El‚trico. Com motor acionado por bateria Heliar de motocicleta, o EESM-01, pilotado pela aluna Juliana Lissner, percorreu a distƒncia de 24,35 km. Na categoria Gasolina, a vit¢ria foi do autom¢vel com carroceria de fibra de bananeira, fabricado pelos alunos da UNICAMP (Campinas), com o piloto Andr‚ Luiz Marteli, que atingiu a marca de 367,05 km/l.

Para o organizador do evento, Alberto Andriolo, mais do que uma competi‡Æo de distƒncia ou velocidade, a Maratona da Eficiˆncia Energ‚tica representa um exerc¡cio pr tico de competˆncia e de criatividade para estudantes que brevemente participarÆo do mercado de trabalho. Eles sÆo obrigados a construir os pr¢prios carros e a utilizar os mais diferentes recursos para se adequar … limita‡Æo de verba dispon¡vel para os projetos.

Outro aspecto considerado importante ‚ o laborat¢rio em que a prova se constitui, como desafio aos estudantes a descobrir alternativas energ‚ticas ou recursos naturais que poderÆo ser aplicados no futuro em substitui‡Æo a produtos que comprometem o meio ambiente. A categoria El‚trico, lan‡ada no ano passado, dever  ser transformada em H¡brida como forma de instigar os estudantes a buscar id‚ias para substituir o combust¡vel f¢ssil.

Bambu e bananeira – Esses desafios levaram os estudantes da Escola de Engenharia de Santa Maria a utilizar o bambu, dispon¡vel no terreno da pr¢pria faculdade e, de acordo com o professor Luiz Antonio Righi, mat‚ria-prima rica e de utiliza‡Æo diversificada, mas muito pouco utilizada no Brasil. Sobre o uso da fibra de bananeira, o professor Caio Sanchez, da UNICAMP, explicou que a id‚ia surgiu para mostrar os benef¡cios desse produto natural e muito farto no Brasil. “O cultivo da banana nÆo ‚ rent vel aos agricultores. Por isso, trabalhamos para desenvolver formas de utiliza‡Æo do caule da bananeira e contribuir para que essa atividade agr¡cola possa ter retorno compensador”, explica o professor.

Resultados:
Categoria El‚trico: 1 – Universidade Federal de Santa Maria (equipe Bambu), com 24,35 km; 2 – Anhembi Morumbi (equipe Errbatronic), com 18,55 km, e 3 – UNICAMP (equipe TubarÆo), com 16,97 km.

Categoria Gasolina: 1 – Unicamp (equipe Fibra de Bananeira), com 367,05 km/l; 2 – Ulbra (equipe Camelo 3), com 270,68 km/l, e 3 – Mackenzie (equipe Bandeirada), com 260,63 km/l.

Melhores projetos: Categoria El‚trico:
1 – Ulbra (equipe Camelo 4); 2 – Universidade Federal de Santa Maria (equipe Bambu), e 3 – Anhembi Morumbi (equipe Errbatronic).

Categoria Gasolina: 1 – Ulbra (equipe Camelo 3); 2 – UNICAMP (equipe Fibra de Bananeira), e 3 – Poli-USP (equipe Poli-Mapfre).

Os resultados foram auditados pela FalcÆo Bauer, um dos mais avan‡ados e reconhecidos centros tecnol¢gicos do Pa¡s. Na categoria El‚trico, todas as baterias utilizadas pelos prot¢tipos foram equalizadas e lacradas no laborat¢rio da Heliar e sorteadas entre as equipes no in¡cio da prova.