CCM GP 450 pretende preencher a lacuna para motos de aventura que seja leve e resistente, como as motos de competição do Dacar

CCM GP 450 – Uma jóia inglesa para quem gosta de aventura

Alan Clews, fundador da CCM, era um piloto de sucesso nas competições de Scrambles e Trials no fim dos anos 60. Ele queria uma moto para motocross que fosse mais leve e moderna, como eram as BSA especiais de fábrica de 500cc. Quando o departamento de competições da BSA foi extinto ele percebeu a oportunidade e comprou todas as peças da empresa.

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CCM dos anos 70 com motorização BSA

Clews começou então a construir motos para motocross na sua garagem. Como não tinha motores especiais da fábrica ele passou a desenvolver os seus próprios, a partir dos motores originais BSA B50 de 500cc. A sua reputação cresceu assim, como construtor de motores quatro tempos para motocross, que foram capazes de competir com as motos dois tempos que dominavam o certame na época. Em meados dos anos 1970 o time de competição da CCM conquistou resultados impressionantes no campeonato mundial das 500cc com o piloto John Banks, que ficou entre os cinco primeiros lugares várias vezes.



Inicialmente com motores BSA, a empresa utilizou também os motores Rotax durante os anos de 1980 e 1990 e nessa época a produção atingiu o pico de 3.500 motos por ano. Entre 1983 e 1985 mais de 4.000 motos CCM foram exportadas para a América do Norte, com a marca Can-Am Motorcycles.

Apresentação da moto CCM GP 450

Apresentação da moto CCM GP 450

Em 1984, a empresa firmou um contrato para produzir a moto Armstrong com motorização Rotax para o exército do governo britânico e ganhou um prêmio da rainha. A MT-500, antes de ser produzida na Inglaterra, era chamada de SWM XN Tornado, na Itália. A Armstrong comprou os direitos de produzir a MT-500 em 1984 quando a SWM fechou e a Armstrong modificou-a para uso militar. A Harley-Davidson comprou os direiros de produzir  a MT-500 em 1987, quando a OTAN escolheu a moto para seu uso e criou a versão 350 cc, mais leve, partida elétrica e redução de emissões. Nascia a Harley-Davidson MT350E.

A CCM foi adquirida pela família Robson em 1998. Eles procuraram os motores das Suzuki DR-Z 400. Em 2004, a empresa cessou suas operações e seus ativos foram comprados novamente pelo dono original, Alan Clews. Em 2005 a empresa lançou duas novas motos, a R35 Supermoto e a FT35 Flat Tracker. A empresa retornou às competições no campeonato mundial, organizando um time em 2009 para a FIM Motocross World Championship onde inscreveu os pilotos Tom Church, Jason Dougan e Ray Rowson. Em 2010 a CCM trabalhou novamente com os militares, com um contrato de 1500 motocicletas. Entretanto, a CCM não se contentou apenas com as vendas aos militares e então se inscreveu no primeiro campeonato indoor inglês ACU British Indoor Motocross Championship, com Tom Church a bordo de uma CCM.



A CCM acredita que há um mercado para uma moto de entrada, de 450cc Adventure Sport com capacitação em “on” e prioritariamente “off road”. A nova GP450 mira nesses requerimentos. A CCM revelou a razão pela qual investiu pesadamente nas competições com a CCM Racing em 2007-2011. A intenção era desenvolver o chassi de alta tecnologia, o “Bond Lite” em alumínio. A produção se iniciou em novembro de 2013 na fábrica da CCM em Bolton.

CCM GP 450 pretende preencher a lacuna para motos de aventura que seja leve e resistente, como as motos de competição do Dacar

CCM GP 450 pretende preencher a lacuna para motos de aventura que seja leve e resistente, como as motos de competição do Dacar

Chassi “Bond-Lite”
Essa é a primeira moto a ter o chassi colado em alumínio. O “Bond-Lite” foi desenvolvido com o uso de software 3D CAD e em 4 anos de desenvolvimento nas pistas de MX1 com grande sucesso. São 13 componentes em alumínio forjado, usinados em máquinas CNC. Esses componentes são colados com tecnologia aeroespacial, um conceito totalmente novo na indústria de motocicletas. O “Bond Lite” oferece vantagens para a CCM como baixo peso, flexibilidade previsível e características de resistência com durabilidade melhor por reduzir também a fadiga e falhas comumente encontradas nas soldas e parafusos.

Balança traseira
A balança traseira foi desenvolvida a partir dos modelos de competição e posiciona o eixo da balança quase no mesmo centro do pinhão da corrente. Isso faz reduzir a variação da tensão da corrente e por consequência oferece mais tração, principalmente em superfícies de terra solta. Flexões laterais são controladas pelos braços duplos para oferecer um rodar previsível e suave nas estradas, mas com resistência e habilidade, para proporcionar manobrabilidade nos piores terrenos possíveis. O material é alumínio forjado 6061 – T6 de categoria aeroespacial.

Mancais dos links da balança em polímeros de baixo peso
Os mancais em polímeros oferecem uma vida muito maior do que os rolamentos convencionais. Não necessitam de manutenção e são resistentes ao sal, areia e compostos químicos. O projeto compacto e leve oferece vantagens em performance e também permite maior vão livre do solo.

Motor
Monocilindro quatro tempos arrefecido a líquido, DOHC com 450cc alimentado com injeção eletrônica digital, testado e implementado para cumprir longas distâncias.

Freios  Brembo
Número um em potência de frenagem e controle.

Componentes da suspensão Marzocchi
Desenvolvido por especialistas em off road, as suspensões proporcionam um rodar suave e controlado sobre pistas pavimentadas e ainda oferecem capacidade para um uso intenso no off-road. Proporcionam muito conforto em longas viagens de aventura. As duas rodas contam com suspensão totalmente ajustáveis.

Rodas
Aros e cubos CCM são montados com raios de maior espessura para grande resistência e durabilidade.

Galeria de fotos

O corpo da moto é construído em polietileno e há um total de três tanques. Dois tanques de combustível formam o corpo dianteiro com a carenagem multi funcional que lhe dá um aspecto único. O tanque principal fica na traseira da moto. O radiador tem proteção contra impactos e o vão livre do solo é bem alto.

A posição de pilotagem foi desenvolvida para máximo conforto e para longas jornadas sem sacrificar a habilidade de movimento e controle sobre os mais inóspitos terrenos. Conforto do piloto é o grande foco da GP450, com muita atenção no desenvolvimento do assento. A altura do banco e seu formato foi cuidadosamente considerado para permitir uma sensação de leveza na moto, assim como grande conforto. A grande área permite uma boa base para as longas jornadas pelas estradas e na parte frontal do assento, a faixa estreita permite se mover livremente ao abordar os trechos de terra. Para completar o equipamento, um bom bagageiro foi posicionado na traseira.

ficha-tecnica-CCM-GP450

Contato do fabricante



Pioneiro no Motocross e no off-road com motos no Brasil, fundou em 1985 o TCP (Trail Clube Paulista). Desbravou trilhas em torno da capital paulista enquanto testava motos para revistas especializadas.