Na chuva acontecem mudanças radicais nas condições do ambiente e no comportamento da moto; fique atento

Com chuva muda tudo: o piso, a moto, você!

Texto de Marcelo Bartholomei (azulpress@yahoo.com.br)

Muito se fala e se escreve sobre a correta pilotagem da motocicleta sob chuva. Existe até uma cartilha de regras que devem ser observadas para garantir a segurança nessas condições, mas há alguns detalhes que só são observados após anos de experiência.

Na chuva acontecem mudanças radicais nas condições do ambiente e no comportamento da moto; fique atento

Na chuva acontecem mudanças radicais nas condições do ambiente e no comportamento da moto; fique atento

A regra geral de segurança diz que o motociclista deve se conscientizar de que quando começa a chover dois pontos se modificam e exigem novas atitudes de atenção: orientação espacial e condução. Sob chuva, a situação normal de rodagem muda radicalmente. Isso ocorre em relação aos obstáculos naturais – piso, distâncias e demais veículos.

Sob chuva, as distâncias de frenagem aumentam e o motociclista deve manter distância duas vezes maior dos demais veículos e dos pontos de parada. Além disso, deve executar as manobras de frenagem com mais cautela e suavidade. Outro cuidado deve ser tomado em relação aos pedestres, que cortam pelo meio dos carros e aparecem repentinamente nos corredores do tráfego congestionado.

Segundo o motociclista e professor de trânsito Valmir Fernandes Nogueira, 48 anos, secretário geral do Centro de Estudos Avançados e Treinamento do Trânsito ( www.ceatt.com.br ), quando começa a chover os freios devem ser acionados com maior suavidade, evitando riscos de derrapagem e quedas.

“A pior fase de uma chuva é no início, quando o asfalto ainda não foi lavado pela água e a poeira e resíduos acumulados formam uma película fina e escorregadia”, ensina. Outro ponto que todos nós motociclistas já sabemos, mas que é bem destacado pelo técnico, é que quando chove, a viseira do capacete embaça e diminui a visibilidade. “Por isso, é bom usar um capacete adequado, de qualidade, que protege mais nesses momentos”, ressalta.

Nos carros que trafegam próximos à motocicleta os para brisas também ficam embaçados e os motoristas têm menor visibilidade. Por isso é melhor manter maior distancia dos demais veículos. Os pequenos detalhes, citados na abertura deste texto são mais localizados. Um dos pontos em que o motociclista deve ficar ligado é nas pistas de rodagem da direita, por onde trafegam ônibus e caminhões pesados.

Geralmente elas estão cheias de óleo derramado e já são, por si só, perigosas. Devem ser evitadas, mesmo no tempo seco. Mas sob chuva o risco de se sofrer uma derrapagem e uma queda nesses trechos de asfalto aumenta consideravelmente, pois a camada fina de óleo se mistura à água da chuva e forma uma película escorregadia.

Sob chuva também é aconselhável evitar trafegar em pisos de paralelepípedos. Eles são muito escorregadios. Outro cuidado deve ser observado ao se atravessar guias ou canaletas de água corrente, formando enxurradas que podem desequilibrar a moto. Outra dica é utilizar o freio dianteiro com muito cuidado, evitando freadas bruscas para não derrapar. Nas motos que possuem o sistema ABS, esse receio não existe.

Por fim, sob chuva é conveniente o motociclista circular completamente equipado, com capa protetora. Ela pode ser transportada no bagageiro ou em nichos da moto e garante o conforto do motociclista nessas condições.