Foto: XRE 300 - Divulgação

Comparando laranja com banana, Midnight Shadow – continuação, Big Bang, Automatizando o câmbio

Foto: XRE 300 - Divulgação

Foto: XRE 300 - Divulgação

Olá! Lendo um comparativo entre a Lander e a XRE, foi afirmado que a suspensão da moto da Honda possui um melhor acerto. Como posso identificar se a suspensão de uma moto é boa ou ruim? Já passei com minha Lander 2009, acelerando em 2ª e 3ª marcha, em estradas de terra esburacadas e com “costelas” e não senti perda de tração. A XRE passaria por essa estrada com maior segurança, com mais conforto? Jonny, 35, Florianópolis, SC.

R: Jonny, a Honda XRE foi desenvolvida tendo em vista a denominação Esporte-aventura. A Yamaha Lander, embora se enquadre nessa categoria também, traz uma afinidade maior para o off-road. As suspensões das duas motos são acertadas, cada uma para o seu tipo de proposta.
Na XRE deu-se prioridade ao conforto, tanto no acerto da suspensão como na ergonomia como um todo. Na Lander, deu-se prioridade à esportividade na terra, tanto na suspensão como no posicionamento do piloto, até em detrimento do conforto, principalmente de um eventual garupa.
Isso, na prática, quer dizer que a XRE tem um comportamento mais lento da suspensão, que pode provocar um descontrole em situações muito radicais. Mas que absorve com mais competência os pequenos obstáculos do terreno. Seu limite é facilmente alcançado quando se pilota esportivamente sobre obstáculos maiores. O curso das suspensões vão ao limite com essa abordagem e o controle diminui por causa da imprecisão da resposta das rodas, nessas circunstâncias.
Já na Lander esse limite está mais avançado no aspecto “esportividade” na terra. Sua suspensão é menos compliante (responde menos, é um pouco mais dura) aos pequenos obstáculos, permitindo um ataque mais radical ao terreno. Você vai perder em conforto e dirigibilidade nas baixas e médias velocidades, mas vai poder atacar mais os obstáculos. Dadas as devidas proporções, também não é uma moto de cross, ela dá fim de curso em saltos e buracos maiores, mas nos menores, com a moto leve ela até que vai bem. Chega mais facilmente também, ao limite dos pneus. É uma moto que aceita melhor uma preparação estritamente OFF, tanto quanto a antiga Honda Tornado.
Acelerando em 2ª e 3ª marchas, a XRE passaria com mais conforto, menos oscilações pelas costelas em subida, permitindo uma posição sentado, levemente posicionado à frente, sem problemas. Mas a Lander, pediria uma posição em pé, de ataque, para ultrapassar esse mesmo obstáculo. Porém poderia ir um pouco mais rápido, sem perder o controle da situação. Abraços,

Foto: Yamaha Virabrequim Cross Plane - Divulgação

Foto: Yamaha Virabrequim Cross Plane - Divulgação

Muito obrigado pelo esclarecimento. Sem essa explicação, uma afirmação de que a suspensão de uma moto tem melhor acerto do que outra, soa negativamente. Valeu! Abraço! Jonny

Até isso, Jonny é relativo.
Mas realmente, há melhores e piores na mesma circunstâncias.


Caro Bitenca. Continuo precisando de ajuda. Se é desaconselhável trocar as rodas da Shadow, me ensine a preparar as rodas raiadas para receber pneus sem câmara. Sem abusar da tua bondade , e da tua competência, seria possível colocar pneus mais altos? Em caso positivo quais seriam as medidas? Já considerando pneus sem câmara, depois de preparadas as rodas raiadas. A minha insistência em aumentar a distância do solo deve-se ao grande número de quebra-molas existentes na minha cidade. Grato. Flávio, 59, Rio de Janeiro, RJ.

R: Flávio, o problema de colocar pneu sem câmera nas rodas raiadas é que o ar vai vazar pelos furos dos raios. Há alguns produtos, na Europa e Estados Unidos que prometem vedar os aros de forma que seja possível essa adaptação, mas no Brasil não é usado e mesmo lá, há quem não recomende.
Se colocar pneus mais altos o seu perfil se altera e as características de dirigibilidade da moto ficam prejudicadas. As medidas de todos os
componentes da sua moto foram cuidadosamente calibradas para um resultado homogêneo do conjunto, dadas as características definidas pela equipe de engenheiros e pesquisadores em marketing.
Essas características são determinantes para um projeto homogêneo e é assim que eles definem o que será um bom produto para um mercado definido.
A Shadow, como a Midnight e tantas outras custom ou “cruisers” derivam do ideal Norte Americano de motocicleta baixa, com visual despojado, “low and
lean” que se radicalizaram nos anos 60 como Choppers. Nessas versões atuais elas têm que ser obrigatoriamente baixas, traseira dura por causa da altura reduzida e motorização de preferência, V2 refrigerada a ar, para estar bem
inserida nessa classe. Elas habitam as estradas retas e com asfalto bem lisinho e qualquer coisa diferente disso vai causar desconforto ou algum prejuízo na condução da motocicleta (raspam facilmente). Não são feitas para terrenos acidentados ou velocidades altas em curvas. Seu forte é no visual e no conforto nas estradas retas e com bom asfalto. Então, procure as características que você define como importantes para a escolha de uma moto e faça a substituição dela por inteiro. Assim você terá um produto bem desenvolvido para o uso que você quer dar a ela, sem ter que se preocupar com o projeto da motocicleta. Você jamais vai superar a equipe de técnicos envolvida no desenvolvimento de uma boa moto porque as modificações, salvo raras exceções, são difíceis de se ajustar num projeto homogêneo como o de uma boa motocicleta.
Abraços.


Minha dúvida surgiu ao ler sobre a nova R1, em que a posição das bielas é chamada de crossplane que cada biela se diferencia da outra por um angulo de 90 graus. Minha dúvida é a seguinte: como se escolhe a posição da biela no virabrequim? É um critério parecido com o do angulo dos motores em V e inclinação do motor como um todo?Abraços. Diogo, Rio Grande RS.

R: Diogo, na verdade o progresso das técnicas de produção dessas peças é que permitiu desenvolver nesse sentido. Os virabrequins só podiam der forjados em um único plano, depois que se desenvolveu uma técnica apropriada é que
passaram a experimentar em plano cruzado. A primeira moto que teve esse tipo de virabrequim foi a Honda “Big Bang” de 1992 que Mick Doohan pilotou.
O critério é a forma em que o motor “entrega” a potência ao chão.
Abraços.


Gostaria de saber se na moto suzuki intruder tem com adaptar engrenagem de marchas na mao, pois tem uma deficiencia fisica e gostaria de continua com a minha moto. Abraçao. João, 47, Ouro Fino MG.

R: João, traduzimos uma matéria da Sport Rider Magazine que descreve um produto que lhe pode servir. Trata-se de um dispositivo que passa as marchas automaticamente, com o pressionar de botões no punho esquerdo da moto. Veja no link abaixo.