As duas na rua chamam bastante atenção

Comparativo Honda Titan 150 x Yamaha Fazer 150

Guerra de Titãs ou melhor, de Fazer e Titan. A Honda está liderando essa categoria há anos e outras marcas já providenciaram seus modelos para enfrentar essa concorrência, tentando lhe fazer frente. Mas na verdade pouco afetaram as suas vendas.

Honda Titan e Yamaha Fazer 150 - Semelhanças e diferenças

Honda Titan e Yamaha Fazer 150 – Semelhanças e diferenças

Agora a Yamaha vem com um produto à altura. Tem qualidades para encarar de frente essa concorrência e vamos ver porque.

Frente a frente, as duas motos se parecem bastante, a Yamaha com linhas um pouco mais agressivas

Frente a frente, as duas motos se parecem bastante, a Yamaha com linhas um pouco mais agressivas

Partindo do estilo, elas trazem muitas semelhanças, as diferenças estão nos detalhes. O formato do tanque é um pouco mais alto na Yamaha e na Honda ele tem um volume maior na parte de baixo, encaixando nas abas laterais. Essas têm mais reentrâncias na Yamaha e os dois faróis, trapezoidais, também são semelhantes, mas na Yamaha tem pontas mais agudas, lhe dando um visual mais agressivo. A cobertura dos instrumentos da Yamaha também tem a cor da moto, dando a impressão de uma carenagem maior.

Nas frentes freios a disco em todos os modelos. Mais similaridade do que diferença, os dois são bons

Nas frentes freios a disco em todos os modelos, com pistão simples na Yamaha e duplo na Honda; em ação os dois são bons e seguros em todas as situações

O desenho menos anguloso da Honda se apresenta por toda moto, passando uma impressão de mais séria. A cor diferente nas laterais abaixo do banco valorizam o design, que na Yamaha tem marcas em alto e baixo relevo, mas numa peça em preto fosco. Detalhes na fixação da pedaleira do garupa: na Yamaha as pedaleiras do garupa são suportadas por uma estrutura tubular, anexo ao chassi. Na Titan essas pedaleiras são suportadas por peças de alumínio, numa construção mais requintada. As rodas em liga leve tem palitos vazados na Honda e sólidos na Yamaha. Nas rabetas, a Yamaha vem com uma alça mais robusta para um garupa ou fixação de bagagem.

As duas na rua se destacam e chamam bastante a atenção

As duas na rua se destacam e chamam bastante a atenção

Mas aparência não é tudo. Há que se ter atenção ao desempenho. Então, vamos ao que interessa. A proposta dessas motos é ser uma motocicleta de entrada, que tenha mais facilidade de trafegar em velocidade compatível com as rodovias do que as de cilindrada menor, que mostram essa limitação.

Ajustando a medição para a tomada na roda traseira, a perda típica explica porque a Yamaha anda mais

Ajustando a medição para a roda traseira, a perda típica entre 15% e 20% explica porque a Yamaha anda mais – Valores em cv

Qual a que anda mais? A Yamaha! Mas porque a ficha técnica mostra maior potência na Honda? – Diferenças de medição! Há um padrão que a Honda usou, que mostra a potência do motor na saída do eixo do motor. Outro padrão que a Yamaha utilizou, mede a potência na roda traseira. Para uma boa comparação, o correto seria fazer a medição das duas motos em um único sistema de medição ou em um único dinamômetro. Nós, do Motonline não tivemos tempo para isso, mas veja. Em teoria, é normal uma perda de 15% a 20% no sistema da transmissão. Então, os 14,2 ou 14,3 da Honda, para uma comparação justa, ficariam sujeitos aos ajustes, para um valor medido na roda, conforme a tabela. Nossa sensação andando nas duas motos, confirma que o valor de potência na roda, ajustado para a Honda, deve estar próximo de 11,5 cv. Alternativamente, a potência da Yamaha, se medido no eixo do virabrequim, deveria estar entre 14,03 e 14,64. (somando-se 15% e 20% aos 12,2 cv respectivamente).

As motos são tão parecidas que o consumo é praticamente igual

As motos são tão parecidas que o consumo é praticamente igual

O fator importante na comparação de desempenho não é o valor absoluto da potência. Há uma relação entre o peso total da moto, mais a sua carga, e a potência verificada em cada ponto de rotação, na curva do gráfico de potência. O peso em ordem de marcha de cada uma é de 116 kg para a Honda e 119 kg para a Yamaha. Fazendo as contas para a relação peso/potência máxima, considerando para a Honda o valor estimado de 11,5 cv na roda, temos  9,75 kg para cada cavalo do motor da Yamaha levar e 10,08 kg para o motor da Honda. Diferença pouca, mas fácil de se perceber.

Pequenas diferenças fazem da Honda CG 150 Titan mais confortável

Pequenas diferenças fazem da Honda CG 150 Titan mais confortável

Em termos da ciclística as aparências não enganam. Os traços mais angulosos e esportivos da Yamaha se apresentam também na dirigibilidade. E os números confirmam isso. A Yamaha é mais rápida na ciclística e o piloto sofre um pouco mais no conforto, notadamente por causa do banco que é mais duro.

A Yamaha Fazer 150 ficou mais rápida nas manobras, mas menos confortável. Apesar de um pouco mais baixa, a posição de conduzir é praticamente a mesma

A Yamaha Fazer 150 ficou mais rápida nas manobras, mas menos confortável. Apesar de um pouco mais baixa, a posição de conduzir é praticamente a mesma

A resposta do chassi ao suportar as demandas da suspensão comprova a boa escolha dos fabricantes das duas motos. A Honda, mais macia, absorve com maestria as irregularidades do terreno, até o limite, sem interferências de qualquer natureza. A Yamaha é mais rápida na geometria, tem inclinação do rake menor e também a medida do trail, apesar de um pouco mais longa. Demanda mais do chassi e este de estrutura tubular, também suporta bem as exigências que o motor e a suspensão lhe passa. O limite também é bastante bom para o sistema, que resulta em uma tocada mais esportiva e por esse motivo, também um pouco menos confortável.

Veja o vídeo oficial das Honda CG 150 Titan.

Veja o vídeo oficial do lançamento das Yamaha Fazer 150.

Muito parecidas as duas motos, fica difícil determinar qual a melhor. Depende de cada um, que terá além da opção da marca, pequenas diferenças em termos de conforto e esportividade. A Honda para o lado do conforto e a Yamaha para o lado da esportividade. Mas além disso vale a mínima diferença de preço ou a preferência do consumidor, mas gosto não se discute.