Cresce o número de mortes por trauma torácico relacionadas aos acidentes automobilísticos

Estima-se que, a cada ano, cerca de 200 mil pessoas morram em acidentes de carro por causa da alta velocidade em todo o mundo.

O trauma tor cico responde por 25% destes ¢bitos, fica atr s apenas dos cranianos (32%) e das extremidades (34%). Para m‚dicos e autoridades do trƒnsito, a preocupa‡Æo ‚ grande quanto o cont¡nuo crescimento do n£mero de casos, especialmente nas pontes de feriados e f‚rias.

A faixa et ria mais atingida ‚ a do adulto jovem entre 20 a 40 anos. Nos acidentes automobil¡sticos os passageiros estÆo sujeitos aos seguintes tipos de lesäes: colisÆo entre a vitima e o ve¡culo – impactos diretos (lateral, frontal, traseiro e angular) e a colisÆo entre o ¢rgÆo da v¡tima e sua estrutura corporal – lesäes por compressÆo e lesäes por desacelera‡Æo.

As lesäes por compressÆo ocorrem quando a parte do tronco (t¢rax e abdome) interrompe o deslocamento para frente e a posterior continua se movendo para adiante. As v¡sceras ficam comprimidas entre a parede toracoabdominal posterior e as estruturas anteriores, sendo o exemplo mais comum a contusÆo do cora‡Æo. O diafragma tamb‚m pode romper por este mecanismo.

As lesäes por desacelera‡Æo acontecem quando subitamente as estruturas de fixa‡Æo dos ¢rgÆos se desaceleram, por‚m, continuam em movimento. No t¢rax, isto pode ocasionar lesäes da aorta e da art‚ria subcl via. –SÆo lesäes potencialmente fatais que, se nÆo tratadas a tempo e adequadamente, provocarÆo ¢bito da v¡tima–, afirma o dr. Roberto Saad, professor titular da FCMSCSP, Diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT) e da Secretaria de Educa‡Æo Superior (do Minist‚rio da Educa‡Æo e do Desporto).

As causas mais comuns de morte na infƒncia sÆo acidentes envolvendo ve¡culos automotores. A mortalidade de crian‡as com traumatismos tor cicos nesse grupo ‚ de 15%. Os que tˆm menos de 12 anos de idade e altura inferior a 1,50m, quando transportados em autom¢veis equipados com cintos de seguran‡a, devem ser seguros por sistema de reten‡Æo homologado e adaptado ao tamanho e peso. O cinto adequado ‚ o de trˆs pontas – o que prende o ombro e a cintura.

A bebida alco¢lica ‚ respons vel por 75% dos acidentes automobil¡sticos com v¡timas fatais. No Brasil, o Art. 276 do C¢digo de Trƒnsito Brasileiro (Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997) prevˆ que –a concentra‡Æo de seis decigramas de  lcool por litro de sangue comprova que o condutor se acha impedido de dirigir ve¡culo automotor–, alerta o dr. Jos‚ Eduardo Delfini Can‡ado, Presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

O  lcool afeta a capacidade de condu‡Æo de ve¡culos, pois deprime os centros de controle do c‚rebro, levando … diminui‡Æo da capacidade de rea‡Æo, ou seja, provoca um estado de relaxamento com retardamento dos reflexos. Tamb‚m atua na redu‡Æo de inibi‡Æo e na debilita‡Æo do controle neuromuscular: o motorista nÆo consegue dividir sua aten‡Æo satisfatoriamente depois de uma pequena dose.

Em suma, a habilidade de deslocar a aten‡Æo de um acontecimento para outro, ou de fazer duas coisas de uma s¢ vez (que ‚ exigida para uma dire‡Æo segura), ‚ reduzida.

–O air bag e o cinto de seguran‡a sÆo os meios de conten‡Æo que, de fato, previnem as lesäes. Em SÆo Paulo, o uso obrigat¢rio do cinto reduziu em 10,5% o n£mero ¢bitos e em 10% o n£mero de v¡timas graves. A utiliza‡Æo do air bag juntamente com o cinto de seguran‡a reduz em m‚dia 61% a chance de lesäes graves e em 33% a chance de hospitaliza‡Æo.  imprescind¡vel o uso do cinto, estejam os passageiros nos assentos dianteiros ou traseiros–.