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Crônica da crônica vida de um meia-idade

Que todo mundo se canse de falar, prosear e quase poetizar, estar jovem em qualquer idade é muito legal, mas estar jovem quando se é de fato, é bem mais legal.
Infelizmente acontece apenas uma vez, uma curta vez, numa brevidade que vê o tempo a voar.

Estar jovem na meia-idade, ou idade inteira, pode durar quase toda a vida, pelo menos pra alguns, cuja eterna juventude está na alma, e comanda mente e coração.

Crônica dos cômicos detalhes da vida, quando se é jovem numa roda de amigos e a conversa rolando daqui pra lá com respeito as baladas, boas meninas e galera de hoje, de amanhã, do final de semana, do mês e dos próximos dez anos. E quando se é meia-idade num grupo de amigos iguais, mesmo se sentindo jovens, girando e se pegando na conversa sobre dor aqui e dor acolá, doença ali e remédio para cá e dos bons proctologistas, cardiologistas e fisioterapeutas por aí (risos).
Cômica evolução, da gandaia para o escangaia (o popular de escangalha).

Bom, rir da própria vida não deixa de ser uma forma saudável de viver e aproveitar cada segundo, em função desta plena consciência, entendimento e valorização dela. Fora todo o benefício de fazê-lo com humor.
Como dito outra vez, não existe um só dia em que vivemos na nossa vida, que não seja um a menos na soma de todos os dias dela.
Não perca tempo na vida, mas perca mais tempo ainda fazendo ela valer a pena.

Portanto, mesmo com o nosso CG (centro de gravidade) um pouco deslocado, fazendo-nos parecer grávidos, depositamos toda essa rica massa muscular (0,000005%) sobre uma Fat Boy ou similares e saímos pelo mundo, praticando a nossa flatulência (risos) e curtindo tudo, por todos os cantos e estradas destas terras curvilíneas.

Lembro bem, do início da vida corporativa na empresa, quando nela existiam vários “sinhorzinhos”, de uma sabedoria incrível, que a gente chamava de “Seu” Armando, “Seu” Tupinambá e outros “Seu”. Agora nos pegamos pelos corredores e reuniões com os mais jovens se utilizando, pra nos cumprimentar ou se pronunciarem, este popular pronome de tratamento “Seu”.
E que tratamento, somos pra eles hoje o que aqueles “sinhorzinhos” eram pra nós anos atrás. Poxa!!!

Sem problema, mas existe algo diferente no ar, pois nem os ditos meia-idade são mais os mesmos.
Parece papo de coroa querendo ser jovem, mas não é, pois naturalmente a nossa vida continua em pleno e constante movimento, principalmente quando se é motociclista ou triciclista. Não tem parada.

Algumas evidências deste fato estão no nosso dia-a-dia, quando encontramos as nossas calças jeans com um dos filhos dentro, quando ficamos “p” da vida pra saber onde eles enfiaram o nosso LP Black Sabbath do Black Sabbath e outros, quando a gente fala pra eles já crescidinhos que vamos cair na estrada e não sabemos bem quando voltamos, quando vira-e-mexe citamos em termos de cultura que eles são caretas, quando presenciamos eles ouvirem de amigos e a contragosto que seus pais são “cool”, quando é notório que temos mais amigos “descolados” e em quantidade do que eles no Facebook, …

Sob as diversas formas de observar esta nossa existência, se percebe uma dualidade que não é antagônica e conflitante, mas que não oferece condição de avaliarmos a verdadeira dimensão de ser jovem e meia-idade, mostra apenas as suas diversas combinações, e que em cada um de nós, e a seu modo, se pronuncia num estado de ser, numa mistura única.

Pessoalmente, estamos ávidos por explorar todas as combinações desta mistura, vivendo o melhor do novo e velho, da ousadia e equilíbrio, da R1 e Road King, da pista e trilha, da pressa e paisagem, do bate-volta e camping, … e a cada parada, deixar que ela continue a ser única.
Dose e viva a medida exata de sua existencial mistura.