Foto: Bitenca

Curtindo a Fazer 600, Escape anti-ecológico, Pop na terra,

Foto: Bitenca

Foto: Bitenca

Minhoca no Pneu: Olá, Bitenca! O Site está fantástico e também recomendo-o a todos os que têm moto e os que querem ter. No final de semana estava numa concessionária e vários “Motonliners” comentavam sobre o Site. O Gerente da mesma o acessa frequentemente e teceu muitos elogios. Tu já deve ter percebido que sou novato na categoria 600 e no final de
semana resolvi lavar minha moto. Não é de ver que resolvi cortar o pedacinho que estava aparecendo e aí o remendo começou a estralar, ou seja, vazar. Fui ao borracheiro e o mesmo me falou que era para deixar a “minhoca” em paz, calibrar o pneu e dar umas voltas em alta velocidade que parava de vazar. 165 km por hora num retão e o resultado: parou mesmo! Já faz 2 dias e conferi a calibragem hoje e não vazou nada (38 libras). Naquele dia o borracheiro me falou que se eu quisesse me livrar deste tipo de remendo deveria retirar a roda na concessionária (não tem descanso central) e levar para que ele fizesse um remendo vulcanizado (R% 15,00), mas que achava isso uma besteira. Deixa o remendo aí! Ele é bom e até carro importado usa. É! O jeito é esquecer a “minhoca”. rsrsrs…Lendo o manual achei um absurdo (coitadinha da Fazer 600!) recomendar que colocasse um caixote de madeira firme embaixo da moto para dar manutenção em casa. Me indique um lugar para eu comprar descanso central, por favor. Aproveite e me dê umas dicas de um bom capacete para altas velocidades (o meu faz muito barulho) e de como evitar aquela impressão de que o vento quer me arrancar a cabeça aos 150/160 na Fazer N. Abraços! Adail 39 Goiânia GO

Foto: Bitenca

Foto: Bitenca

R: Adail, Obrigado pelos comentários e olha só: Existem cavaletes muito legais, com rodinhas que suspendem a moto pela balança e que podem ser adquiridos até pela internet. Uma outra dica para levantar a moto é com um pedaço de madeira ou até mesmo um pedaço de tubo de pvc no comprimento certo. Ao colocar sob o suporte da pedaleira do garupa, ou qualquer outro lugar que dê a firmeza necessária, por exemplo por baixo da própria balança, ele levanta a moto fazendo um tripé contra o pezinho lateral e a roda dianteira, fica bastante firme para fazer manutenção na roda e até mesmo na suspensão traseira.

Alguns poucos capacetes (caros) prometem baixo ruído ao vento, mas uma dica mais barata e até mesmo mais segura é utilizar um protetor auricular pequeno por baixo do capacete. Em empresas fornecedoras de EPI (Equipamento de Proteção Individual) para indústrias e serviços você encontra facilmente esses protetores que dão muito bom resultado. É verdade que a exposição contínua ao ruído do vento numa moto em velocidade nem tão rápida como você comenta pode provocar perda auditiva irreversível e o uso do EPI é altamente recomendado, mais ainda para pilotos de competição que além do ruído do vento tem o da própria moto a somar os efeitos maléficos dos excessos de decibéis. Claro que o vento acima dos 140 Km/h vai querer lhe arrancar o capacete da cabeça. Por isso ele deve ser bem justo e sempre se deve utilizar o sistema de afivelamento da forma correta. Procure uma posição em que o vento não chacoalhe tanto a cabeça, inclinando-se um pouco para frente de forma que o vento mais forte pegue de frente, um pouco acima da viseira. Uma carenagem ou um para-brisa desses tipo bolha vai lhe proporcionar muito mais conforto nessas velocidades, mas devem ser de boa qualidade e bem instalados. Uma dica é encontrar um que fique na altura da base do capacete, (fechado, por favor) de forma que somente a viseira fique acima do nível dele. Melhora bastante.
Quanto ao remendo do pneu, você já experimentou que funciona, é verdade e de facílima aplicação. Outra dica que vale a pena como prevenção é a vacina de pneu. Uma meleca verde que fica por dentro da roda (até ajuda no balanceamento) e sempre que há um furo ela penetra pelos vãos junto com o ar que escapa e sela o vazamento automaticamente. Fantástico, funciona muito bem até na trilha quando se usa pressão baixa para ter tração e ao bater a roda nas pedras elas cortam a câmera; essa meleca veda isso automaticamente.
Pilote equipado e pilote sempre focando na sua segurança. Não adianta nada ter razão num acidente de trânsito a partir de uma cama de hospital. Aprenda a prever as situações de risco para evitá-las… Abraços.

Bitenca, Tua experiência e conhecimento sobre motos é fantástica! Estou aprendendo muito com suas dicas. Vejo que valeu à pena mergulhar no sonho de ser motociclista beirando os 40 anos, pois nunca é tarde para curtir uma moto. Ah! Sua forma de redigir é ótima. Abraços!

R: De novo obrigado amigo, nunca é tarde para ser feliz né? disponha.

Pergunta: Troquei o escapamento da minha Fazer 250 por um esportivo com a boca formato oito. Quando acelero mais forte e reduzo a moto, a mesma começa a fazer uns pipoco com se retornasse ar para o esacapamento. Isto é normal??? (Obs. O cosumo da Fazer pernanece o mesmo) Douglas 26 Serra / ES

R: Douglas, Ao reduzir os pipocos até que podem ser considerados normais. Eles ocorrem porque na desaceleração a mistura é fraca demais para que haja combustão na câmara. Mas ao sair pelo escape essa mistura não queimada se acumula até o ponto que se torna, agora sim comburente. Então é que ocorre a detonação dentro do escape e por isso ela é de forma aleatória. Esse efeito é maior em motores com turbo alimentação, pois com os bicos injetores praticamente fechados o ar empurrado pelo turbo ainda com pressão passa quase que diretamente para o escapamento, onde se acumula até se tornar comburente, misturando com os vapores não queimados. Sai um fogo que dá gosto de ver, como nas antigas fórmula 1 que usavam esse tipo de motor.
Com o escapamento original o catalisador transforma os hidrocarbonetos excedentes em compostos inofensivos ao meio ambiente e por isso não detona. Vale lembrar que esse escapamento acessório, por retirá-lo prejudica mais o meio ambiente além do que a sua presença faria com que o computador da moto tivesse certeza de que o motor estaria funcionando bem perto do ponto estoiquiométrico certificando de que há oxigênio suficiente para permitir que o catalisador de oxidação queime o restante dos hidrocarbonetos e CO.

Gostaria de tirar uma dúvida. Não tenho recursos agora para comprar uma bros, você acha que uma pop 100 aguenta bem um percurso diario de 50 km de terra (ida e volta) sem dar dor de cabeça. Obtigado Fernando 41 Alto paraiso Goias

R: Fernando, esse uso mesmo para uma moto feita para usar na terra vai demandar uma rotina de manutenção muito rígida e bem feita. Troque o filtro de ar (os dois elementos) junto com cada troca de óleo e faça-o uma vez por mês, pelo menos. Melhore a vedação do elemento untando as áreas de contato do elemento com a caixa de ar com graxa. Se pegar chuva lave bem a motinha e lubrifique bem a corrente, antes que ela seque (e enferruje). Mantenha os cabos e peças móveis bem lubrificadas e procure poupar a suspensão (carregar peso). Troque o fluido das bengalas uma vez por ano e verifique os amortecedores sempre que possível; limpe o carburador a cada 3 meses, no máximo. (sempre verifique se há passagem de partículas de poeira no corpo do carburador).
A dor de cabeça, se vier será por falta de filtragem adequada do ar na admissão, portanto tenha total atenção a esse item, sempre juntamente com a troca do óleo do motor. A relação vai sofrer bastante, mesmo com o maior cuidado. Troque sempre o conjunto corrente, coroa e pinhão de uma só vez e nunca corte a corrente quando ela chegar no fim da regulagem, troque o conjunto todo. Boa sorte.