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Dafra Horizon 250

A chegada da Dafra Horizon 250 deixa claro que a marca do Grupo Itavema almeja voos mais altos. De olho na maior estabilidade dos segmentos imediatamente acima das motos pequenas (até 150 cc) do mercado, esta custom chega para oferecer mais uma opção aos consumidores que querem sair da base. “Somos uma empresa de motos populares, mas não somos uma empresa pobre”, costuma dizer o vice-presidente da empresa, Francisco Stefanelli,

Horizon 250 amplia leque Dafra na classe imediatamente acima do segmento de entrada

Horizon 250 amplia leque Dafra na classe imediatamente acima do segmento de entrada

Essa frase aparentemente simples revela que a Dafra quer crescer com motos maiores e, evidentemente, melhores. “O mercado brasileiro não aceita qualquer moto, só por preço menor”, enfatiza Stefanelli. Nesta classe de motos a Dafra já participa com o scooter Citycom 300i, com a Street Next 250 e com a esportiva Roadwin, três modelos que sofrem menos com a limitação de acesso a crédito que assola o segmento de entrada. Mas o discurso dos executivos deixa transparecer que esse “crescimento” da linha de motos Dafra não se encerra por aí. “O Salão Duas Rodas deste ano reserva mais algumas surpresas para o mercado”, revelou Stefanelli.

No asfalto bom ela se sai bem; teste real virá com os consumidores nas ruas cheias de irregularidades

No asfalto bom ela se sai bem; teste real virá com os consumidores nas ruas cheias de irregularidades

Ao menos dois novos scooters a Dafra deverá apresentar no Salão Duas Rodas, um abaixo do Citycom 300i e outro acima dele. A informação não é admitida pelos executivos da marca, mas Stefanelli já revelou noutras ocasiões que a Dafra quer ser uma empresa conhecida pelos scooters. A julgar pelas parcerias que a Dafra mantém com a taiwanesa SYM (Citycom e Next), com a indiana TVS (Apache), com a coreana Daelim (Roadwin e Horizon) e com a chinesa Hao Jue (Riva), o leque de opções é bem amplo e o exercício de especulação pode começar já.

Stefanelli: popular sim, pobre não

Stefanelli: popular sim, pobre não

Esse movimento da Dafra para cima com a Horizon 250 ocupa um espaço interessante que a Kasinski ainda atua, mas não demonstra força para crescer. Assim, a Dafra traz um produto mais moderno e que acrescenta confiabilidade ao segmento, com boas possibilidades de relativo sucesso. A meta de vendas da Dafra é modesta: 60 motos por mês. Mas com 200 lojas espalhadas em todo o Brasil, será que a marca não consegue vender uma unidade por loja?

No rápido test-ride que MOTONLINE pode fazer em um circuito fechado, controlado e com asfalto perfeito, deu para perceber que a moto pode agradar, mas ainda é prematuro falar sobre durabilidade, resistência e economia no trânsito do dia-a-dia para quem estiver disposto a pagar os R$13.690,00.

Estilo clássico em uma 250 cilindradas

Estilo clássico em uma 250 cilindradas onde se adiciona tecnologia do arrefecimento líquido e duplo comando de válvulas no cabeçote

O projeto foi feito em parceria da Dafra com a coreana Daelim e resultou nessa motocicleta com desenho atual, onde se inclui itens de tecnologia. O painel é em estilo “caneco” à frente do guidão, o marcador de combustível está integrado ao tanque, o assento é tipo “banana” de dois níveis, paralamas compactos e lanterna traseira em LED. Vários componentes seguem a linha clássica custom. A pintura com “pin stripe” (faixa pintada entre as cores duplas do tanque), linhas arredondadas e vários detalhes cromados, agradam o olhar especialmente o escapamento duplo, embora o motor seja um monocilíndro. O segundo cano de descarga está lá para ajudar a diminuir o nível de ruído e aprovar a moto nos testes homologatórios.

Uma boa solução a Dafra encontrou para a ciclística. Tem uma longa distância entre eixos e a moto oferece uma posição de pilotagem que privilegia a ergonomia, como uma custom deve ser. A Horizon 250 proporciona uma condução agradável, com guidão em boa posição e pedaleiras dispostas de forma a acomodar as pernas de maneira mais natural possível.

Moto boa de curvas

Moto boa de curvas

A motocicleta tem boa desenvoltura para trafegar no trânsito graças ao baixo peso, mesmo com o longo entre-eixos. Essa característica facilita bastante a dirigibilidade em trechos urbanos, trajetos sinuosos ou que exijam mais agilidade na mudança de direção.

A suspensão tem boa calibração, diferente de outros modelos de motos da marca. Nesse, parece estar bem resolvido. No test-ride andamos em asfalto de primeira qualidade, mas pudemos reparar que pelo menos nessas condições, o equilíbrio da calibração entre as duas rodas e a ação do amortecimento para essas condições é bom. Uma melhor avaliação fica para o teste completo em condições reais brasileiras.

Duplo disco dianteiro e disco na traseira proporciona equilíbrio nas frenagens

Duplo disco dianteiro e disco na traseira proporciona equilíbrio nas frenagens

Para a frenagem, a Horizon esté equipada com sistema de freios a disco duplo na dianteira e a disco simples na traseira. Tem acionamento bastante progressivo, facilitando a modulação. Proporciona boa transferência de peso para dianteira, o que favorece a frenagem. Distribuição do peso de 52% na traseira e 48% na dianteira. O modelo conta ainda, com roda de liga leve aro 18” na dianteira e 15” na traseira. Os pneus são Pirelli Tubeless City Demon.

Instrumentação dividida entre o conjunto do velocímetro junto à direção e o painel sobre o tanque

Instrumentação dividida entre o conjunto do velocímetro junto à direção e o painel sobre o tanque

O motor é derivado do que equipa a Roadwin 250. Porém nele foram feitos ajustes para melhorar torque em baixas rotações. Foram alterados os comandos  de válvulas e conseguiram com um pequeno aumento do curso do pistão adicionar alguns centímetros cúbicos de cilindrada, além da mudança no circuito de arrefecimento. Como acessórios estão disponíveis um escudo frontal (pára-brisa, R$299,00), encosto para o garupa (sissy bar, R$299,00) e um apoio avançado para os pés que também serve de protetor de motor e das pernas por R$379,00. Só que na unidade disponível este apoio para pernas estava bem torto e parecia frágil como protetor de pernas ou mata-cachorro.

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