Denatran volta atrás na exigência da reciclagem

Prevaleceu o bom senso e o Denatran anunciou que nÆo ser  mais obrigat¢rio o curso de reciclagem e primeiros socorros, por‚m manteve a prova escrita para a renova‡Æo da carteira de habilita‡Æo. O presidente do Denatran Ailton Brasiliense concluiu que “o mais importante ‚ o conhecimento e nÆo o curso”. Com isso pelo 5,6 milhäes de habilitados ficarÆo livres de passar pelo cursinho. A not¡cia boa foi a cria‡Æo de um “provÆo” para os instrutores de auto/moto-escolas.

Depois do an£ncio do curso de reciclagem houve uma correria ao Detrans por parte de habilitados que queriam fugir da reciclagem. Segundo um funcion rio de um poupa-tempo de SÆo Paulo, o aumento na procura por renova‡Æo foi da ordem de 50%. Mas felizmente nada disso ser  mais preciso. O Denatran vai criar um a esp‚cie de apostila impressa e eletr“nica com as disciplinas Legisla‡Æo, Meio-Ambiente, Educa‡Æo e Primeiro Socorros. Para renovar a CNH, o habilitado ter  de responder a uma sabatina e esperar pela aprova‡Æo, ou nÆo. Em caso de reprova‡Æo, a¡ sim, vai voltar para o banco da escolinha de trƒnsito. A id‚ia ‚ criar uma esp‚cie de jogo na internet com perguntas e respostas para que os habilitados possam estudar.

A medida pareceu sensata e a ˆnfase do Denatran ser  na municipaliza‡Æo do trƒnsito. Atualmente apenas 630 munic¡pios brasileiros estÆo integrados ao Sistema Nacional de Trƒnsito. A meta ‚ chegar a 700 ou 1.000 cidades at‚ o final do ano.

As rea‡äes dos leitores j  chegaram por aqui. Segundo Marco Barbosa Zacaria, de Belo Horizonte, MG, “acredito que a educa‡Æo no trƒnsito ‚ uma coisa que se ensina em longo prazo e medidas como essas do Denatran, s¢ servem para questionarmos os reais interesses nelas envolvidos”.

Entre as reviravoltas da medida foram provocadas por uma interpreta‡Æo err“nea da resolu‡Æo 168 do Contran. Nela estava determinada a necessidade de “conhecimento” das mat‚rias de trƒnsito, seguido de uma prova de avalia‡Æo. NÆo havia referˆncia … freqˆncia … cursos de reciclagem. Ou seja, tudo nÆo passou de um mal entendido.

Concordo com o leitor Marco, de BH, sobre a necessidade de investimento na infra estrutura das estradas, respons veis por acidentes pavorosos. No entanto ainda insisto que muitos motoristas dirigem sem o menor conhecimento das leis de trƒnsito. Basta parar em uma esquina onde exista a placa de PARE , ou o triƒngulo invertido para perceber que uma min£scula parcela dos motoristas entendem a obrigatoriedade de imobilizar o ve¡culo. Ou entÆo repare na quantidade de ve¡culos que trafegam … noite com a luz de estacionamento (mais conhecida como “lanternas”) acesa e os far¢is apagados. Marco cita os exemplos das estradas americanas eu europ‚ias para mostrar como deveriam ser as nossas rodovias. Mas eu cito os motoristas americanos e europeus como exemplo de educa‡Æo. Enquanto os brasileiros estÆo mais pr¢ximos dos motoristas senegaleses.

Uma id‚ia intermedi ria seria CONVIDAR os motoristas a participar dos cursos de reciclagem.