Depois de doping, ciclismo quer crescer

O ciclismo brasileiro passa por dificuldades: al‚m de nÆo ter muitas provas expressivas no calend rio, oito atletas do Pa¡s foram pegos em exames antidoping realizados na temporada 2002, durante as Voltas de Santa Catarina e do Rio de Janeiro, justamente as duas maiores do Brasil, que contaram com competidores internacionais.

Mas o esporte est  tomando f“lego e quer voltar a crescer com o retorno, ap¢s mais de 20 anos, da Volta Cicl¡stica do Estado de SÆo Paulo, que est  prevista para ser disputada agora em junho e ser  um projeto-piloto para os pr¢ximos anos.

O organizador do evento ‚ Thadeus Kassabian, da empresa Yescom. Ele explica: “Ainda estamos definindo o percurso, que deve ter at‚ mais de mil quil“metros. O objetivo ‚ fazer um projeto-piloto, neste primeiro ano, para ciclistas brasileiros. Depois, iremos aprimorando.”

O desenvolvimento do planejamento da Volta de SÆo Paulo ainda est  no come‡o. “ um evento muito t‚cnico, que requer ¢tima estrutura.
Sabemos que SÆo Paulo comportaria bem essa prova, mas com um investimento significativo. NÆo sei dizer esse valor – depender  do percurso e do tempo de prova, que ainda estÆo sendo definidos. Ainda nÆo saberia dizer ao certo nem o n£mero de participantes”, declara Thadeus.

Ainda que tudo se acerte da melhor maneira, o presidente da Federa‡Æo Paulista alerta que isso nÆo assegurar  a realiza‡Æo do evento: “Depois de tudo planejado ainda teremos de passar a id‚ia para o governo. A realiza‡Æo depende de muitos fatores, mas deve acontecer se tiver a transmissÆo de uma tevˆ, divulga‡Æo nos jornais – esse tipo de apoio.”

De qualquer maneira, dirigentes de equipes cicl¡sticas e atletas estÆo contentes com o impulso que o esporte pode tomar a partir desse evento.
“Para o desenvolvimento do esporte, essa prova seria fundamental. Ela foi tradicional. Al‚m disso, temos poucas voltas com mais de um dia. O problema maior disso tudo foi a privatiza‡Æo das estradas. Poucas concession rias entendem a importƒncia dessas provas. Em Santa Catarina, que tem a corrida h  17 anos – com dez dias de dura‡Æo, tudo ‚ muito bem organizado”, afirma Cl udio Diegues, t‚cnico da Equipe Memorial de Santos, tricampeÆ brasileira por equipes.