Foto: Daniel Carneiro

Dia de princesa. Como é pilotar a esportiva mais radical do momento

Foto: Daniel Carneiro

Foto: Daniel Carneiro

Quarta-feira recebi a liga‡Æo da Duas Rodas para pilotar a Suzuki GSX-R 1000, considerada no mundo todo como a esportiva mais radical da atualidade. Havia quase 3 anos que eu estava longe das motos esportivas de s‚rie e no teste realizado para eleger a moto do ano a Suzuki nÆo levou a GSXR 1000 e nÆo me perguntem porquˆ. Naquele teste eu elegi a Kawasaki ZX-10 como a mais nervosa, embora a vit¢ria tenha sido da Honda CBR 1000, em fun‡Æo da maior facilidade de pilotagem.

O espantoso deste teste da Suzuki ‚ descobrir a forma como as esportivas estÆo se tornando quase descart veis. A cada ano, ou antes disso, alguma f brica lan‡a uma esportiva mais radical e perform tica, superando h  muito tempo a faixa de 1 kg/cv. Esta Suzuki, por exemplo, tem potˆncia de 180 cv para 168 kg.  algo para refletir seriamente, pois a velocidade m xima passa f cil de 280 km/h e nÆo d  nem para perceber.

Por uma questÆo de ‚tica, nÆo posso publicar o teste antes da publica‡Æo da revista, mas posso garantir que essa ‚ certamente a esportiva da vez. Extremamente pequena, quase do tamanho de uma 600, muita potˆncia e extremamente prazerosa de pilotar. A questÆo que me preocupa ‚: ser  que o usu rio desta moto est  psicologicamente preparado para pilot -la? O que vejo nos in£meros sites e v¡deos pela internet sÆo pessoas sem o menor apego … vida filmando suas “habilidades” em passar de 300 km/h na estrada.

Esta Suzuki ‚ muito est vel, tem amortecedor de dire‡Æo, mas mesmo assim, acima de 250 km/h ela fica tÆo sens¡vel que uma irregularidade na pista ou a necessidade de frenagem de emergˆncia pode significar um tomba‡o cinematogr fico. Um jornalista experiente sentiu na pele o que estou explicando.

A primeira moto esportiva que testei, ap¢s a abertura das importa‡äes, em 1992, foi a Kawasaki ZX-7R e a pista de Interlagos ficou pequena para ela. Imagine esta 1000 que tem quase o dobro de potˆncia! Pelo menos, com a Suzuki, finalmente, aprendi a derrapar em contra-ester‡o na entrada da curva.  tudo na for‡a do freio-motor e redu‡Æo de marcha. Ela derrapa d¢cil, f cil como um kart. E arrancada em primeira s¢ queimando a embreagem, senÆo vira do avesso! Ela ‚ simplesmente um tiro e precisei quase 150 km de “aquecimento” para come‡ar a tirar proveito de suas potencialidades. No dia seguinte j  me diverti muito mais, com a moto “na mÆo”, como um cavalo chucro depois do adestramento.

Aguardem teste completo em fevereiro! Antes do carnaval, t !