Ligar a moto no frio pode ser um problema - foto pública

Dicas para ligar a moto no frio

Ligar a moto no frio, especialmente em manhãs, pode ser uma tarefa árdua e suada – caso necessite de um tranco. Como o inverno se estende até o final de setembro, garantindo mais 40 dias da estação mais fria do ano pela frente, Motonline separou algumas dicas importantes de como evitar o problema e o que fazer caso ele se torne inevitável e moto simplesmente resolva que não quer sair da garagem. Antes de iniciar, um spoiler: como estão as velas da sua moto?

Como evitar o problema

São sete da manhã, você está atrasado para o trabalho ou para aquele esperado passeio com os amigos no final de semana, aperta a partida e não tem ninguém em casa. Um dica importante para evitar que isto ocorra é destinada especialmente às motos flex. Se este é o seu caso, verifique o combustível, evite altas concentrações de etanol. Além disso, independente de sua moto e cilindrada, use sempre óleo recomendado pelo fabricante e mantenha a bateria sempre (s-e-m-p-r-e) em boas condições.

Ligar a moto no frio pode ser um problema - foto pública

Ligar a moto no frio pode ser um problema – foto pública

Ela bate arranque, mas tá difícil de ligar a moto no frio

O problema é mais comum em motos carburadas, hoje praticamente extintas dos catálogos de lançamentos, mas ainda muito comuns nas ruas. As motos alimentadas por carburador podem apresentar falhas na partida a frio, devido ao circuito do afogador. Por isso, com a moto no frio deve-se sempre usar o afogador quando as condições não sejam favoráveis. Cada modelo de moto tem suas características próprias nas partidas e o motociclista deve ter sensibilidade de quando deve, ou não, usá-lo. Dica importante: nunca acione o acelerador para ajudar na partida, mesmo nas motos carburadas.

Trancos e barrancos

Se o caso for de ligar a moto no tranco, um empurrão é sempre bem vindo

Se o caso for de ligar a moto no tranco, um empurrão é sempre bem vindo

Caso a moto no frio não ligue, logo pensamos em fazê-la pegar no tranco, mas nem todas as motos ligam no susto, pois é preciso ter condições de virar o motor sem travar a roda traseira. Motos pequenas e monocilíndricas são mais propensas a pegar no tranco, mas tente apenas se tiver certeza de que a falha seja no sistema elétrico de partida e não em outros componentes, como na injeção eletrônica, por exemplo, senão será apenas perda de tempo e de calorias. Se optar pelo tranco, use a moto em segunda marcha. Motos grandes de um, dois ou mais cilindros são mais difíceis de pegar no tranco, então definitivamente esta não é a melhor opção.

Continua difícil de ligar a moto no frio? Evite a chupeta!

Muito cuidado com as chamadas “chupetas” para fazer ligar sua moto no frio, afinal há o risco real de tocar fogo na motocicleta. Execute o serviço só se tiver conhecimento do que está fazendo. Conecte primeiro o cabo negativo, partindo do doador até um ponto de massa (terra) bem firme na sua moto e depois conecte o positivo, partindo do veículo doador da partida. Em seguida vá com todo cuidado conectar a garra do positivo no terminal correspondente (positivo) da sua bateria. Só então acione a partida o veículo com problema.
Dada a partida, desconecte com cuidado o polo positivo da moto com problema e em seguida do veículo doador da carga. Se o motor não morrer pode ser que a bateria se recupere. Se não, uma carga bem lenta pode ajudar, antes de descartar definitivamente a bateria que estará condenada. Ligar a moto no frio pode ser um problema, mas tenha sempre cuidado para não criar outros.

Bateria e vela, a dupla dinâmica

Além da bateria, responsável por alimentar todo o sistema elétrico da motocicleta, é preciso estar atento ao estado de conservação das velas, afinal elas (ou ela) é quem conduzirá a faísca promovendo a explosão dentro do motor. Se sua bateria estiver com problemas a melhor forma de “recuperá-la” é dar uma carga lenta. Faça isto em período de 12 a 24 horas, em baixa amperagem, o que irá variar entre 500mA a 1,5A, dependendo do tamanho da bateria. Nessa condição a carga se dará com maior propensão de se manter com energia.

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Se ela não ressuscitar, troque. Esteja atento, afinal a bateria nova tem que ser compatível com a original quanto às dimensões, capacidade de carga e voltagem. A grande maioria dos modelos é de 12 volts, mas a amperagem/hora é o que varia. Veja no código da sua bateria o número de Amperes/hora que está indicado (Ah). Também há diferenças quanto a qualidade na fabricação, sendo que as de melhor qualidade têm mais poder de partida no frio. atenha-se às marcas com mais credibilidade no mercado.

Quando o assunto é vela, é preciso manter o mesmo cuidado, usar o modelo específico para sua motocicleta, informação que pode ser consultada no manual do proprietário. Quem procura por velas compostar por materiais nobres, configurando protudo de alto desempenho, pode optar pelas velas de irídio.

Nova vela da NGK, G-Power, intermediária entre as comuns e as de iridium

Nova vela da NGK, G-Power, intermediária entre as comuns e as de iridium

Geralmente conhecidas no mercado como “velas de iridium“, são o que há de mais tecnológico neste segmento. O produto possui ponta de irídio, um metal nobre altamente resistente, e eletrodo central de 0,4 a 0,6 milímetros, proporcionando alta performance, além de aumentar a eficiência de queima do motor, proporcionando economia de combustível. Segundo a NGK, uma marca referência no segmento, a Iridium também contribui para a redução das emissões de poluentes, além de apresentar maior durabilidade.

Falando em NGK, a empresa lançou recentemente um produto intermediário entre velas comuns e as de iridium, apostando no custo-benefício. Trata-se da vela G-Power. Conforme informações oficiais da marca, o modelo é fabricado com metal nobre e possui ponta de platina, altamente resistente ao desgaste. Além disto, seu eletrodo central de 0,6 milímetros proporciona o que a fabricante chama de alta ignibilidade, ou seja, entrega partidas rápidas e respostas ágeis em aceleração. Possui mais estabilidade em marcha lenta e contribui com a redução de emissões de poluentes na atmosfera. No entanto, as velas G-Power ainda não tem aplicação para motocicletas.

Mas se o assunto de melhorar o desempenho de sua máquina lhe interessou, lembre-se de consultar qual o modelo de vela é específico para a sua motocicleta antes de fazer o investimento.

Não deixe a moto parada por muito tempo

Longos períodos em desuso serão prejudiciais à sua motocicleta. Ligue-a constantemente, mas caso seja preciso deixá-la mais de uma semana parada, desconecte a bateria – e se for carburada esvazie o carburador. Nas injetadas não há muito o que fazer a respeito da alimentação, mas quando for acionar a moto novamente verifique se os bicos funcionam. Se a moto falhar, não funcionar corretamente na lenta, uma limpeza pode ser necessária.

Aquela história de deixar a moto um tempo ligada parada (sem rodar) antes de pegar a estrada é quase um mito, quase. Deixar o motor esquentando antes de rodar não é mais necessário em quase todas as motos em uso, mesmo assim, ande mais devagar no início e acione a embreagem uma ou duas vezes acelerando, para descolar os discos antes de engatar a marcha para sair.

Chame os amigos e pegue a estrada! Se não for possível, ao menos ligue a moto uma vez na semana, para evitar complicações no conjunto mecânico

Chame os amigos e pegue a estrada! Se não for possível, ao menos ligue a moto uma vez na semana, para evitar complicações no conjunto mecânico

Ligar o motor uma vez por semana é preciso para manter os dutos de combustível limpos. A nossa gasolina produz resíduos que são prejudiciais ao funcionamento do motor. Mais de uma semana parada já é tempo suficiente para gerar essa borra que entope e corrói o material das peças em contato. Alguns fabricantes mais competentes protegem melhor seus componentes do que outros contra a corrosão, mas contra os resíduos apenas a limpeza física ou química pode resolver.

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Jornalista gaúcho convicto de que um passeio de moto em um dia de sol é a cura para praticamente todos os males da vida. Fã de motoaventurismo, competições de moto, café, praia e de rock n roll.