Foto: Stepan Norairchahinian / Foto Arena

Em tempo real, espião eletrônico acompanha competidores do Sertões

Foto: Stepan Norairchahinian / Foto Arena

Foto: Stepan Norairchahinian / Foto Arena

O Rally Internacional dos Sertões é conhecido por sua competitividade, suas belas paisagens, mas, como em qualquer competição, ainda mais automobilística, a ajuda da tecnologia se faz cada vez mais indispensável. Para controlar as máquinas, a Totem tem colocado dois aparelhos GPS por veículo.

O equipamento, que tem o nome de Rastro, é considerado o melhor para ralis e enduro disponível no Brasil e tem capacidade de atualizar o posicionamento e velocidade que cada competidor segundo a segundo.

“Colocamos dois aparelhos em cada veículo para contarmos com um backup, caso um deles dê problema, já que tem muita trepidação no percurso. Ao todo trouxemos 712 aparelhos, que são usados em esquema de revezamento, 306 um dia e 306 no outro. A bateria tem capacidade para durar 22 horas. Por isso, ao fim de cada dia, temos de trocar todos os aparelhos e colocá-los para carregar”, explicou Tarciso Macedo, responsável pela logística operação do sistema.

Para Marcos Moraes, organizador da prova, o uso do GPS atualmente é indispensável. “Hoje, o GPS é usado, além da hora de fazer o levantamento, quando usamos muito, mas também pelo lado de segurança. Com o GPS, conseguimos chegar a um acidente o mais rápido possível ao local de um acidente, diminuindo o tempo de resgate, que é fundamental quando alguém se machuca. Além disso, também usamos para controlar a velocidade dos carros em vilarejos e nas zonas de radar, que são determinadas, por exemplo, para preservar pontes, quando limitamos a velocidade entre 20 e 30 km/h”, analisou o diretor-presidente da Dunas Race.

A precisão é tamanha que o número de penalizações por excesso de velocidade em pontos nos quais há controle de velocidade logo no primeiro dia foi muito grande. “Foram tantas penalizações no primeiro dia, que até a CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo) ficou assustada achando que os equipamentos estavam com problema”, contou Carlos Bocardi, responsável pela logística dos aparelhos no Sertões.

Mesmo servindo como “dedo duro” de pilotos e navegadores, o equipamento é bem visto pelos competidores. “Eu vejo o GPS como um upgrade para todo mundo. Isso mostra como o Sertões e, claro, dá mais segurança para quem está competindo. O aparelho deste ano é muito mais prático e simples. A Dunas está de parabéns. Este é o caminho certo, que, fazendo um paralelo, deveria ser seguido pelo futebol, que insiste em não usar a tecnologia nas partidas”, comentou Kleber Cincea, navegador do carro 312 do X Rally Team.

Não bastasse toda esta tecnologia para ajudar a organização a fazer do segundo maior rali do mundo o mais justo e disputado possível, o competidor ainda terá a possibilidade de rever todo seu percurso com detalhes quando voltar para casa.

“Depois do fim do rali, cada piloto e navegador poderá ver exatamente por onde passou ao longo de todo o Sertões por meio de um rali virtual que vamos colocar a disposição deles em um site, no qual cada um vai ter a sua senha para ver como foi o seu rali”, revelou Macedo.

Nesta segunda-feira (16/08), os pilotos e navegadores enfrentam a primeira perna da etapa maratona, ao sair de Palmas (TO) e percorrer 438 quilômetros até a cidade de São Félix do Tocantins. Do total do percurso, 330 quilômetros serão cronometrados.

A 18ª edição do Rally dos Sertões começou no último dia 10, com a realização do super prime em Goiânia (GO). Após 4.486 quilômetros de muita poeira e aventuras, o rali chega ao Beach Park, em Fortaleza (CE), dia 20 de agosto, para coroar os campeões de 2010 nas quatro categorias (motos, quadriciclos, carros e caminhões).

Com patrocínio de Petrobras, Gillette Desodorantes e Camargo Corrêa, a 18ª edição do Rally dos Sertões conta com o apoio dos Estados de Goiás, Tocantins e Ceará e do Ministério do Esporte através da Lei de Incentivo ao Esporte. O evento ainda conta com supervisão da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), da CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).