Enduro da Independência comemora 30 anos de sucesso

Enduro da Independência – Saiba tudo sobre a edição de 30 anos

O Enduro da Independência está em contagem regressiva para a edição de 30 anos. A prova comemora a data histórica como o principal evento de enduro de regularidade do país e promete disputas de tirar o fôlego entre os mais talentosos pilotos da modalidade. A largada será no dia 5 de setembro, em Belo Horizonte (MG), e os campeões apenas serão conhecidos no dia 8, em Sabará (MG). O percurso passa ainda por Nova Lima e Mariana, com trilhas de alto nível técnico no Circuito do Ouro, em Minas Gerais. Aqueça os motores e saiba tudo sobre o Enduro da Independência:

Roteiro do Enduro da Independência 2012

Roteiro do Enduro da Independência 2012

O que é enduro de regularidade?
Enduro de regularidade é um tipo de competição motociclística fora de estrada, bastante difundida no Brasil. É uma prova de longa duração, em que a velocidade não é o fator preponderante. O piloto, dividido em categorias, deve cumprir um roteiro pré-estabelecido e fornecido pela organização momentos antes do início da disputa, sob a forma de uma planilha, com indicação do caminho, composto por trilhas, estradas abandonadas, travessias de riachos e outros obstáculos, através de símbolos e códigos, bem como a velocidade que deve imprimir em cada trecho.

Enduro da Independência comemora 30 anos de sucesso

Enduro da Independência comemora 30 anos de sucesso

Vence o piloto que cumprir as determinações da planilha, de forma mais rigorosa e o mais próximo da velocidade indicada, sem se atrasar, ou se adiantar, mesmo que o percurso ofereça os mais variados graus de dificuldade. Por isso, recebe o nome de Enduro de Regularidade. Entretanto, a resistência física do piloto, a técnica e a perseverança, assim como a qualidade de seu equipamento, fazem diferença. Para aferir o desempenho de cada piloto por todo o percurso, são instalados rastreadores por satélite, que acompanham em tempo real seu trajeto e performance, verificando eventuais desvios de rota e de velocidade.

Como surgiu o Enduro da Independência?
O Enduro da independência nasceu em 1983, para recriar a última viagem de Dom Pedro I do Rio de Janeiro a Vila Rica, futura cidade de Ouro Preto no ano de 1822. A jornada, para unir a província das Minas Gerais, com crescentes rumores de revolta contra o trono e o futuro Imperador, foi feita em apenas 15 dias, entre 25 de março e 9 de abril, pelo leito do caminho, que ficaria conhecido como “caminho novo” da Estrada Real. Assim que entrou em Vila Rica, se dirigiu ao povo em um emocionado pronunciamento, com palavras que entrariam para a história.

O Enduro da Independência foi disputado pela primeira vez em 1983

O Enduro da Independência foi disputado pela primeira vez em 1983

O Enduro da Independência foi disputado pela primeira vez em 1983 recriando esta última viagem de Dom Pedro I a Minas Gerais, percorrendo cerca de 800 km, em três dias de duração, o mesmo caminho, as centenárias fazendas, vilas e pontos visitados pelo primeiro imperador do país junto com sua reduzida comitiva, pernoitando nas cidades de Barbacena e Ouro Preto. O enorme sucesso e repercussão da prova certamente foi um dos responsáveis pela popularização e massificação do esporte no país, como uma espécie de divisor de águas, que encontrou em Minas condições excepcionais de desenvolvimento, em função do relevo apropriado e da qualidade de seus praticantes.

Ao longo do tempo, o percurso do Enduro da Independência foi sendo adaptado em função da logística de organização, para acomodar uma caravana itinerante, composta por pilotos, apoios, mecânicos, organizadores, etc, com cerca de duas mil pessoas, em cidades com estrutura para tanto, e também da descoberta de novas trilhas e alternativas, preservando, contudo, o eixo principal da estrada real, tanto no chamado caminho novo do Rio de Janeiro a Minas, como no caminho velho de São Paulo a Minas Gerais, conservando sempre o espírito cívico e de patriotismo.

Como será a edição de 30 anos do Enduro da Independência?
A edição comemorativa dos 30 anos vai se concentrar na região das cidades históricas de Minas Gerais entre os dias 5 e 8 de setembro, com quase 600 km de percurso, composto em cerca de 85% de trilhas e aproximadamente seis horas de duração por dia. O formato compacto da prova, em uma mesma região, incluindo o eixo da Estrada Real, permite uma logística de deslocamentos mais fácil e econômica para pilotos e apoios.

1º dia – Antes da largada, as motos passam por vistoria técnica e permanecem em regime de parque fechado, até o início da prova. A largada será em Belo Horizonte, no dia 5 de setembro, dentro do complexo do Parque das Mangabeiras, seguindo para o condomínio Alphaville, no município de Nova Lima, encerrando o primeiro dia com 100 km de percurso. O roteiro passa por algumas das trilhas mais técnicas da região metropolitana de Belo Horizonte, considerada a Meca do trail no Brasil e batizadas como: Perdidas, Siriema, Bruxa, Boi Bumba e Play Station, por exemplo. Em uma escala de grau de dificuldade, até 10, o primeiro dia atinge nove e será decisivo.

2º dia – O segundo dia larga de Alphaville e vai para a região de Itabirito, Belo Vale e Congonhas, cidade dos profetas de Aleijadinho, em ambiente de montanhas, com muito minério de ferro, paisagens espetaculares e travessia de riachos, retornando para o Alphaville, depois de 190 km. O neutralizado será na localidade conhecida como Bação, que tem, entre outras curiosidades, ocorrência de água quente natural.

3º dia – O terceiro dia larga do Alphaville e segue em direção a Mariana, primeira capital do Estado de Minas Gerais, onde chega na Praça dos Ferroviários, depois de 160 km, e o menor grau de dificuldade da prova. Entretanto, as médias horárias impostas pela planilha serão justas e exigirão atenção e preparo físico dos pilotos.

4º dia – O quarto e último dia de prova conta com roteiro ligando Mariana (Praça dos Ferroviários) a Sabará (Praça Mello Viana), cidade histórica do ciclo do ouro, na região metropolitana de Belo Horizonte, à beira do Rio das Velhas. O roteiro passa pela região da Serra do Caraça, seguindo pelas localidades de Morro da Água Quente, Catas Altas e Caeté, com cerca de 140 km, e tem grau de dificuldade sete em escala até 10.

A chegada vai ser festiva, com grande palco, show e presença do público. Cada piloto recebe uma medalha de participação. Os vencedores de cada categoria são anunciados ainda durante a festa de chegada e recebem troféus, especialmente confeccionados para a ocasião. Após a chegada, a organização oferece a todos os pilotos um churrasco de confraternização. O Enduro da Independência, a mais tradicional prova da modalidade no Brasil, atrai pilotos de todas as partes do Brasil. Alguns com os próprios filhos, caracterizando a forte ligação pelo esporte que a competição desperta, passada de geração em geração.

Ordem de largada das categorias: Master, Sênior, Over 40, Over 45, Over 50, Júnior, Dupla Graduados, Over 55, Feminina, Novatos, Dupla Estreante e Vintage.

Mário Vignate é o atual campeão da categoria Mastre do Independência

Mário Vignate é o atual campeão da categoria Master do Independência

Além da organização, quatro equipes médicas, com oito motos, estarão ao longo do percurso. Duas equipes com carros 4X4 e uma UTI móvel também. Nos pontos de maior dificuldade, Gerentes de Trecho, GTs, ajudarão. Outras equipes “fecha prova” fazem o socorro de eventuais motos quebradas. Em comemoração, o TCMG editou o livro Enduro da Independência 30 Anos e confeccionou camisetas especiais.

O que é TCMG?
Fundado em 1975, o Trail Clube Minas Gerais, TCMG, organizador de todas as edições do Enduro da Independência, é uma entidade civil sem fins lucrativos e tem como filosofia a prática saudável dos esportes fora de estrada, com respeito à ecologia e com o homem do campo. Realiza campanhas de conscientização dos praticantes, além de promover a recomposição de áreas degradadas e reflorestamentos. Seu corpo de diretores acumula vasta experiência e tecnologia na organização de provas, especialmente o Enduro da independência, que o credencia como o mais respeitado clube da modalidade no Brasil. Possui personalidade jurídica e sede própria, além de um arquivo que representa a própria memória do esporte no país. Seus associados somam cerca de dois mil integrantes, espalhados por todas as partes de Minas e do Brasil.

Qual é a importância econômica e social do Independência?
Cada edição do Enduro da Independência atrai, em média, cerca de 600 pilotos, além de acompanhantes, apoios, mecânicos, jornalistas e aficionados, em uma caravana de cerca de dois mil integrantes. Desta forma, nestas três décadas, cerca de 18 mil pilotos já competiram na prova, totalizando cerca de 60 mil pessoas envolvidas. A quilometragem total percorrida, somada somente pelos pilotos ao longo destes 30 anos, chega a extraordinários 14,4 milhões de km, o que corresponde a cerca de 360 voltas na terra. Estima-se, conservadoramente, que a despesa de cada piloto durante a prova com a aquisição de insumos, como gasolina, óleo e pneus, além dos custos de manutenção da motocicleta, hospedagem e alimentação, alcance cerca de R$ 5.000,00, equivalentes a US$ 2.500,00, além dos acompanhantes, mecânicos, etc, que gastam mais R$ 2.000,00 por pessoa.

Somados nestes 30 anos, o montante de gastos atinge a excepcional cifra de cerca de R$ 174 milhões, ou US$ 87 milhões, injetados diretamente na economia das cidades por onde passa, lotando hotéis, bares e restaurantes, postos de serviço e oficinas locais, gerando arrecadação de impostos para as cidades, além de milhares de empregos. Se forem somados as roupas e equipamentos consumidos, custo de organização, espaço na mídia, além de aquisição de motos novas, por exemplo, os valores sofrem expressivo aumento, com repercussão em todas as partes do Brasil. O Trail Clube Minas Gerais, TCMG, também promove outras ações durante a realização do Enduro da Independência. Distribui nas escolas municipais carentes das cidades que recebem a prova, especialmente as localizadas nas zonas rurais, computadores completos, incluindo impressora e todos os programas operacionais. Também neutraliza as emissões de CO2 geradas pela prova, com o plantio de árvores nativas, por meio do banco de árvores.

Como citação especial, tem a participação de 6 mulheres que disputarão a prova em igualdade de condições com os competidores homens, conforme matéria publicada recentemente pelo Portal Motonline. Clique aqui e saiba mais sobre as garotas no Enduro da Independência.