Carros do Baja SAE Brasil-Petrobras vão além do pequeno porte dos protótipos

Equipes do interior de SP levam inovações para a Baja SAE Brasil-Petrobras

Carros do Baja SAE Brasil-Petrobras vão além do pequeno porte dos protótipos

Carros do Baja SAE Brasil-Petrobras vão além do pequeno porte dos protótipos

Os 13 carros do Interior de São Paulo inscritos na 18ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS se destacam principalmente pelas inovações em eletrônica embarcada e no apelo ecológico. A prova, que será realizada de 22 a 25 de março no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), em Piracicaba (SP), tem ao todo 71 carros de equipes de 15 Estados brasileiros e do Distrito Federal, num total de cerca de 1,4 mil estudantes.

O Interior paulista entra na disputa com o maior número de equipes, não só em São Paulo como entre os demais Estados e regiões participantes. Seus veículos representarão 11 instituições de ensino: Centro Universitário Hermínio Ometto (Araras), Escola de Engenharia de São Carlos da USP, Faculdade de Sorocaba, ITA (São José dos Campos), Universidade Federal de São Carlos, Universidade de Franca, Universidade Metodista de Piracicaba, Universidade Estadual Paulista (Unesp) campi Bauru, Guaratinguetá e Ilha Solteira; e Unicamp (Campinas).

Os carros das equipes da Escola de Engenharia da USP São Carlos – EESC USP 1 e EESC USP 2 -, formadas por 33 estudantes, contam com display digital que mostra dados de temperatura, rotação do motor e nível de combustível; sistema de manobrabilidade esportiva; interface eletrônica com transmissão de dados sobre temperatura e rendimentos dos sistemas vitais do protótipo; além de banco e volante ergonômico, e suspensão a ar com regulagem de altura, itens com adaptações desenvolvidas pelos próprios estudantes.

Entre os materiais dos carros estão espuma biodegradável e couro ecológico, além de aramida (fibra sintética resistente e leve), fibra de carbono, ligas de aço e alumínio aeronáutico. Os projetos pesam 150 kg, transportam cargas superiores ao próprio peso e atingem velocidade máxima de 55 km/h. “A equipe é motivada pelo sucesso profissional de participantes da competição, que hoje estão em grandes montadoras ou mesmo em provas, como Rali dos Sertões e a Rali Dakar”, conta Rafael Gaita, capitão da equipe EESC USP 1, hexacampeã nacional.

As equipes Pac Baja Unesp 1 e Pac Baja Unesp 2, da Unesp Bauru, também inovaram ao fabricar a carenagem dos carros com material feito de partículas de plástico 100% recicláveis. Os estudantes usaram caixa de direção de alumínio com novas definições de ângulos, que facilitam a realização das curvas.

Os protótipos têm suspensão dianteira tipo Duplo A e na traseira braços semi arrastados, para garantir mais conforto ao motorista. O Pac Baja Unesp 1 pesa 178 kg e o Pac Baja Unesp 2 pesa 185 kg. “Trabalhamos para conquistar um lugar no pódio”, avisa o capitão Augusto Scalet Faria, de 20 anos, estudante do 4º ano de Engenharia Mecânica.

Em Piracicaba, as equipes e os veículos serão avaliados por especialistas da indústria da mobilidade. Entre as provas estão avaliações de projeto, por meio de relatórios e apresentação, testes de tração, aceleração, velocidade máxima e o esperado enduro de resistência, que tem quatro horas de duração e é feito em pista de terra com obstáculos.

As equipes das três instituições com as melhores pontuações na soma geral das provas estáticas e dinâmicas ganham o direito de representar o Brasil na Baja SAE Wisconsin (EUA), de 7 a 10 de junho próximo. A competição norte-americana costuma reunir mais de 90 equipes de diferentes países. O Brasil acumula quatro vitórias.