Especialista comenta fusão Itaú / Unibanco

Os bancos brasileiros Unibanco e Itaú anunciaram nesta segunda-feira (3), que se unirão para formar um conglomerado com valor de mercado entre os 20 maiores do mundo.

O novo banco deverá ser o maior do hemisfério Sul, segundo comunicado oficial do banco Itaú. Segundo a nota da instituição, a operação “surge em momento de grandes mudanças e oportunidades no mundo, particularmente no setor financeiro”. A operação precisa ser aprovada em assembléia extraordinária de acionistas, pelo Banco Central do Brasil e demais autoridades competentes. Segundo as instituições financeiras, o novo banco resultante da fusão terá R$ 575 bilhões em ativos e patrimônio líquido de cerca de R$ 51,7 bilhões. Contará com aproximadamente 4,8 mil agências, representando 18% da rede bancária; e 14,5 milhões de clientes de conta corrente, ou 18% do mercado.

“Diante da crise financeira internacional, dois grandes bancos de varejo brasileiro: Itaú e Unibanco decidem por uma fusão, criando um dos maiores bancos do hemisfério Sul. A fusão proporcionará economia de escala, o que favorecerá as duas instituições. A fusão dos bancos proporcionará maior economia de escala, ou seja, o banco poderá reduzir despesas com funcionários (departamentos).Exemplo disso é atender um maior número de clientes ao mesmo tempo (produtividade). O ponto crucial da crise financeira é o crédito, ou seja, este é o principal produto dos bancos de varejo no Brasil. Para enfrentar a crise, a fusão é uma estratégia interessante frente as perdas de rentabilidade futura que os bancos estão expostos. Economia de escala para o cidadão comum significa um maior número de agências, caixas eletrônicos, um maior leque de produtos e serviços financeiros, maior qualificação de funcionários e etc”, afirma Douglas Pinheiro, coordenador do Curso de Administração das Faculdades Integradas Rio Branco.