Especialização em Psicologia do Trânsito será obrigatória a avaliadores a partir de 2013

Levantamentos feitos anualmente pelo Departamento Nacional de Trânsito
(DENATRAN) entre 1997 e 2009 apontam que no Brasil ocorreram mais de 20 mil mortes em acidentes de trânsito por ano. O número de pessoas envolvidas também é alarmante: mais de 300 mil.

Para tentar diminuir estes índices, uma das ações promovidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) foi determinar que, a partir de fevereiro de 2013, todos os profissionais que atuam na área de avaliação psicológica para motoristas deverão ter o título de especialistas em Psicologia do Trânsito. Ao mesmo tempo, também exige que os cursos de especialização sejam reconhecidos pelo Conselho Federal de Psicologia e tenham um mínimo de 500 horas/aula, sendo 120 práticas, mais a monografia.

A Universidade São Francisco, antecipando-se às Resoluções nº 267 e nº 283 do CONTRAN, passou a oferecer no início deste ano o curso de Pós-Graduação “Lato Sensu” em Psicologia no Trânsito. “O curso atende a todas estas exigências. Possui em seu corpo docente doutores bastante conceituados na área de avaliação psicológica e que representam importantes entidades nacionais, entre elas o Conselho Federal de Psicologia”, explica o coordenador do curso oferecido na USF (Campus de Campinas), Professor Fabián Javier Marín Rueda.

Segundo ele, as Resoluções nº 267 e nº 283 visam aperfeiçoar e especializar os cerca de 10 mil profissionais que trabalham na área, já que a avaliação psicológica feita hoje é bastante questionada. “Muitos deixarão para se especializar na última hora. Não adianta começar o curso na metade de 2012, pois não haverá tempo de se tornar especialista e, desta forma, o profissional corre o risco de não ser credenciado naquele ano”, avisa.

Entre os módulos que compõe o curso da Universidade São Francisco estão Medicina e Engenharia do Tráfego. “Pensando no trânsito como um todo é importante ter esse tipo de conhecimento”, esclarece o Profº Fabián, que chama a atenção para o papel social do psicólogo que atua nessa área. “Ele é um perito, tem a obrigação de ajudar a resolver os problemas no trânsito no sentido de diminuir e prevenir os acidentes”, destaca.

O curso promove discussões e debates com o objetivo de tornar o psicólogo não um selecionador de motoristas, mas sim um promotor da saúde e de cidadania, contribuindo assim na diminuição e prevenção de acidentes.