Carro da veterana equipe EESC USP

Estudantes brasileiros buscam quinto título mundial na Baja SAE Wisconsin,EUA

 

Carro da veterana equipe EESC USP

Carro da veterana equipe EESC USP

Entre os dias 7 e 10 de junho as equipes Mangue Baja 1, da Universidade Federal do Pernambuco; Poli Ciser Magnus, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP); e EESC USP 1, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP, participam da Baja SAE Wisconsin, em Madison, Wisconsin, nos EUA.

A competição reunirá mais de 100 equipes dos Estados Unidos, Canadá e México, que foram desafiadas a projetar e construir carros off-road dentro das universidades especialmente para a competição. Os alunos da UFPE, Poli USP e EESC USP ganharam o direito de representar o Brasil nos Estados Unidos após vencerem a 18ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS, realizada em março deste ano, em Piracicaba (SP).

A expectativa da Mangue Baja 1, da UFPE, é trazer o pentacampeonato para o Brasil, que acumula quatro vitórias, conquistadas em 1998, 2004, 2007 e 2008. “Nosso carro apresentou bom desempenho, manobrabilidade e confiabilidade na competição nacional, além de ser muito rápido”, afirma Luiz Cláudio Andrade Oliveira jr., um dos 13 integrantes da equipe, que ficou em 2º lugar na competição brasileira.

O protótipo pernambucano possui suspensão traseira e dianteira tipo Duplo A, caixa de direção com mecanismo pinhão/cremalheira e freios a disco. Atinge velocidade máxima de 55 km/h em 100 m e pesa 172 kg.

Experientes – Participante da competição internacional pela 9ª vez, a equipe EESC USP 1 optou em modificar as molas e amortecedores do sistema de suspensão para garantir mais confiabilidade ao carro. Os universitários utilizam suspensão tipo bandeja dupla na dianteira e semi trailing na traseira. “Em relação à competição nacional, nosso protótipo melhorou o desempenho nas curvas e obstáculos”, destaca Rafael Terrin Gaitan, capitão da equipe, que será representada por 12 estudantes nos EUA. O carro pesa 156 kg e atinge velocidade máxima de 60 km/h.

Outra veterana é a equipe Poli Magnus, da Escola Politécnica da USP, que participa pela quinta vez da disputa nos EUA. “Nossa expectativa é ficar entre os cinco primeiros colocados”, diz Paulo Hideki Yamagata, capitão da equipe, representada em Wisconsin por 17 universitários.

Tecnologia embarcada – O carro da Poli possui câmera embarcada para captar imagens durante os testes e identificar as eventuais falhas. Para a redução da massa, a maior parte das peças aplicadas no veículo é de alumínio. O protótipo da equipe pesa 155 kg, traciona cargas superiores a 320 kg e atinge velocidade máxima de 56 km/h em 100 m. É equipado ainda com o sistema de radiofrequência que identifica o usuário e permite que apenas habilitados acionem o veículo, além de armazenar dados sobre as preferências do condutor, como posição do banco e do volante.

Baja SAE – Os veículos, denominados Baja SAE são protótipos de estrutura tubular em aço, monopostos, para uso fora-de-estrada, com quatro ou mais rodas e devem ser capazes de transportar pessoas com até 1,90m de altura, pesando até 113,4 kg e motor padrão de 10 HP. Os sistemas de suspensão, transmissão, freios e o próprio chassi são desenvolvidos pelas equipes, que têm, ainda, a tarefa de buscar patrocínio para viabilizar o projeto.

“Nos sentimos orgulhosos em dar aos jovens a oportunidade de trabalhar em um projeto de alto desempenho, lidando com as dificuldades reais que cercam um trabalho dessa monta. As competições Baja SAE nos proporcionam tudo isso”, define Vagner Galeote, presidente da SAE BRASIL.