Estudantes do ensino médio desenvolvem biodiesel, carrinhos motorizados e robôs com a FEI

Estudantes participantes da quarta etapa do Programa FEI JOVEM, que tem o objetivo de aproximar os alunos do ensino m‚dio da  rea da Engenharia, aprimoram os projetos para a competi‡Æo final.

Alunos do ensino m‚dio de quatro escolas da Grande SÆo Paulo estÆo na reta final para participarem da competi‡Æo do projeto -FEI JOVEM- (Jornadas de Valoriza‡Æo das Engenharias no Ensino M‚dio) do Centro Universit rio da FEI (Funda‡Æo Educacional Inaciana), que tem como principal objetivo aproximar os estudantes do ensino m‚dio das  reas de Engenharia. Os alunos, que se encontram atualmente na 4¦ etapa do projeto, estÆo empenhados na produ‡Æo de biodiesel e no desenvolvimento de rob“s e de carrinhos motorizados.

Nesta quarta (28) e quinta-feira (29), um grupo ir  at‚ o laborat¢rio de Qu¡mica da FEI para realizar, pela primeira vez, procedimentos de an lise do biodiesel que produziram, que tem o ¢leo de soja como mat‚ria-prima. Os alunos terÆo at‚ agosto, quando ser  realizada a competi‡Æo, para aprimorar os projetos em desenvolvimento.

A iniciativa integra o projeto -JOVEM- (Jornadas de Valoriza‡Æo das Engenharias no Ensino M‚dio), apoiado pela FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos do Minist‚rio da Ciˆncia e Tecnologia). A FEI ‚ a £nica institui‡Æo particular selecionada pelo MCT no Estado a participar do projeto, que re£ne aproximadamente 150 estudantes das escolas estaduais Professor Benedito Tolosa e Rui Bloem e dos col‚gios SÆo Lu¡s e Vera Cruz. Cada escola desenvolve pelo menos um projeto de cada categoria, que ‚ produ‡Æo de biodiesel, desenvolvimento de um rob“ e um carrinho motorizado com rodas de kart. No total serÆo apresentados 23 projetos.

–Todos as escolas j  estiveram na FEI e conheceram a dinƒmica de uma escola de engenharia. Agora ‚ a vez de eles experimentarem o que ‚ ser engenheiro–, conta o professor Vagner Barbeta, coordenador do -FEI Jovem- e tamb‚m do Departamento de F¡sica da institui‡Æo. A produ‡Æo de biodiesel, a partir do ¢leo de soja como mat‚ria-prima, ‚ um dos desafios a ser cumprido pelos adolescentes. Na pr¢pria escola, o aluno faz o processo de rea‡Æo do produto, que depois ‚ levado at‚ a FEI para ser analisado por t‚cnicos do LACOM (Laborat¢rio de Combust¡veis e Lubrificantes), que tamb‚m fazem a destila‡Æo a v cuo, para retirar a  gua do produto, e determinam algumas propriedades.

–Os alunos levam o biodiesel at‚ a FEI e acompanham todo o processo de an lise. Nesse procedimento, ‚ medida a densidade, pressÆo de vapor e viscosidade–, destaca o professor do curso de Engenharia Qu¡mica da FEI, Ricardo Torres. A id‚ia ‚ que tamb‚m seja feito, por t‚cnicos do laborat¢rio, o Karl-Fischer – procedimento que determina o teor de  gua – e a cromatografia para identificar a composi‡Æo final do produto. –Os estudantes estÆo muito empenhados no projeto, que ‚ uma rica oportunidade de aprenderem um pouco mais sobre o desenvolvimento de biodiesel–, destaca o professor Torres.

Na  rea de Engenharia El‚trica, cerca de 60 alunos j  cumpriram, no in¡cio deste mˆs, a meta inicial de desenvolver um rob“ m¢vel para andar em um circuito. Para isso, em mar‡o, os estudantes receberam um circuito com v rios obst culos e um kit, com motores el‚tricos, sensores e uma central de controle para programa‡Æo, al‚m do material de pesquisa, para auxiliar no desenvolvimento do projeto. –Todos os grupos conseguiram resolver o desafio inicial, que era fazer os rob“s funcionarem no circuito. Isso foi uma grande surpresa, porque eles nunca tiveram contato com essa  rea–, destaca o professor do curso de Engenharia El‚trica da FEI, Paulo Santos.

Agora, os alunos tˆm como principal desafio otimizar os rob“s para a competi‡Æo, que ser  realizada na FEI. Entre as mudan‡as que podem ser feitas, por exemplo, ‚ o aprimoramento dos sistemas de hardware e de programa‡Æo. –Os estudantes colocaram a mÆo na massa e aprenderam na pr tica, sem a ajuda de nenhum profissional–, destaca Paulo Santos, que durante trˆs meses visitou cada escola para tirar d£vidas dos estudantes. Na competi‡Æo final, serÆo avaliados aspectos como eficiˆncia no circuito e design dos rob“s.

CARRINHOS MOTORIZADOS – Desenvolver um carrinho motorizado ‚ o desafio dos alunos que escolheram a  rea de Engenharia Mecƒnica. Os estudantes j  tˆm em mÆos o kit para a montagem do projeto, composto por bancos, motor, pneus, rodas de kart e eixos. O carrinho tem, aproximadamente, 1×1. Para obter um bom resultado, o projeto final dever  possuir o melhor desempenho energ‚tico, entre outros aspectos analisados. –O carrinho dever  reunir as melhores condi‡äes de acelera‡Æo, frenagem e dirigibilidade–, explica o professor e coordenador do curso de Engenharia Mecƒnica da FEI, Roberto Bortolussi.

Al‚m de atrair talentos para a Engenharia, o projeto, de cerca de R$ 700 mil, pode contribuir para a forma‡Æo de mais profissionais no setor. Em termos comparativos, os engenheiros no Brasil representam 10% dos profissionais graduados, enquanto nos Estados Unidos eles sÆo mais de 25% do total.

ETAPAS – O programa -FEI JOVEM- tem seis etapas: Jornadas Tecnol¢gicas, j  realizadas na FEI, com o objetivo de motivar os professores do ensino m‚dio a participarem como orientadores locais dos projetos e a conhecer as diversas  reas da engenharia; Engenharia nas Escolas, em que os alunos tiveram a oportunidade de conhece detalhes de projetos de sucesso desenvolvido por alunos da FEI, como o Baja, o carro de F¢rmula e os rob“s; Escolas na Engenharia, em que os alunos, acompanhados de seus professores, tiveram a chance de conhecer a dinƒmica de uma escola de engenharia; Desenvolvimento de Projetos (fase atual); Competi‡Æo, a ser realizada em agosto, na FEI, onde todos os projetos serÆo avaliados por uma banca examinadora de cinco professores e, finalmente, a Avalia‡Æo dos Resultados, que ser  realizada pela FEI ao t‚rmino do primeiro e segundo ano de atividades.

Maior escola de engenharia do Pa¡s, o Centro Universit rio da FEI acolhe atualmente cerca de 6,2 mil alunos em seus cursos de gradua‡Æo de Engenharia e j  formou, ao longo de seus 67 anos de sua existˆncia, mais de 30 mil engenheiros. Al‚m de Engenharia, a FEI tamb‚m oferece os cursos de gradua‡Æo em Administra‡Æo e Ciˆncia da Computa‡Æo, nos campi SBC (avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, 3972, bairro Assun‡Æo) e Liberdade (rua Tamandar‚, 688, SP). Mais informa‡äes pelo site www.fei.edu.br.