Estudo mostra que a emoção afeta o comportamento do motorista

Entidade espanhola consultou 2.200 motoristas europeus e concluiu que a emo‡Æo influi no n¡vel de seguran‡a vi ria

Ansiedade, tristeza, alegria, medo, nervosismo, raiva e outros sentimentos podem repercutir diretamente na conduta do motorista. Essa ‚ a conclusÆo da publica‡Æo Attitudes, funda‡Æo espanhola da Audi para a promo‡Æo da seguran‡a vi ria, em sua campanha “Quem conduz seu carro, vocˆ ou a sua emo‡Æo?”.

Em conseqˆncia desses comportamentos e de problemas que afetam os motoristas, como a sonolˆncia, por trabalho excessivo ou provocada pela apn‚ia obstrutiva, e o fen“meno da amoxofobia (transtorno psicol¢gico que leva ao temor de conduzir ve¡culos), as empresas automobil¡sticas dedicam-se a pesquisas de tecnologias para prote‡Æo de motoristas e usu rios.

Uma dessas empresas ‚ a Valeo francesa, que desenvolve tecnologias como o sensor de estacionamento (adotado no novo VW Polo brasileiro), o alerta para a mudan‡a de faixa, a visÆo posterior (para os pontos que os espelhos nÆo conseguem mostrar), e far¢is direcionais e infravermelhos, entre outros.

Otimistas contribuem para a seguran‡a – De acordo com o estudo da publica‡Æo espanhola, que entrevistou 2.200 motoristas de v rios pa¡ses europeus, o car ter ‚ um elemento determinante na condu‡Æo de um ve¡culo. O trabalho revela que as pessoas alegres e otimistas, que corresponderam … m‚dia de 43% dos entrevistados, encaram a dire‡Æo como uma rela‡Æo agrad vel e, por isso, envolvem-se menos em acidentes de trƒnsito. Os pessimistas e tristes apresentaram m‚dias de 72% e 61,1%, respectivamente, de participa‡Æo em ocorrˆncias.

Outra informa‡Æo do estudo ‚ que 90% dos entrevistados afirmaram que o ato de conduzir transmite bom humor, enquanto 10,2% revelaram que nÆo gostam de dirigir e 27,5% sentem-se tensos. Os especialistas indicam que as pessoas que compäem o £ltimo grupo sÆo potencialmente perigosas ao volante, j  que deixam de prestar a devida aten‡Æo ao trƒnsito. Tamb‚m sob os efeitos de irrita‡Æo e do nervosismo estes motoristas nÆo respeitam a sinaliza‡Æo e os demais condutores.

O estudo mostra, ainda, que uma dose razo vel de medo controlado contribui para a condu‡Æo segura e respons vel. A preocupa‡Æo de nÆo se envolver em uma colisÆo e de nÆo sofrer multa fazem com que os motoristas respeitem mais as normas de trƒnsito e dirijam com aten‡Æo (67,2%), arrisquem-se menos (58,5%), cometam menos infra‡äes (34,9%) e aumentem a conduta de respeito (25,3%).

As mulheres foram avaliadas e demonstraram maior dom¡nio de suas emo‡äes quando dirigem, o que faz delas menos perigosas no trƒnsito. As que melhor controlam suas emo‡äes sÆo as que estÆo acima de 46 anos de idade e possuem mais de 21 anos de experiˆncia ao volante. O estudo indicou que elas conduzem com maior lentidÆo que os homens, mas que sÆo mais preocupadas com a seguran‡a e possuem maior controle emocional, o que contribui para que tenham menor envolvimento nos acidentes.