Fabricantes criam entidade voltada para a destinação de pneus inservíveis

Fabricantes criam entidade voltada para a destinação de pneus inservíveis

Fabricantes criam entidade voltada para a destinação de pneus inservíveis

Os fabricantes nacionais de pneus novos lan‡aram dia 29/3, em Bras¡lia, a Reciclanip, entidade voltada exclusivamente para a coleta e destina‡Æo de pneus inserv¡veis.

Considerada uma das maiores iniciativas da ind£stria brasileira na  rea de p¢s-consumo, a nova entidade vem para aperfei‡oar o Programa Nacional de Coleta e Destina‡Æo de Pneus Inserv¡veis, implantado pela Anip (Associa‡Æo Nacional da Ind£stria de Pneum ticos) em 1999.

Desde que o Programa foi criado, os fabricantes de pneus novos destinaram de forma ambientalmente correta cerca de 129 milhäes de pneus de autom¢veis. De 2004 a 2006, o n£mero de ecopontos saltou de 85 para 220. Os investimentos ultrapassaram a marca de US$ 37 milhäes.

“Com a abrangˆncia que o Programa de Coleta ganhou em todo o Pa¡s nesses oito anos, sentimos a necessidade de ter uma estrutura maior para executar essa tarefa, contando com uma gestÆo ainda mais profissional de especialistas na  rea de meio ambiente e log¡stica. Com a Reciclanip, nossa proposta ‚ otimizar toda a opera‡Æo de coleta e destina‡Æo no Brasil”, explica Vilien Soares, diretor-geral da Anip.

A proposta da nova entidade ‚ intensificar as parcerias com as prefeituras para cria‡Æo de novos ecopontos e com isso ampliar a coleta e destina‡Æo de pneus em todas as regiäes do Pa¡s. “Al‚m disso, para o sucesso do projeto, pretendemos incentivar a participa‡Æo da iniciativa privada, principalmente da rede de revendedores e reformadores, do poder p£blico e da pr¢pria sociedade civil”, revela o diretor da Anip.

O projeto de implanta‡Æo da Reciclanip seguiu o exemplo de empresas europ‚ias com larga experiˆncia na coleta e destina‡Æo de pneus inserv¡veis. “Adotamos o modelo de companhias bem-sucedidas na  rea de p¢s-consumo, entre elas a Aliapur, na Fran‡a, Signus, na Espanha, e ValorPneu, que atua em Portugal. A diferen‡a ‚ que essas empresas sÆo remuneradas pelos v rios agentes da cadeia produtiva para promover a destina‡Æo de pneus. NÆo sÆo empresas projetadas para ter lucro, mas recebem para cobrir os custos operacionais”, explica Vilien Soares. A Reciclanip, ao contr rio de suas similares europ‚ias, arca com todos os custos de coleta e destina‡Æo de pneus inserv¡veis, como transporte, tritura‡Æo e destina‡Æo. Entre 2007 e 2008, os fabricantes planejam investir cerca de R$ 50 milhäes.

A Reciclanip foi criada com o objetivo de eliminar todos os gargalos que envolvem o processo de coleta e destina‡Æo de pneus inserv¡veis no Pa¡s. As poucas op‡äes de destina‡Æo hoje dispon¡veis no Brasil estÆo entre as maiores dificuldades das empresas. Nesse contexto, a nova entidade vai apoiar estudos e pesquisas sobre o ciclo de vida do pneu, bem como estimular o desenvolvimento de novas formas de encaminhamento final do produto. “Hoje, as formas de destinar pneus autorizadas pela legisla‡Æo brasileira sÆo reduzidas e em poucos locais, o que dificulta o processo. A solu‡Æo para isso passa tamb‚m pelo desenvolvimento de novas op‡äes de reaproveitamento dos pneus e pela cria‡Æo de novos p¢los de destina‡Æo”, destaca Vilien Soares.

“Outro problema dentro de toda a opera‡Æo ‚ log¡stico, tendo em vista a dimensÆo continental do Pa¡s e as longas distƒncias entre os pontos geradores de pneus inserv¡veis e as empresas de destina‡Æo”, explica µlvaro Greenhalgh, gerente geral da Reciclanip.

Al‚m disso, a entidade pretende, em parceria com o poder p£blico, desenvolver programas e a‡äes de conscientiza‡Æo ambiental para a popula‡Æo. “A participa‡Æo de todos os agentes da cadeia produtiva – fabricantes, revendedores, borracheiros, reformadores e o consumidor – ‚ fundamental para o sucesso de toda e qualquer a‡Æo que envolva a destina‡Æo final de pneus inserv¡veis no Brasil. Sem a conscientiza‡Æo da popula‡Æo e o envolvimento das prefeituras, das autoridades governamentais e de representantes da sociedade civil organizada, a a‡Æo dos fabricantes de pneus ou da Reciclanip fica limitada.  um processo que exige a participa‡Æo de todos, assim como j  ocorre em outras  reas, como a reciclagem de latas de alum¡nio e garrafas PET, por exemplo”, destaca Greenhalgh.

No processo de coleta, a Reciclanip ‚ respons vel pelo transporte de pneus a partir dos ecopontos at‚ as empresas de tritura‡Æo ou de destina‡Æo final. Uma das formas mais usuais de reaproveitamento dos pneus inserv¡veis ‚ como combust¡vel alternativo para as ind£strias de cimento. H  tamb‚m outras formas de destina‡Æo, como solados de sapatos, borrachas de veda‡Æo, dutos pluviais, quadras poli-esportivas, pisos industriais e pe‡as de reposi‡Æo para a ind£stria automobil¡stica, como tapetes de carros. A ind£stria de pneum ticos tamb‚m tem acompanhado e aprovado os estudos para utiliza‡Æo dos pneus inserv¡veis como componentes para a fabrica‡Æo de manta asf ltica e asfalto borracha.

A cria‡Æo da Reciclanip demonstra a responsabilidade dos fabricantes de pneus novos com as questäes ambientais e com o estabelecimento de condi‡äes que permitam o desenvolvimento sustent vel do Pa¡s. “O trabalho de coleta e destina‡Æo de pneus tem rela‡Æo direta com a preserva‡Æo da natureza e com a qualidade de vida e bem-estar da popula‡Æo. Nesse contexto, a ind£stria nacional de pneum ticos nÆo poupar  esfor‡os para que a Reciclanip obtenha os resultados desejados. Entendemos, no entanto, que o sucesso dessa iniciativa exige necessariamente a participa‡Æo de toda a sociedade”, conclui Vilien Soares, diretor-geral da Anip.