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Financiamento de veículos desacelera após medidas do Banco Central

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O saldo total de crédito do Sistema Financeiro para a aquisição de veículos fechou o mês de maio em R$ 193,1 bilhões. Balanço mensal da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) aponta crescimento de 16,8% ante o mesmo período de 2010. Segundo a entidade, apesar dos resultados positivos, os números revelam desaceleração das vendas.

“A desaceleração é consequência das medidas macroprudenciais aplicadas pelo Banco Central em dezembro de 2010 para controle de crédito no País”, afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef.

Entre os meses de abril e maio o crescimento foi de 1,4%, número apenas discreto se comparado ao padrão dos anos anteriores. Para a Anef, essa retração no crescimento dos últimos anos já era esperada com a adoção das medidas pelo do Banco Central. No entanto é preciso não confundir desaceleração com retração. “Os números seguem positivos”, afirma o executivo.

Na opção de financiamento por CDC (Crédito Direto ao Consumidor), os números registraram alta de 10,6% no mês de maio comparado ao resultado de 2010. Já o leasing manteve a tendência de queda apresentada desde o início do ano. A baixa nas aquisições de veículos por meio desta modalidade de financiamento foi de 33,8% na comparação com o mesmo mês de 2010.

A taxa média de juros praticada pelas associadas à entidade fechou na mesma proporção do mês de abril, 1,6% mês (20,98% ao ano), contra 1,43% ao mês (18,58% ao ano) do mesmo período em 2010.

Com relação ao PIB, o saldo de crédito para aquisição de veículos manteve a mesma média de 5,0%, o que representa 10,7% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 32,6% do total do crédito destinado a pessoas físicas.

O saldo do crédito bancário brasileiro alcançou em maio de 2011 o valor de R$ 1,804 trilhão, passando a representar 46,9% do PIB (estimado em R$ 3,851 trilhões), um crescimento de 2,6 pontos percentuais frente a maio de 2010.

Inadimplência
De acordo com o levantamento da Anef, a inadimplência acima de 90 dias para o CDC foi de 3,6%, em maio, refletindo uma tendência anormal de aumento para os meses de março a maio. Por outro lado, as curvas de inadimplência acima de 30 dias se estabilizaram nos últimos 03 meses, o que é um alento e gera a expectativa positiva de que a piora nesse indicador tenha encontrado seu teto. Os planos de financiamento mantiveram a média de 44 meses.