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Governo entrega 320 motocicletas para a Polícia Militar

Motos serão destinadas à Rocam e às atividades de escolta do 2º Batalhão de Choque

O governador Geraldo Alckmin entregou nesta segunda-feira, 19, em solenidade que ocorreu na Praça da Sé, no centro da capital, 320 motocicletas para a Polícia Militar de São Paulo.

Distribuição: 300 para Rocam, 20 pro Choque e mais 314 em janeiro.
Totaliza 634 motocicletas a mais na Rocam, para agilidade nos grandes centros com GPS de bolso, com tecnologia embarcada.

As motos serão destinadas à Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) e às atividades de escolta do 2º Batalhão de Choque (BPChoq). Foram investidos R$ 5,3 milhões. As motos são dotadas dos mais modernos equipamentos de sinalização luminosa e sonora, a fim de otimizar o policiamento ostensivo-preventivo.

Elas complementarão as frotas do Comando de Policiamento da Capital (CPC), do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM), responsável pela região da Grande São Paulo e dos Comandos de Policiamento do Interior.

Radiopatrulhamento
A Polícia Militar anunciou que o radiopatrulhamento, antes feito somente por viaturas de quatro rodas, agora será realizado também por motocicletas.

O radiopatrulhamento é responsável pelo patrulhamento das ruas e avenidas e, quando necessário, é acionado pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para atender uma ocorrência. O uso das motocicletas tornará esse atendimento mais ágil.

Rocam
O Programa de Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicleta foi criado em 1982 e tem como objetivo diminuir os índices criminais nos grandes corredores de trânsito, caracterizados pelo elevado índice de roubos a veículos e transeuntes.

Seu efetivo inicial era de 34 policiais militares, hoje, o Programa conta com cerca de 4.600 homens e 2.228 motos distribuídos em todo o Estado.

O policiamento é desenvolvido em três modos de atuação – patrulha dedicada à via, atuando por área e integrado com motocicleta – determinados em função a demografia e urbanização do município.

Veto ao Projeto de Lei
Em entrevista coletiva, Alckmin também falou das razões do veto ao projeto de lei que pretendia proibir garupa: “não se pode punir o trabalhador que usa a motocicleta diariamente para o trabalho, para a família. E não é punindo o meio de transporte que se combate o crime”, explicou. O governador ainda observou que matéria de legislação de trânsito é federal, não é competência do Estado. “A maneira de combater o crime é o reforço do policiamento, que é o que nós estamos fazendo hoje”, disse Alckmin.