Indian Motorcycle - O cacique está de volta

Indian Motorcycle – O cacique está de volta

Indian Motorcycle - O cacique está de volta

Mais antiga que a Harley-Davidson, Indian Motorcycle está de volta ao mercado norte-americano com o lendário modelo Chief.

Quem freqüenta encontros de motos clássicas já ouviu falar na marca de norte-americana de motos Indian, mas poucas e raras unidades são vistas rodando no Brasil. Já nos Estados Unidos, a Indian é tão famosa e lendária como a rival Harley-Davidson. Agora os fãs dessa centenária marca podem comemorar o retorno da fabricação deste sonho americano que começou em 1901. O curioso dessa história é que em 1906, a Indian foi equipada com o primeiro motor “V2” fabricado nos Estados Unidos. Muita gente acha que esta proeza é da Harley-Davidson. Mas contra fatos não há argumentos.

Em seu retorno ao mercado americano, já há oito pontos de venda até o momento espalhados pelos Estados Unidos e mais quatro a serem inaugurados, segundo o site da montadora. O modelo “ressucitado” pela Indian foi a Chief, criado em 1922. A versão atual mantém a tradição do motor de dois cilindros em “V” acionado por varetas, como nas Harleys.
Com visual no melhor estilo retrô, a Chief está disponível no mercado americano em quatro versões; cujas diferenças se baseiam em pneus com faixa branca, malas laterais, pára-lama dianteiro envolvente, entre outros itens. Porém, todas utilizam modernos freios da grife Brembo.

Indian Motorcycle - O cacique está de voltaA motorização da nova Indian é um “V2” de 1720 cm³, que gera mais de 13 kgf.m de torque para empurrar os 350 quilos (em ordem de marcha) da versão Standard. A transmissão é feita por correia dentada, como manda o estilo custom.

Mais antiga que a Harley
A história da marca começa em 1901, quando o ciclista George Holder construiu uma espécie de bicicleta motorizada. Ao ver o experimento, o engenheiro Carl Oscar Hedstrom resolver se associar a Holder e, juntos, começaram a produzir motos.

Com o sucesso de vendas das primeiras unidades, os dois rapazes se empolgaram e seguiram adiante na fabricação de motocicletas. Além de disso, a Indian começa a participar de competições ao redor do mundo, incluindo a famosa Tourist Trophy, na ilha de Man, no Reino Unido. Na prova realizada em 1912, os três primeiros lugares foram ocupados por motocicletas Indian.

Tempos difíceis
No período da Primeira Guerra Mundial a empresa sofreu sérios problemas financeiros. A saída dos fundadores e o abandono das competições em 1916 também contribuíram para que a Indian chegasse perto da falência, mas as motocicletas da marca continuaram saindo da linha de produção.
Um de seus modelos consagrados nas pistas e também nas ruas foi a Scout. Criada em 1919, a motocicleta usava um motor “V2” com cilindradas que variavam entre 600 e 1200 cm³. Esta família se manteve em linha de produção por mais de dez anos.

Em 1927 surgiu uma nova motorização para as Indian: um motor de quatro cilindros em linha, montado longitudinalmente. Batizada de Indian Four, a moto utilizava propulsor de 1265 cm³. O modelo seguiu em produção até 1942.
Durante a primeira metade do século XX, a marca também serviu as autoridades. As motos Indian foram escolhidas para formar o primeiro batalhão policial de Nova Iorque em 1907 e nos anos de guerra foram produzidos modelos para uso militar e policial.

As décadas de 40 e 50 foram críticas para a Indian. As vendas começaram a despencar e a montadora foi obrigada a parar a produção de suas motocicletas em 1953.

As tentativas do retorno
Após muitas discussões sobre os direitos autorais da marca, algumas empresas reergueram o nome Indian em 1998. No ano seguinte foram iniciadas as vendas da Chief, mas devido à baixa procura pela motocicleta a marca fechou novamente as portas em 2003. O recente (e talvez último) retorno da Indian no mercado de duas rodas ocorreu no ano passado, após Steve Heese e Stephen Julius comprarem os direitos autorais e propriedades da marca. Com a mudança acionária, as motocicletas Indian saem da fábrica que fica em Kings Mountain, na Carolina do Norte, em vez da originária Springfield, em Massachusetts.