Jean diz que etapa foi “vôo cego”

Em trecho vencido por piloto do Mali, brasileiro consegue subir duas posi‡äes

“Larguei na poeira, acelerei na poeira e cheguei na poeira.”Assim, Jean Azevedo resumiu a etapa desta quarta-feira, entre Kayes e Bamako, no Mali. O piloto fez o quinto melhor tempo e subiu para a oitava posi‡Æo na classifica‡Æo geral. “Foi um v“o cego”, disse o brasileiro ao chegar ao acampamento do Dakar. Segundo Jean, ultrapassar era tarefa de extremo risco. “Mantive um ritmo muito forte, mas nÆo ultrapassei ningu‚m”, contou. “O £nico piloto que eu vi ultrapassando foi o Duclos”, disse, referindo-se a Alain Duclos, vencedor da etapa. “Ele arriscou muito porque para vencer precisou passar muita gente. Mereceu”.

Duclos vive na Fran‡a, mas nasceu no Mali. Correu, portanto, “em casa”. Na sua quinta participa‡Æo no Dakar, o africano conseguiu sua primeira vit¢ria em uma etapa, deixando para tr s o l¡der na classifica‡Æo geral Marc Coma – o espanhol foi o segundo colocado a apenas 1min27s de Duclos. Coma abriu vantagem sobre Cyril Despres: agora, 34min24s separam os dois primeiros colocados.

Jean subiu para a oitava posi‡Æo e est  a 27min51s do s‚timo, justamente Duclois. “ muito tempo para tirar nos mil quil“metros de especial que faltam”, disse o piloto. “Mas vamos tentar, sem d£vida”, concluiu. As etapas que restam lembram o piso do Rally dos Sertäes, no qual Jean ‚ pentacampeÆo. A poeira e as pistas estreitas, no entanto, jogam contra o brasileiro, dificultando ultrapassagens.

Andr‚ chega em 2§ na etapa de hoje – Piloto se mant‚m em quarto na geral e diminuiu diferen‡a para o terceiro colocado, que agora ‚ o russo Firdaus Kabirov

O caminhÆo tripulado por Andr‚ Azevedo, Maykel Justo e Mira Martinec completou a 11¦ etapa do Rally Dakar na 2¦ posi‡Æo, com o tempo de 4h26min56s, seis minutos e quarenta segundos atr s do vencedor, o holandˆs Hans Stacey. Foi a terceira vez este ano que o piloto esteve perto de vencer uma especial. Em terceiro, veio o l¡der da tabela geral, o russo Vladimir Chagin.

Na classifica‡Æo, Chagin permanece em primeiro, com mais de trˆs horas de vantagem para Stacey, o vice-l¡der. Em terceiro surge Firdaus Kabirov, que chegou em quinto e oi ultrapassado por Stacey na contagem. Na quarta posi‡Æo, segue o brasileiro Andr‚ Azevedo, que ainda sonha com o p¢dio. No momento, a diferen‡a de Andr‚ para Kabirov ‚ de 1h16min25s. Com o caminhÆo nÆo inspirando 100% de confian‡a, devido a problemas mecƒnicos no cƒmbio e na suspensÆo, Andr‚ chegou a dizer que ficaria satisfeito se conseguir apenas terminar a prova, “entregando o frete em Dakar”. No entanto, os bons resultados nas £ltimas etapas reanimaram o brasileiro. A diferen‡a ainda ‚ grande, mas Andr‚ aposta na experiˆncia e torce para que a falta de sorte que lhe segurou no Marrocos atue contra seus concorrentes diretos na briga pela vice-lideran‡a.

Durante a etapa de hoje entre os caminhäes, um acidente no qual o caminhÆo n§ 533 tombou na pista, impediu a passagem dos que vinham de tr s e fez a organiza‡Æo decidir cancelar a especial, transformando-a num percurso de descolamento (sem marca‡Æo de tempo). Minutos depois, por‚m, ficou definido que os caminhäes que j  haviam passado continuariam sendo cronometrados.

12§ dia: Floresta no deserto
Etapa 12: Bamako – Lab‚
197 km (liga‡Æo) + 368 km (especial) + 307 km (liga‡Æo) = 872 km

Ap¢s duas etapas relativamente curtas, o percurso do Dakar volta a exigir o m ximo de resistˆncia f¡sica dos pilotos. A 12¦ etapa come‡a em Bamako, no Mali, e termina em Lab‚, na Guin‚. Entre as duas cidades, 872 quil“metros, sendo 368 cronometrados. O terreno ‚ um mar de pedras e laterite rodeada por rios. Pelas margens, surge uma vegeta‡Æo quase densa. “ um dia de trial, com buracos, pistas destru¡das pelas chuvas e grandes  rvores no meio do caminho”, diz Andr‚ Azevedo.

Para completar o sofrimento, esta ‚ a etapa onde a assistˆncia mecÆnica ‚ proibida pela organiza‡Æo. Ou seja: o que quebrar amanhÆ continuar  quebrado depois de amanhÆ. Ser  que os pilotos vÆo poupar o equipamento?