Foto: João Tadeu Boccoli

Kasinski “pós-crise” contra-ataca no segmento das médias

Foto: João Tadeu Boccoli

Foto: João Tadeu Boccoli

Marca já tem as novas Comet GTR 250 e Mirage 250, modelos 2010, injetadas, nas concessionárias

SÃO PAULO – A Kasinski colocou esta semana, em algumas de suas revendas, dois novos modelos de cilindrada intermediária (250 cc), equipados com injeção eletrônica e design atualizado. São a custom Mirage 250 (que custa sugeridos R$ 16.490) e a esportiva Comet 250 GTR (R$ 17.270).

As duas motos puxam uma fila de lançamentos da marca, que entre outros novos modelos deverá contar com a nova Comet 650, também cheia de novidades no motor e no design e já inteiramente produzida no Pólo Industrial de Manaus (AM).

Segundo fontes de dentro da fábrica, os dois modelos de 250 cm³, “pós-crise”, chegam para acelerar a retomada da Kasinski no segmento das motocicletas de um quarto de litro.

O fabricante destaca que a Mirage e a Comet já são completamente produzidas no Brasil. As motos reafirmam a presença da Kasinski na faixa intermediária de cilindradas. Esse segmento de máquinas é destinado aos motoqueiros e motociclistas que evoluem de suas primeiras motos, motonetas e scooters, as chamadas “populares”, para as máquinas maiores, que têm capacidade de encarar uma estrada.

Foto: João Tadeu Boccoli

Foto: João Tadeu Boccoli

Graças à injeção eletrônica, os dois novos modelos desenvolvem mais potência. As motos também mudaram completamente seu comportamento, especialmente nas baixas rotações, como os motonliners e os demais internautas poderão conferir brevemente nas avaliações exclusivas feitas pelo MOTONLINE.

Outro ponto positivo da renovada linha da Kasinski é sua adequação a todas as normas e exigências de configuração dos propulsores, em respeito à natureza e à diminuição de poluentes nocivos à atmosfera. As normas são estabelecidas no programa nacional que minimiza a emissão de poluentes, o PROMOT, e todos os programas europeus, norte-americanos e asiáticos em vigência.

Para quem vivenciou a chegada da marca no Brasil, em 2004, quando as motos de então não tinham sequer cabos de afogador instalados, essa evolução é magistral.

FUMAÇA NO AR

Segundo um diretor da fábrica, o boato de que a marca estaria sendo vendida ou estaria atravessando “uma fase de transição ou parceira com outros fabricantes” não é verídica. “Se souber de algo, por favor, me informe”, disse a fonte, sorrindo. Mas, como onde tem fumaça – nesse caso, muita fumaça — tem fogo, vamos aguardar.

Em alguns jornais já está circulando a notícia, ainda não oficial, de que o grupo Zongshen, um dos maiores fabricantes de motos, scooters, motonetas, quadriciclos e motores estacionários da China, que acaba de chegar ao Brasil, deve anunciar em breve a compra da Kasinski.

Mantendo o sigilo absolutamente profissional, o mesmo diretor adiantou que “em breve” a Kasinski deverá se pronunciar oficialmente sobre sua nova linha de motocicletas e sobre a veracidade da comentada parceria, venda integral, mudança ou reposicionamento estrutural da marca no mercado.

Por sua vez, os concessionários, que vivem da realidade diária do balcão, estão satisfeitos com a renovação da linha. “O mercado já estava esperando por esses lançamentos”, afirmou Luis Sartori, 46, dono da concessionária MOTONAC (www.motonac.com.br), de São Paulo (SP).

“É uma evolução muito legal”, disse, observando as motos novas, já expostas em sua loja. Segundo ele, esses dois lançamentos, que acontecem três meses antes do Salão das Duas Rodas, programado para outubro, em São Paulo (SP), reanima o mercado após a crise; e favorece as condições para atrair os consumidores para as lojas.

“As taxas de juros para a aquisição de motos zero baixaram. O único problema que ainda temos é a obrigatoriedade da entrada para abrir um financiamento, que está ao redor de 30% do preço da motocicleta escolhida. A luta continua, mas já demos um passo adiante”, afirmou o empresário. “Espero que os demais boatos se confirmem.”