Kasinski cresce com verticalização no PIM

A produ‡Æo de motocicletas da Kasinski no PIM- P¢lo Industrial de Manaus atingiu, este ano, o n¡vel de 70% de nacionaliza‡Æo nos insumos para reduzir os custos com a importa‡Æo.

Segundo a diretoria da empresa, a cota‡Æo atual do d¢lar, que oscila na faixa de R$ 2,80, ainda ‚ prejudicial para a atividade de importa‡Æo no pa¡s e impulsiona os pre‡os dos produtos para o consumidor final.

Ap¢s um ano de tensäes no mercado nacional que foi regido pelas oscila‡äes bruscas da moeda americana, empresas importadoras em potencial como a Kasinski, aceleraram o processo de nacionaliza‡Æo de insumos para reduzir os custos de produ‡Æo. Este ano a empresa j  atingiu o ¡ndice de 70% de consumo de componentes nacionais, cerca de 10% maior do que a m‚dia praticada pelas ind£strias da ZFM (Zona Franca de Manaus) este ano.

“Importamos essencialmente insumos que nÆo sÆo fabricados ainda no Brasil mas a meta ‚ procurar novos parceiros no mercado interno e cada ano diminuir as compras internacionais”, garantiu Rog‚rio Bianchi, supervisor comercial da Kasinski.

A nacionaliza‡Æo, segundo avalia‡Æo de Bianchi, al‚m de reduzir os custos de importa‡Æo, proporciona maior agilidade … produ‡Æo j  que a distƒncia percorrida pelos insumos diminui e os distribuidores podem oferecer melhores pre‡os. “A id‚ia ‚ oferecer melhores pre‡os e facilidades de compra ao consumidor para acirrar o mercado brasileiro que ainda ‚ monopolizado. Reduzir custos ‚ essencial para uma pol¡tica de valores”, avalia o supervisor.

Ele explica que o ¡ndice atual do d¢lar ainda ‚ prejudicial … aquisi‡Æo internacional de componentes e encarece os pre‡os do produto final, apesar da Kasinski importar pe‡as desmontadas com custos de embalagens reduzidos.

O principal entrave … nacionaliza‡Æo, especificamente no setor de duas rodas, na opiniÆo do supervisor da Kasinski, ‚ a falta de uma pol¡tica de incentivos do governo federal ao setor industrial. “Para importar cada vez menos ‚ preciso ter o m¡nimo de fabrica‡Æo dos itens necess rios e, para isso, as empresas tˆm que investir em adequa‡Æo de estrutura f¡sica e produ‡Æo. Com a recessÆo da economia mundial, os recursos estÆo escassos”, lembra.

Nesse sentido, a montadora est  na expectativa da defini‡Æo sobre a cria‡Æo de um p¢lo de componentes no PIM (em discussÆo nacional) que, se viabilizado, poder  impulsionar a produ‡Æo e agregar maior valor …s exporta‡äes. Atualmente o setor de duas rodas ‚ o que mais cresce no Brasil sendo respons vel por mais de 15% das exporta‡äes do PIM, segundo estat¡sticas da Suframa.