KTM_200_Duke_Acao (7)

KTM Duke 200 – Diversão em pequena escala

A KTM Duke 200 é sinônimo de diversão. Com um belo visual e recheada de esportividade essa motoca é um prato cheio para quem procura por agilidade e quer sair da mesmice

Agilidade na cidade

Agilidade na cidade

Montada em Manaus (AM) pela Dafra, esta KTM divide quase todos os componentes com sua irmã mais velha, a KTM 390 Duke. As diferenças ficam por conta das cores nas rodas de liga leve e chassi, que nessa 200 são pintados na cor preta ao invés de laranja, além do compacto motor de 200 cc.

Estilo para você se diferenciar na multidão

Estilo para você se diferenciar na multidão

Cuidado com os detalhes de acabamento são levados em conta no projeto, que segue o design característico da família Duke, muito moderno, quase idêntico a KTM 390, com linhas bastante angulosas e muitos cantos vivos e recortes, respirando esportividade em cada parafuso. Ainda no design, a 200 Duke se diferencia das demais. A balança, feita em alumínio tem um desenho “animal” e o chassi, projetado em treliças, dá um ar de moto de maior cilindrada. O escapamento é pequeno e fica escondido. Somente se você realmente olhar para a moto irá perceber ele ali. O ronco desagrada um pouco e sem dúvida podia ser mais encorpado.

Ela é dotada de um painel completo, equipado com computador de bordo. Ao girar a chave aparece o slogan da marca Austríaca “Ready to Race” – pronta para correr, competir. Totalmente digital, ele disponibiliza as seguintes informações: Conta giros – que aliás é muito pequeno para ver com precisão e por esse motivo a moto tem um Shift Light que auxilia a troca de marchas com a indicação do momento correto para troca – indicador de marcha, velocidade, velocidade média, autonomia, tempo de condução, quilometragem até a próxima manutenção, consumo instantâneo, hodômetro total e parcial. O farol ilumina o caminho à frente de maneira satisfatória, contando com um útil lampejador.

Arrojada

Arrojada

Cuidado no acabamento é um dos diferenciais

Estilo

Estilo

Essa pode ser chamada de "magrelinha"

Painel

Painel

Ready to Race e com computador de bordo

Moderna

Moderna

Desenho da balança é animal

Luxo

Luxo

Led's indicativos nos comandos do guidão

Garupa não

Garupa não

Assento do garupa não dispõe de muito conforto

Espaço

Espaço

Pequeno espaço sob o assento traseiro

Nessa moto o (a) garupa não é muito bem vinda. Com um diminuto espaço disponível para sentar, o eventual acompanhante recebe a compensação da Duke 200 com as ótimas alças laterais para segurar, mas não é suficiente porque em condições normais o garupa não tem onde se segurar pois de tão estreito o banco, senta-se sobre as alças de apoio. Definitivamente, não leve uma garupa na Duke 200.

Se para o garupa a vida é difícil, para o piloto a história é o contrário. Quando sentamos na motoca percebemos o quão “magrela” ela é. O encaixe é muito bom, a posição do guidão aliada à posição das pedaleiras instiga uma condução agressiva. Mas falta conforto para ficar muito tempo em cima desta máquina, pois o banco é desconfortável e carece de espuma, o que dificulta pequenas viagens.

Posição de pilotagem é confortável

Posição de pilotagem é confortável

Para o uso na cidade ela se mostrou acertadíssima. Fácil de guiar, trocar de direção e desviar de carros entre os corredores. Ela tem uma proposta muito bem definida. Uma moto eficiente e ágil para o uso urbano. Porém, quando é colocada em rodovias, sua limitação aparece. O pequeno motor de apenas 199,5 cm³ precisa suar a camisa para manter uma velocidade condizente com o uso rodoviário. Quando se está sozinho o motor vai bem, mas a presença da garupa revela a que um pouco mais de potência faria boa diferença.

Chassi em treliça dá um ar de moto maior e garante estabilidade

Chassi em treliça dá um ar de moto maior e garante estabilidade

Estamos falando de um sofisticado motor DOHC, de um cilindro e quatro válvulas, arrefecido a líquido, que gera 26 cv a 10.000 rpm e um torque de 1,95 kgf.m a 8.000 rpm. Rodando na estrada podemos perceber um elevado nível de vibração do motor, que emana do banco, pedaleiras e guidão. No teste de velocidade final a KTM chegou a 137 km/h, ponto em que o motor corta o giro.

Embora tenha apenas 200 cc, este motor tem um bom rendimento, com números de potência que ultrapassam a maioria das 250 cc disponíveis no mercado. É um motor de alto rendimento, que gosta mesmo é de rodar com o giro alto. O câmbio de 6 marchas é macio e tem o acionamento bem suave, assim como a embreagem.

Ciclística

Os freios a disco da Bybre são mais que suficientes para parar os 129,5 kg

Os freios a disco da Bybre são mais que suficientes para parar os 129,5 kg

A KTM 200 Duke se mostrou muito bem resolvida, com a geometria exatamente igual a de sua irmã maior, a KTM 390 Duke. O chassi de aço foi projetado em treliça, que garante rigidez e estabilidade para atacar as curvas muito bem. A suspensão dianteira é invertida e assinada pela WP – mesma suspensão que equipa as máquinas de Enduro e Motocross da KTM – o conjunto é muito bom e atua de maneira firme, é bem dimensionado para andar nas cidades, passar por buracos, encarar curvas sem reclamar.

Neste conjunto a frente não mergulha em frenagens ariscas e o sistema dianteiro tem tubos de 43 mm de diâmetro e 150 mm de curso. Na traseira a Duke 200 tem amortecedor único com 150mm de curso, cuja mola pintada na cor branca acaba tendo um importante papel no design da moto.

Para frear os 129,5 kg, essa austríaca conta com freios a disco simples nas duas rodas. Na dianteira o disco tem 300 mm de diâmetro com uma pinça de fixação radial de quatro pistões. Na traseira o disco tem 230 mm de diâmetro e uma pinça simples flutuante.

O sistema é dotado de Aeroquip – mangueiras com malha de aço – que garantem uma resposta ainda melhor, porque não permitem que o flexível de borracha se expanda e deixe o freio “borrachudo”. O conjunto leva o nome da Bybre, um projeto da Brembo, o que explica a eficiência das frenagens sempre fortes e contundentes. Para ficar melhor só faltou o ABS.

Os números de consumo variaram entre 28,5 km/l e 24,2 km/l, obtendo uma média de 25,7 km/l. Podemos considerar razoáveis estes números, levando em consideração que o teste mesclou cidade com trechos de estrada e que a condução foi agressiva na maior parte do tempo. Aliás, nesta moto fica bem difícil pilotar de maneira diferente.

Conclusão

A marca KTM é mundialmente conhecida por produzir motocicletas de alto nível, com acabamento esmerado. Não é a toa que esta 200 Duke é equipada com ótimos componentes. Uma moto divertida, fácil de andar, que só peca na limitação do motor, nível de vibração e banco do garupa. É uma motocicleta com vários diferenciais quando comparada com uma 250 cc ou 300cc. Suspensão invertida, computador de bordo, ciclística de dar inveja e um ótimo sistema de frenagem.

É verdade que por R$ 15.900,00 encontra-se várias opções interessantes no mercado, mas se você está a fim de ter uma máquina diferente das demais, ela pode ser a moto certa para você. No entanto, se você quer uma KTM, mas exige mais motor, você deve juntar um pouco mais de dinheiro e ir ao próximo degrau da marca, com a KTM 390 Duke, que vai lhe entregar 44 cv.

Gostamos

Pode Melhorar

Ciclística Potência
Suspensões Nível de vibração
Freios Assento Traseiro

 

Geometria de uma pequena esportiva é implementada principalmente pela pequena distância entre eixos, de 1367mm – O resto acompanha, com o baixo rake e trail pequenos

A geometria da KTM 200 Duke é exatamente igual a da sua irmã maior, a KTM 390 Duke

 

Ficha técnica KTM DUKE 200

Motor

Tipo Quatro tempos, Um cilindro arrefecimento a líquido
Cilindrada 199,5 cm3
Diâmetro x Curso 72 x 49 mm
Potência 25,8 cv a 10.000 rpm
Torque 1,96 kgf.m a 8.000 rpm
Sistema de partida Elétrica
Lubrificação Cárter úmido
Câmbio Seis marchas
Transmissão primára 22 : 72
Transmissão secundária 14 : 42
Embreagem Multidisco em banho de óleo
Alimentação Bosh E.M.S.

Chassi

Tipo Tubos de aço em treliça com pintura eletrostática
Suspensão dianteira Invertida WP diâmetro de 43mm
Curso da suspensão dianteira 150 mm
Suspensão traseira WP Monoshock
Curso da suspensão traseira 150 mm
Freio dianteiro Disco de 300mm com pinça de quatro pistões afixada radialmente
Freio traseiro Disco de 230mm com pinça flutuante de pistão simples
Tipo de corrente da transmissão X-ring 5/8 x 1/4″
Rake 25º
Trail 94mm
Distância entre eixos 1.367mm
Distância do solo 172 mm
Altura do banco 800 mm
Capacidade do tanque 11 litros
Peso seco 129,5 kg


Jan Terwak

Publicitário, curte motos desde que se conhece como gente, é piloto de motocross, enduro, cross-country e trilhas. Empresta sua experiência no off-road para as avaliações de motos no Motonline.