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Lançamento CBR 1000RR Fireblade

A CBR 1000RR Fireblade evoluiu. Não muito, é verdade, mas evoluiu. Ao completar duas décadas desde seu lançamento, esta superesportiva é a última da classe que recebe mudanças significativas no seu visual e com a adição de alguns itens de tecnologia.

A Honda deixa um pouco da eletrônica de lado e mantém sua superesportiva mais "pura"

A Honda deixa um pouco da eletrônica de lado e mantém sua superesportiva mais "pura"

Importada do Japão, a CBR 1000RR Fireblade 2012 recebe nova carenagem e conjunto óptico. Suas linhas procuram valorizar a aerodinâmica e o painel de instrumentos ganhou novas funções. Agora totalmente digital com visor de LCD, traz hodômetro total e parcial, tacômetro com 4 opções de visualização, indicador de temperatura do motor, velocidade, contador de voltas, indicadores de reserva, direção e marcha engatada, eficiência e consumo de combustível, relógio e H.I.S.S (Honda Ignition Security System). Conta com botões de ajustes para o hodômetro e Shift Light. Além disso, o conta-giros tem quatro modos de visualização.

Detalhes estéticos foram mais destacados, como a nova traseira mais esguia

Detalhes estéticos foram mais destacados, como a nova traseira mais esguia

O motor é o mesmo da versão anterior, um DOHC (Double Over Head Camshaft), 4 cilindros em linha, 999,8 cm³, , 16 válvulas, arrefecido à líquido, e alimentado por injeção eletrônica PGM-DSFI (Programmed Dual Sequential Fuel Injection). Com isso, gera potência máxima de 178,1 cv a 12.000 rpm, e torque de 11,4 kgf.m a 8.500 rpm. A grande mudança está no novo mapeamento da injeção de combustível, que permite um melhor desempenho do motor em baixas e médias rotações.

O sistema de suspensão também recebeu modificações. A dianteira utiliza garfo telescópio invertido com curso de 120 mm, e conta com o sistema Big Piston Fork (BPF), que oferece um amortecimento mais suave sem o comprometimento da esportividade. Já a traseira é UNIT PRO-LINK, e conta com o inédito amortecedor Balance Free Rear Cushion que consiste em um sistema duplo tubular: o corpo do amortecedor e um cilindro interno. Isto resulta em um comportamento mais progressivo que melhora a aderência do pneu traseiro ao asfalto.

A CBR 1000RR Fireblade que será comercializada no Brasil em 2013 traz a segunda geração do amortecedor HESD (Honda Electronic Steering Damper), que oferece rigidez e estabilidade em altas velocidades e leveza em baixas. Na frente da carenagem há duas entradas de ar que alimentam a caixa do filtro de ar. O conjunto óptico está com novo desenho e os faróis alto e baixo possuem refletores multifocais e lente de policarbonato. Compondo o conjunto, as luzes espias mais os indicadores de direção em LEDs (Light Emitter Diode) estão integrados ao espelho retrovisor. Já a lanterna traseira possui uma dupla fileira de luzes em LED.

Painel todo digital e regulagens da suspensão dianteira aparente

Painel todo digital e regulagens da suspensão dianteira aparente

Desde 2009 o modelo também é apresentando na versão com exclusivos freios ABS para superesportivas. O sistema eletrônico minimiza a possibilidade de travamento das rodas, oferecendo segurança mesmo em situações de frenagem mais bruscas. A tecnologia, agora em nova versão, possibilita manter o controle e a estabilidade do modelo, evitando o mergulho da suspensão dianteira, com consequente perda da estabilidade e o levantamento da roda traseira em frenagens mais fortes. Além disso, o sistema ABS da motocicleta é controlado por módulo eletrônico, que combina a pressão de atuação dos fluidos nas pastilhas de freio.

A CBR 1000RR Fireblade possui um sistema de embreagem deslizante, que otimiza a transferência de potência às rodas em qualquer situação de uso. O sistema da Honda é formando por um par de cames rebaixados que forçam o conjunto da embreagem a se acoplarem durante a tração e deslizarem nas desacelerações de maneira que o grande poder do freio motor fique controlado. Com isso, disponibiliza potência imediatamente e reduz a de pressão da mola para deslizar nas reduções.

Disponível nas cores vermelha (STD e ABS), preta e branca (apenas STD), a CBR 1000RR Fireblade 2012 está nas concessionárias a partir de julho. Seu preço público sugerido é de R$ 56.900,00, para a versão Standard, e R$ 62.900,00, com freios ABS.

Um pouco de história

Desde a chegada da primeira moto esportiva, a CB 750, muita coisa mudou ao longo de mais de 40 anos. A rigidez do chassi, o desempenho do motor de quatro cilindros e a suspensão sofisticada evoluíram cada vez mais. Quando foi apresentada em 1991 como CBR 900RR, a Honda construiu uma motocicleta que procurou privilegiar o desempenho nas curvas. Com isso, o lançamento da CBR 900RR Fireblade mudou o mundo das motos esportivas nos anos 90.

As seis "gerações" da Fireblade

As seis "gerações" da Fireblade

Durante todo o processo evolutivo do modelo, o público pode conferir que o motor passou de 893 cm3 para 954 cm3 ao longo das gerações. Outro ponto que influenciou significativamente nas mudanças da linha CBR foi o Campeonato Mundial de Motociclismo, que agregou motores a quatro tempos de 990 cc em 2002.

Já o ano de 2004 foi marcado por um modelo totalmente novo e com mais tecnologia: era a CBR 1000RR Fireblade. Sua mecânica foi inspirada nos modelos de competições e o DNA da linha RR era evidente. A Honda CBR 1000RR tem história nas competições, especialmente no mais famoso grande prêmio para motos – TT ou Tourist Trophy da ilha de Man. Desde 2006 a Fireblade vem conquistando vitórias. Foram oito vezes no TT, nas categorias superbike, superstock e Blue Riban Senior TT.

 

Ciclística impecável demonstra o cuidado da Honda com o prazer da pilotagem

Ciclística impecável demonstra o cuidado da Honda com o prazer da pilotagem

Confira mais detalhes desta história a seguir:

– 1992-1995: A primeira CBR 900RR Fireblade surgiu

– 1996-1999: A CBR 900RR Fireblade ganha um pouco mais de motor (919 cm³ – 1 mm de diâmetro mais largo que a versão anterior.

– 2000-2001: A CBR 900RR Fireblade ganha injeção eletrônica de combustível PGM-FI e um poouco mais de motor, que passou a ser de 929 cm³ e um chassi completamente novo. Isso proporcionou a montagem de um braço oscilante na traseira das carcaças do motor, deixando o conjunto mais leve e compacto.

– 2002-2003: A CBR 900RR Fireblade recebe novo motor, agora de 954 cm³. Mudou também a configuração ciclística da moto, com as pedaleiras elevadas e configurações mais aerodinâmicas.

-2004-2005: Em 2004 a Honda lançou efetivamente a CBR 1000RR. Ela foi desenvolvida a partir dos conhecimentos adquiridos no MotoGP, com a RC211V. Tinha a balança longa, suspensão traseira Unit Pro-link e o sistema de injeção de dois estágios, DSFI. Foi a primeira a ter o amortecedor de direção eletrônico, HESD de primeira geração e a primeira versão da suspensão traseira UNIT PRO-LINK.

-2006-2007: A moto teve modificações que adicionaram mais potência, melhor dirigibilidade e menor peso. Para isso mudaram os coletores de admissão, aumentaram a taxa de compressão, foi feito um novo enquadramento dos comandos de válvulas, com válvulas maiores. Esse motor girava até 12.200 rpm. Para melhorar a dirigibilidade foi alterada a geometria, revisada a suspensão dianteira, novas articulações no Pro-link e balança mais leve. Ela ganhou também um novo sistema de escape.

-2008-2011: Seguindo os passos da Yamaha R1, em 2008 a Fireblade foi a primeira Honda a ter os eixos do virabrequim e os dois do câmbio em um plano triangular, para ganhar espaço para a balança. No dia 28 de Setembro de 2008, no Paris International Motorcycle Show, foi mostrada essa nova Fireblade. Seu motor agora chegava a 13.000 rpm, tinha válvulas mais leves de titânio e curso menor no pistão, com o aumento correspondente no diâmetro.

O motor ganhou novos cilindros, maior compressão, pistões mais leves, nova centralina com dois mapas separados e esse foi o primeiro ano em que a Honda instalou um sistema de admissão induzida, com essa abertura frontal por onde entra o ar com maior pressão, feita pelo vento. O sistema de embreagem deslizante foi colocado também nessa moto para ajudar nas frenagens sem provocar deslizamento excessivo do pneu traseiro.

Em 2009 foi colocado o sistema C-ABS como opcional e em 2010 aumentaram a massa do volante do motor, melhorando assim a marcha lenta e facilitando as saídas em baixa velocidade.

Obs.: Para facilitar a discussão sobre esse assunto, criamos um tópico no fórum para os motonliners. Clique aqui para acessar o tópico.

 

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